Academia Equilíbrio

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segunda-feira, 5 de março de 2012

Equipe faz testes com nova droga contra diabetes nos Estados Unidos



Remédio TAK-875 reduziu açúcar no sangue de pacientes em estudo.
Dados sobre a novidade foram divulgados na revista médica 'The Lancet'.

Do G1, em São Paulo
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Um estudo norte-americano apresenta uma nova droga para o mercado de remédios contra a diabetes do tipo 2, doença que afeta a capacidade do corpo em utilizar o açúcar (glicose) disponível no sangue para gerar energia. A medicação recebeu o nome de TAK-875.
Segundo a pesquisa divulgada na edição desta semana da revista médica “The Lancet”, a droga é capaz de controlar o nível de açúcar em circulação sem deixá-lo baixo demais durante os momentos de jejum -- efeito colateral comum a remédios tradicionais para o tratamento da doença como as glimepiridas.
O tipo 2 é a forma mais comum da doença e afeta 90% dos 285 milhões de diabéticos no mundo. É causada por uma resistência do corpo à ação da insulina, a substância responsável por permitir a entrada do açúcar do sangue nas demais células do corpo.
A droga ainda está em fase de experimentos clínicos, coordenados pela Faculdade de Medicina da Universidade de Michigan. Na fase 2 dos testes, os pesquisadores contaram com 426 pacientes.
Depois de 12 semanas, os pacientes que tomaram TAK-875 apresentaram queda nos níveis de hemoglobina glicosilada – testes sobre essa substância mostram quanto açúcar ainda se encontra ligado à hemoglobina, a substância dentro das células vermelhas do sangue que transporta o oxigênio.
O medicamento apresentou poucos efeitos colaterais e os níveis de hipoglicemia (pouco açúcar no sangue) foram os mesmos que os apresentados por pacientes que receberam placebos.

Nestlé elimina ingredientes artificiais de todos os seus doces na Grã-Bretanha



Empresa deverá fazer o mesmo em outros países europeus e no Canadá, mas não menciona o Brasil.

Da BBC
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Nestlé pretende tirar produtos artificiais do mercado europeu (Foto: Divulgação/via BBC)Nestlé pretende tirar produtos artificiais do mercado
europeu (Foto: Divulgação/via BBC)
O braço da Nestlé no Reino Unido anunciou ter removido totalmente cores, sabores e conservantes artificiais de seus doces, entre os quais barras de chocolate e balas.
Em comunicado, a empresa anunciou que promoverá a mesma mudança em países europeus e no Canadá, mas não menciona o Brasil.
Segundo jornais britânicos, a Nestlé seria a primeira grande empresa de produtos alimentícios a retirar todos os componentes artificiais de toda sua linha de doces.
A companhia, que produz marcas populares no Brasil como Nescau, Chokito e Tostines, eliminou mais de 80 ingredientes não naturais das receitas de 79 produtos vendidos no Reino Unido.
Os químicos foram substituídos por alternativas naturais vindas de concentrados de frutas, legumes e plantas comestíveis, como cenoura, hibisco, cártamo, rabanete e limão.
A barra de chocolate Crunch foi o último dos itens da companhia a ter a fórmula modificada. Há seis anos a empresa vem promovendo as mudanças.
A Food Standards Agency, que cuida da qualidade dos alimentos no país, havia recomendado fabricantes de alimentos a eliminarem ingredientes químicos.
Um estudo da ONG britânica Grupo de Apoio a Crianças Hiperativas mostra que de um total de 357 crianças hiperativas examinadas 87% apresentaram agravamento do seu quadro devido a colorantes artificiais na comida, enquanto 72% reagiram a preservantes.
De acordo com comunicado da Nestlé, as mudanças foram feitas em resposta a pesquisa da empresa Health Focus International que mostra que 74% dos consumidores buscam produtos naturais nas prateleiras de supermercados.
A Health Focus International tem entre seus clientes grandes empresas do ramo de alimentação, incluindo a própria Nestlé.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Rede social permite fazer ‘check-in’ após uso de camisinha


WhereDidYouWearIt.com é campanha pelo uso de preservativos nos EUA.
'Check-ins' são organizados em mapa.

Do G1, em São Paulo
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Site mostra 'check-ins' de usuários brasileiros na rede social. (Foto: Reprodução)Site mostra 'check-ins' de usuários brasileiros na rede social. (Foto: Reprodução)
Em uma campanha para estimular o uso da camisinha, uma organização norte-americana montou uma espécie de rede social que permite que o usuário dê um “check-in” após usar o preservativo. O site WhereDidYouWearIt.com funciona de maneira parecida com o Foursquare, serviço que permite que o usuário avise o lugar em que está.
Para fazer o check-in, o usuário precisa revelar informações como aonde usou a camisinha, com quem e sua idade. Segundo a página, depois de enviados os dados, o site fornece um lugar perto do dado pelo usuário, para não revelar o local exato.
Os dados são organizados em um mapa e é possível fazer buscas por filtros como gênero, orientação sexual, idade aproximada, localização. No mapa criado, já é possível ver check-ins feitos no Brasil.
“Nós só queremos mostrar nosso ponto de vista para o mundo”, conta o site criado pela Planned Parenthood of the Great Northwest. “O sexo acontece. Não estamos encorajando você a fazer sexo ou não. Estamos encorajando as pessoas a serem seguras em suas atividas.”
 

