Academia Equilíbrio

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sábado, 3 de novembro de 2012

Hidratar e tirar esmalte por um tempo são hábitos que fazem bem às unhas



Um dia antes de ir à manicure, é ideal tirar esmalte e deixar unha “respirar”.
Dermatologistas deram dicas para ter unhas fortes, resistentes e saudáveis.

Do G1, em São Paulo
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Muitas pessoas sofrem com unhas fracas e quebradiças, mas existem soluções para deixá-las fortes e resistentes.
No Bem Estar desta sexta-feira (2), as dermatologistas Márcia Purceli e Anelise Ghideti explicaram que hidratar é a dica principal para prevenir problemas. No entanto, é importante que as unhas estejam sem esmalte para que a hidratação funcione.
Diminuir o uso do esmalte, inclusive, é outra atitude simples que também pode ajudar muito. A recomendação é tirá-lo pelo menos um dia antes de ir à manicure para que a unha “respire” já que os poros precisam estar sempre arejados. Ao contrário do que algumas pessoas pensam, o esmalte escuro não fortalece as unhas; apenas penetra mais e causa essa falsa sensação.
Unhas problemas (Foto: Arte/G1)
É importante alertar também que a alergia ao esmalte não se manifesta nas unhas. Geralmente, aparece uma coceira no pescoço ou nas pálpebras, locais onde a pessoa passou a mão. Mesmo os esmaltes que dizem ser hipoalérgicos devem ser evitados no caso de alérgicos, como recomendou a dermatologista Márcia Purceli. 
Em relação à força e espessura da unha, as especialistas explicaram que são características genéticas, assim como a espessura e a força do cabelo. A unha fraca fica quebradiça, descama e não cresce direito. Entre as possíveis causas do problema, está a anemia por carência de ferro no organismo, a alteração no funcionamento da tireóide, o contato constante com água e a má alimentação.
Pequenas agressões às unhas também colaboram para que elas fiquem enfraquecidas. Por exemplo, trabalhar digitando na frente do computador, lixá-las demais, abusar das unhas postiças ou ir frequentemente à manicure.
A ida constante à manicure, inclusive, é muito comum entre as mulheres, mas não é o hábito mais saudável. Além do risco de contaminação por causa dos materiais utilizados no salão de beleza, o processo de retirar a cutícula também pode ser prejudicial já que ela funciona como proteção da unha, assim como a pele que fica debaixo dela que às vezes também é retirada.
Esse espaço abaixo da unha fica muito contaminado com bactérias, por isso, é aconselhada a higiene de tempos em tempos com uma escova de dente velha e macia, segundo a dermatologista Márcia Purceli.
Outro problema comum no salão de beleza é o uso da acetona. Apesar de ser o produto mais eficiente para retirar o esmalte, é também o que mais causa ressecamento; o ideal é usar um produto removedor. Além disso, quando os cantos são cortados além do necessário, a unha começa a crescer em outra direção e encrava. Nesse caso, o encravamento causa muita dor e não existem muitas soluções, por isso é importante prevenir e cortar a unha sempre reta.
As dermatologistas ressaltaram também a importância de saber identificar um hematoma na unha. Algumas pessoas acreditam que ter a unha roxa é sinal para arrancá-la, mas isso é completamente contra-indicado, exceto em casos extremos, quando há dor, por exemplo.
É importante manter a unha no dedo o máximo de tempo possível para proteger a pele de bactérias, fungos e vírus. No caso de muita dor, é importante procurar um médico para avaliar qual o melhor tratamento.
As características da unha, como cor, força e forma podem também indicar doenças, como mostrou a dermatologista Anelise Ghideti. Por exemplo, unhas fracas podem ser sinal de hipertireoidismo ou hipotireoidismo. Já a mudança de coloração, quando a unha fica mais clara na matriz e mais escura na ponta, pode indicar mal funcionamento dos rins. As mudanças de formato deixam a unha mais larga e convexa e podem sugerir doenças cardiológicas ou pulmonares relacionadas à falta de oxigenação.
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Casos de malária na América caem 40% em uma década, afirma OMS



Região da Amazônia concentra grande número de infectados.
Ao menos 21 países têm esforços para combater a doença.

Do G1, em São Paulo
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Os casos de malária caíram mais de 40% na América entre 2000 e 2010, variando de 1,18 milhão para 669 mil no período, de acordo com um estudo divulgado nesta sexta-feira (2) em Sidney, na Austrália.
O relatório “Derrotando a malária na Ásia, no Pacífico, nas Américas, Oriente Médio e Europa” aponta ainda que houve redução de 60% no número de óbitos na comparação entre 2008 e 2000. A pesquisa é resultado de uma iniciativa da Organização Mundial de Saúde e da instituição Roll Back Malaria.
Ao menos 21 países americanos lutam contra a malária, doença transmitida aos humanos através da picada de mosquitos infectados do gênero Anopheles. No continente, três em cada dez pessoas correm o risco de ser infectado.
Argentina, El Salvador, México e Paraguai estão próximos de erradicar a doença, segundo o comunicado divulgado em conferência que trata sobre o tema. Na contramão, República Dominicana, Haiti e Venezuela registram aumento de ocorrências na última década.
Uma das espécies do 'Anopheles', que ataca as populações indianas e paquistanesas.  (Foto: Hugh Sturrock / Wellcome Images)Uma das espécies do 'Anopheles',
que ataca as populações indianas e
paquistanesas. (Foto: Hugh Sturrock
/ Wellcome Images)
Brasil tem cidade com índice assustador
Apesar dos avanços no combate, persistem desafios significativos entre as populações mais pobres, que não têm acesso a serviços básicos de saúde, infraestrutura e acesso. O documento cita a situação do Brasil, como na cidade de Anajas, que tem a incidência anual de 452 casos para cada mil habitantes.
O maior número de infecções recaem sobre a região da Amazônia, compartilhada pelo Brasil, Bolívia, Colômbia, Peru e Venezuela, onde o ritmo de contágio anual é de 50 casos para cada mil pessoas. Outras áreas consideradas perigosas são regiões de florestas banhadas pelo Oceano Pacífico.
A maioria das infecções por malária no continente americano são causadas pelo parasitaPlasmodium vivax. O estudo aponta ainda que em 2010 foram registrados 34 milhões de casos de malária na África.

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Veneno de cobra age contra câncer de pele, aponta estudo do Butantan



Toxina consegue aumentar em até 70% sobrevida de casos de melanoma.
Teste foi feito com cobaias e deve ser estendido a humanos em dois anos.

Luna D'AlamaDo G1, em São Paulo
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Cascavel (Foto: Instituto Butantan/Divulgação)Cascavel é uma espécie de cobra venenosa natural
das Américas (Foto: Instituto Butantan/Divulgação)
Uma toxina encontrada no veneno da cobra cascavel poderia aumentar a sobrevida de casos de câncer de pele em até 70%, segundo um estudo feito com camundongos pelo Instituto Butantan, em São Paulo.
Segundo a geneticista Irina Kerkis, que coordenou a pesquisa, a grande vantagem da proteína crotamina é que, na dose certa, ela distingue células normais das cancerosas e consegue entrar dentro destas, com um efeito que dura até 24 horas. Isso permitiria que a substância fosse administrada apenas uma vez por dia, reduzindo os efeitos colaterais da quimioterapia.
"A crotamina inibe o crescimento das células alteradas e as mata. Em alguns casos, o câncer praticamente desapareceu", conta a geneticista, que orientou o trabalho do doutorando da Universidade de São Paulo (USP) Alexandre Pereira, na área de biotecnologia.
A toxina retirada dessa espécie de cobra peçonhenta (Crotalus durissus), que tem um chocalho na cauda e é natural do continente americano, vem sendo estudada desde 2004, mas para outras aplicações. Desde 2009, por meio desse estudo, é que os cientistas analisaram seus efeitos contra o câncer.
Crotamina (Foto: Instituto Butantan/Divulgação)Crotamina dentro de células cancerosas brilha e
detecta doença (Foto: Instituto Butantan/Divulgação)
Primeiro, foram observadas células humanas e animais isoladas, com ação em tumores de mama e pulmão, por exemplo. Na fase seguinte, com 70 camundongos, os autores – que publicaram o estudo no ano passado na revista britânica "Expert Opinion on Investigational Drugs" – viram que a crotamina foi eficiente na contenção de melanoma, um tipo menos comum de câncer de pele, mas extremamente agressivo, pois se espalha rapidamente para outros órgãos.
Segundo Irina, os testes clínicos com seres humanos devem começar em cerca de dois anos, e dentro de cinco é possível ter um novo medicamento contra o melanoma.
"Os fármacos tradicionais usados na quimioterapia têm grande impacto nas células saudáveis, com muitos efeitos colaterais. Já a crotamina é inofensiva para elas. Além disso, é mais facilmente diluída em água, o que facilita a administração injetável", explica.
O estudo deve continuar agora a pesquisar outras formas de aplicação dessa toxina, por meio de uma "bomba" embaixo da pele que solta a substância em pequenas quantidades durante algumas semanas. Assim, o composto não entra na corrente sanguínea, o que minimiza seu impacto no organismo.
Outro benefício, de acordo com Irina, é que a crotamina das cascavéis não tem o efeito emagrecedor visto nos quimioterápicos normais. Nos testes com cobaias, a proteína mostrou que consegue fazer o indivíduo manter o peso.
A geneticista destaca, ainda, que a substância é uma ferramenta biotecnológica poderosa, que pode ajudar também no diagnóstico do câncer. Isso porque, quando entra nas células cancerosas, a crotamina vira um marcador que detecta o crescimento do tumor e casos de metástase.
"Estamos otimistas, mas ainda é uma pesquisa", ressalta a geneticista.
Segundo ela, uma espécie de escorpião também tem veneno com propriedades parecidas às da crotamina, mas ainda não há pesquisas relacionando o composto com tratamento de câncer.
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Testes podem detectar esquizofrenia no 'olhar', indica estudo