Metade dos obesos que reduzem o estômago volta a engordar


Médicos explicam quais pessoas podem fazer a cirurgia bariátrica.
Veja os principais procedimentos e os prós e contras deles.

Do G1, em São Paulo
Metade das pessoas obesas que fazem redução de estômago volta a engordar parcialmente, e 5% ganham todo o peso de novo. Por isso, não adianta apenas se submeter à cirurgia bariátrica: é preciso mudar de hábitos e manter uma reeducação alimentar para o resto da vida.
A operação também deve ser a última alternativa para quem precisa emagrecer – seja por obesidade mórbida ou por doenças associadas ao excesso de peso. Ao contrário do que muita gente pensa, o estômago de indivíduos gordos não é maior nem mais elástico que o dos magros.
Segundo o endocrinologista Alfredo Halpern e o cirurgião bariátrico Marco Aurélio Santo, a redução de estômago não faz milagres e envolve riscos, além de eventuais complicações no pós-operatório, como todo procedimento de alta complexidade.
Após a cirurgia, estudos apontam uma perda média de 60% do peso original, que costuma ocorrer em até um ano e meio. A pessoa passa a sentir menos fome, pois a operação mexe com hormônios como a grelina, que regula essa vontade de comer. Em 85% dos casos, quem tem diabetes tipo 2 também deixa de manifestar a doença.
Bariátrica (Foto: Arte/G1)
Esse tipo de operação é praticado no Brasil há 20 anos, e cada vez mais há pacientes que passam por ele – o país já é o segundo no mundo em número de pacientes.
De acordo com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica, 60 mil procedimentos foram realizados em 2010 no país, um aumento de 33% em relação a 2009. Desse total, 35% foram por videolaparoscopia, que é menos invasiva (com 5 ou 6 incisões milimétricas no abdômen) e já coberta pelos planos de saúde. No Sistema Único de Saúde (SUS), geralmente é feita a cirurgia aberta, que faz um corte maior na barriga.
Tipos de cirurgia e consequências
Há basicamente três tipos de bariátrica: a que apenas reduz o estômago, a que diminui e modifica um pouco o curso do intestino e a que reduz e altera muito o curso intestinal. Esse desvio permite que o intestino absorva menos gordura, além de estimular a produção de hormônios que diminuem a fome e melhoram a diabetes.
Nas primeiras duas ou três semanas, o paciente deve bebericar, a cada meia hora, cerca de 100 ml de líquidos, como água, chá, gelatina, água de coco, isotônico e caldos caseiros de carne e frango, sem resíduos. Passada essa fase, entram pequenas quantidades de macarrão, carne moída, purê e outros alimentos pastosos.
Os médicos destacaram alguns possíveis efeitos da operação, como anemia, perda de cabelo e gases. Também pode ocorrer o chamado "dumping", um mal-estar quando é ingerido muito líquido ou alimento de uma vez só. Por isso, é preciso engolir em pequenos goles e mastigar bem a comida. Além disso, a quantidade de água consumida deve ser suficiente para deixar o xixi bem clarinho, destacou Halpern.
Ter sucesso na cirurgia bariátrica significa, após 5 anos, ter perdido pelo menos metade do excesso de peso. Por exemplo, uma pessoa de 100 kg cujo patamar ideal é 60 kg precisa estar com até 80 kg. Para indivíduos com índice de massa corporal (IMC) entre 35 e 40, o sucesso é de 90%. Para IMCs maiores, a taxa cai para 70%. 
É importante tomar cuidado especial com os carboidratos (pães, massas e doces), que são facilmente absorvidos e digeridos, mesmo pelos operados. Gorduras e proteínas também devem ser evitadas.
Bariátrica 2 (Foto: Arte/G1)
As complicações mais graves dessa cirurgia são os sangramentos (2% dos casos), infecções, vazamentos de costuras, embolia pulmonar e hérnias. Também pode haver obstrução intestinal, mesmo depois de muito tempo da operação.
Durante pelo menos 18 meses, é possível ficar com sobras de pele. Esse é o prazo para perder peso e fazer uma cirurgia plástica.
Para realizar a bariátrica, certifique-se de que seu médico é um cirurgião com formação específica e verifique se a equipe dele inclui endocrinologista, nutrólogo ou nutricionista e psiquiatra ou psicólogo.
No hospital, são necessários um anestesista, um fisioterapeuta e uma equipe de enfermagem. O hospital também precisa ter uma unidade de terapia intensiva (UTI) para eventuais emergências.
Outros cuidados
- Precisa haver a compreensão do paciente e dos familiares sobre os riscos da cirurgia e também mudança de hábitos
- O acompanhamento pós-operatório deve ser feito com uma equipe multidisciplinar, a longo prazo
- A cirurgia não é milagrosa: a obesidade é uma doença crônica e deve ser controlada a vida inteira
Dados brasileiros
- Segundo o IBGE, até 2010 havia 12,5% dos homens adultos com obesidade e 16,9% das mulheres
- A incidência é maior entre homens de 45 a 54 anos e mulheres de 55 a 64 anos
- O excesso de peso e a obesidade atingem de duas a três vezes mais homens de maior renda, em áreas urbanas das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste
Possíveis consequências da cirurgia
- Fraqueza
- Anemia
- Queda de cabelo
- Dificuldade para ingerir grandes quantidades de líquido e comida
- Excesso de pele, que pode ser corrigido com cirurgia plástica