Pesquisadores revelam método novo e mais simples para identificar a doença psicótica, com base no movimento dos olhos.

Da BBC
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Movimento dos olhos pode indicar esquizofrenia, diz estudo (Foto: BBC)Movimento dos olhos pode indicar esquizofrenia,
diz estudo (Foto: BBC)
Testes de movimento dos olhos ajudam a detectar a esquizofrenia, um distúrbio psicótico caracterizado por perda de afetividade e da personalidade, alucinações e delírios de perseguição.
Segundo estudo divulgado na última quarta-feira (31) e publicado pela "Biological Psychiatry", um modelo de testes de olhar teve 98% de precisão em distinguir pessoas com e sem esquizofrenia.
A descoberta, dizem os pesquisadores, pode agilizar o diagnóstico da doença. Os autores do estudo, que pertencem à Universidade de Aberdeen, na Grã-Bretanha, agora investigam se isso pode servir para que, identificado o mal, o tratamento dos sintomas seja feito com mais rapidez.
O estudo foi liderado pelos professores Philip Benson e David St Clair, que explicam que pesquisas prévias já indicavam a relação entre esquizofrenia e alterações no movimento dos olhos.
A pesquisa da Universidade de Aberdeen usou diversos testes de olhar, nos quais era pedido que voluntários acompanhassem com os olhos objetos que se moviam lentamente; que observassem uma variedade de cenas do dia a dia; e que mantivessem um olhar fixo sobre um alvo parado.
"As pessoas com esquizofrenia têm déficits já bem documentados na habilidade de acompanhar com os olhos objetos em movimento lento", explica Benson, em comunicado da universidade. "Seu movimento dos olhos tende a não acompanhar o objeto a princípio, e depois fazê-lo usando movimentos rápidos dos olhos".
O teste de cenas do dia a dia mostrou que "portadores de esquizofrenia têm um padrão anormal [de observação]", diz ele. No último teste, de fixar-se em um objeto parado, esses portadores "têm dificuldades em manter um olhar fixo".
A equipe de Benson e St Clair realizou seu estudo com 88 pacientes diagnosticados com esquizofrenia e 88 pessoas em um grupo de controle.
Diagnóstico clínico
Para Benson, "sabe-se há mais de cem anos que indivíduos com doenças psicóticas têm diversas anormalidades no movimento dos olhos. Mas, até a realização do nosso estudo, usando uma nova bateria de testes, ninguém pensou que essas anormalidades eram sensíveis o bastante para serem usadas como forma de diagnóstico clínico".
Seu colega St Clair explica à BBC Brasil que, atualmente, o diagnóstico da esquizofrenia é feito "apenas com [a análise] de sintomas e de comportamento", na ausência de exames de sangue ou de tomografias para isso.
"Se você tem sintomas de distúrbios, o diagnóstico é fácil. Mas há muitos pacientes [cujo diagnóstico] não é tão simples", agrega. "É [um procedimento] caro, que consome tempo e requer indivíduos altamente treinados. Em comparação, esses testes de olhar são simples, baratos e podem ser feitos em questão de minutos".
Segundo ele, isso significa que um modelo semelhante ao usado no estudo poderia ser aplicado em hospitais e clínicas. "O próximo passo é descobrir quando essas anormalidades são passíveis de serem detectadas pela primeira vez e se isso podem ser usado como pontos de referência para estudos de como intervir na doença".
Associações ligadas ao tratamento de esquizofrenia no Brasil dizem que a doença atinge 0,7% da população, o que pode equivaler a 1,2 milhão de pessoas.
Texto da Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Esquizofrenia (Abre) publicado no site do Programa de Esquizofrenia da Unifesp explica que a doença é causada "por alterações no funcionamento do cérebro e que traz grandes dificuldades sociais para a pessoa e sua família", por causar crises agudas que levam a delírios e alucinações.

Uso contínuo de sapatos fechados pode provocar chulé e micose



Pés devem ficar arejados e bem secos para prevenir proliferação de fungos.
Microorganismos gostam de ambientes quentes e úmidos; veja como evitar.

Do G1, em São Paulo
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Muitas pessoas têm chulé, mas evitam comentar porque é um assunto geralmente associado a falta de higiene e sujeira. No entanto, o chulé é causado pela presença de bactérias e fungos que se alimentam de pele e suor.
Por isso, é importante não usar os mesmos sapatos todos os dias, deixá-los arejados e evitar os tipos apertados e fechados para que o pé não sue e não crie um ambiente favorável para a proliferação desses microorganismos.
Geralmente, esses “intrusos” chegam aos pés da mesma maneira que chegam os fungos que causam a micose e dependem da resistência imunológica de cada pessoa, como explicaram as dermatologistas Márcia Purceli e Anelise Ghideti no Bem Estar desta quinta-feira (1).
Micose 2 (Foto: Arte/G1)
Existem outras recomendações para evitar o chulé, como principalmente lavar e secar bem os pés. Em uma enquete feita no site do Bem Estar, 44% dos internautas disse que usam essa opção como medida para prevenir o problema (veja o resultado no fim da página).
A dica de alternar os sapatos, além de ser uma atitude de prevenção também da micose, pode proteger inclusive as unhas já que os calçados muito apertados podem encravá-las. Por isso, os tipos de bico arredondado são os mais recomendados e, no caso de corredores, o ideal é usar um tênis com dois números a mais. As dermatologistas ressaltaram também a importância de trocar sempre as meias e preferir os tipos de algodão.
No caso da micose, é importante observar se há descamação no pé para não confundir com o excesso de ácido úrico. Quando uma pele fina começa a se soltar, isso é sinal de micose e pode causar coceira ou não. Caso exista essa característica, a preocupação passa para a transmissão do fungo, que pode ocorrer caso a pessoa divida chinelos, meias ou sapatos.
O tratamento é feito não só com a mudança dos hábitos, mas também com um medicamento, que deve ser aplicado em todo o pé por mais ou menos 30 dias – caso seja aplicado da maneira errada, pode deixar o fungo ainda mais resistente.
Ao contrário do que algumas pessoas pensam, a micose não aparece somente entre os dedos; pode aparecer também na sola dos pés ou debaixo das unhas. No caso da micose na unha, o fungo pode ser transmitido, por exemplo, na manicure ou por uma autocontaminação (quando se transfere dos dedos). Para reconhecer esse tipo de micose, é só observar a espessura da unha, que fica visivelmente mais grossa e começa a soltar um pó mais fino.
Segundo a dermatologista Márcia Purceli, não pode cutucar ou usar palitos para tentar limpar a unha já que o fungo fica entre as camadas e essa atitude não vai adiantar nada. Arrancar a unha também não ajuda a curar o problema já que a raiz também pode estar contaminada. Nesse caso, o tratamento pode demorar até um ano, dependendo do crescimento e o medicamento é via oral.
Reflexologia
Além da higiene, os pés precisam também relaxar. A repórter Daiana Garbin foi ver como é feita a reflexologia, uma massagem que ativa diversos pontos do sistema nervoso central tocando alguns pontos dos pés.
Esse tipo de massagem é indicado para pessoas que não têm problemas no sistema nervoso e também pode ajudar como terapia auxiliar para alguns problemas de saúde, estresse, TPM, dores ou até mesmo problemas respiratórios.
Geralmente, há uma conversa antes do procedimento com o terapeuta para que ele saiba o estado de saúde da pessoa para preparar a reflexologia de acordo com as necessidades. Após essa conversa, os pés são colocados em água quente  por cerca de 20 minutos para que os músculos relaxem e os pés não sintam dores na hora da massagem.
Depois, o terapeuta usa cremes e óleos para começar a técnica. Segundo a professora de naturologia Michelly Eggert, alguns movimentos podem ser feitos em casa, como uma repetição de 5 movimentos de deslizamento da base do calcanhar até a ponta do dedo ou o contrário. A pessoa pode também identificar um ponto de tensão e massageá-lo até que a dor diminua.

Mãe de gêmeos aos 61 anos faz tratamento para poder amamentar



Produção de leite é reduzida, mas já ajuda na alimentação dos gêmeos.
Após dez dias do nascimento, bebês ganharam cerca de 100 gramas.

Anna Gabriela RibeiroDo G1 Santos
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Mulher de 61 anos dá à luz casal de gêmeos em Santos, SP (Foto: Mariane Rossi/G1)Antônia Letícia Asti foi mãe pela primeira vez aos 61 anos. (Foto: Mariane Rossi/G1)
A mulher de 61 anos que deu à luz gêmeos no último dia 23, em Santos, no litoral de São Paulo, terá a oportunidade de amamentar os filhos. Segundo o médico que atende a paciente, Antônia Letícia Asti passou por uma estimulação da glândula mamária para conseguir produzir o leite. Sem esse tratamento, a mãe não conseguiria amamentar os filhos por causa da idade.
A paciente continua internada no hospital São Lucas desde o nascimento dos gêmeos Roberto e Sofia. Segundo o ginecologista Orlando de Castro Neto, Antônia Letícia deve ter alta ainda neste final de semana. “A pressão já normalizou e ela também já desinchou bem. Acredito que neste fim de semana ela receberá alta”, acredita o médico.
Para Orlando Neto, a grande novidade do processo é que a mãe, que conseguiu engravidar na quarta tentativa de inseminação artificial, vai poder amamentar as crianças mesmo com a idade avançada. “Foi feita uma hiperestimulação para ativar a glândula mamária, por meio da estimulação hormonal. E deu certo”, explica Orlando.
Mulher de 61 anos dá à luz casal de gêmeos em Santos, SP (Foto: Mariane Rossi/G1)Primeiro 'registro' dos bebês
(Foto: Mariane Rossi/G1)
Segundo o médico, a produção de leite ainda é reduzida, mas o líquido já está sendo tirado para os bebês. As crianças seguem internadas na UTI neonatal do hospital para ganhar peso. “Os bebês estão bem e devem ter alta dentro de um mês. Tanto o menino quanto a menina já ganharam 100 gramas e estão pesando cerca de 1 kg”, afirma o ginecologista. A expectativa é de que agora os bebês engordem cerca de 200 gramas por semana.
A gravidez
Antônia Letícia tentava ser mãe há mais de 20 anos. Ela foi acompanhada, durante todo esse tempo, pelo ginecologista Orlando de Castro Neto. Após quatro tentativas de inseminação artificial, Antônia finalmente conseguiu engravidar.
Sofia e Roberto nasceram às 22h30 do dia 23 de outubro, na maternidade do Hospital São Lucas. Os bebês nasceram de cesárea pesando cerca de 900 gramas cada um e passam bem. A mãe precisou ficar na UTI durante 24 horas para estabilizar a pressão, mas já foi encaminhada para o quarto. O parto precisou ser adiantado por causa de uma hipertensão severa da mãe, e acabou acontecendo com apenas 31 semanas. Ainda não há previsão de quando eles receberão alta médica.
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