Academia Equilíbrio

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segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Atriz de 170 quilos encontra nos palcos a força para emagrecer



'Fiquei anos sem me pesar e não acreditei no quanto eu engordei', conta.
Meta da atriz de Cubatão é perder 100kg para voltar a ter uma vida normal.

Mariane RossiDo G1 Santos
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Atriz de 170 quilos encontra nos palcos a força para emagrecer (Foto: Mariane Rossi/G1)Atriz de 170 quilos encontra nos palcos a força para emagrecer (Foto: Mariane Rossi/G1)
O teatro e a televisão fizeram uma jovem de 170 quilos encontrar um novo sentido para a vida. Ela descobriu a vocação no teatro e aprendeu a lidar com o sobrepeso sem vergonha. Depois de vencer a batalha contra o próprio preconceito, agora como atriz, cantora e apresentadora, ela quer emagrecer para voltar a brilhar nos palcos se sentindo um pouco mais saudável.
Andreia Cristina de Oliveria Santos, ou simplesmente Bel Moraes, seu nome artístico, está na luta para emagrecer. Aos 16 anos ela pesava cerca de 65 quilos e a própria família dizia que ela precisava perder peso. Por isso, desde muito cedo, ela começou a tomar remédio com essa intenção. Enquanto ainda tomava os medicamentos ela recebeu uma notícia com bastante surpresa. “Eu fui mãe com 16 anos. Eu larguei de ser filha, para ser mãe. Quando eu engravidei eu estava tomando anfetamina e eu estava seca. Eu tinha emagrecido pra caramba. Eu engordei na gravidez e fui para cento e poucos quilos na primeira gravidez”, conta ela.
Após o nascimento de Nicole, Andreia passou um bom tempo tentando emagrecer até que, em 2002, se mudou para São Paulo e perdeu 50 quilos com remédios. “Logo depois eu engravidei do Arthur e foi o mesmo processo. Na amamentação eu engordei mais do que na gravidez. O meu médico, quando o meu filho tinha um ano, falou para parar de amamentar, senão eu ia me matar”, diz. Depois disso, ela passou por vários médicos. Algumas pessoas diziam que ela engordava por causa de hormônios, outras porque ela comia demais. Para Andreia, seu sobrepeso foi consequência de um conjunto de coisas físicas e emocionais que aconteceram durante a vida.
Para tentar reverter esse processo, Andreia começou a estudar música e se apresentou como cantora. O teatro apareceu na vida dela por acaso, e a motivou a ter novos planos e sonhos. “Eu produzi uma peça sendo que eu nunca tinha vivenciado aquilo. Eu estava na parte da produção. Daí veio um convite de um amigo meu que estava começando uma oficina no Teatro do Kaos, em Cubatão, e eu não perdi a oportunidade de tentar”, explica.
Atriz de 170 quilos encontra nos palcos a força para emagrecer (Foto: Mariane Rossi/G1)Meta da atriz de Cubatão é perder mais 100 quilos
(Foto: Mariane Rossi/G1)
Ela conta que foi muito bem acolhida na oficina para atores e, a partir daí, encontrar a real vocação e começou a fazer peças. “Sempre esteve na veia, mas confesso por causa do peso, que sempre me atrapalhou, que eu acabei me oprimindo. Eu sempre me questionava o que as pessoas iam achar", conta.

O primeiro convite para estar no palco veio durante um ensaio. Ela ainda era aluna e o diretor ia anunciar quem iria fazer parte do elenco principal do próximo espetáculo 'Caminhos da Independência'. Ele apontou para ela e disse que ela representaria Leopoldina, uma personagem de época. Em um primeiro momento, Andreia não acreditou. Pouco tempo depois lá estava ela, cantando e atuando no espetáculo que acontece todos os anos em comemoração ao Dia da Independência. “Ninguém queria saber se eu era gorda ou magra. Isso foi bom, mas também me prejudicou um pouco porque eu comecei a achar que ser gorda era legal. Não é que não seja, mas tem a questão da saúde”, diz.

Andreia começou a perceber que o sobrepeso não atrapalhava a interpretação, mas estava fazendo mal para a saúde. “Na verdade, quando eu estou no personagem eu não sinto o meu peso. Eu corro e faço tudo. Mas estava com meu joelho ferrado”, afima. Por isso, ela resolveu entrar na batalha para emagrecer novamente. “Um dos motivos para eu fazer a reeducação alimentar foi o teatro. Quando eu fui ensaiar o 'Caminhos da Independência' eu não estava me aguentando. Para mim ir até o teatro era a morte ao ponto de eu faltar no ensaio para não caminhar. Eu estava sentindo dores horrorosas”, conta ela, que estava tomando quase 4 litros de refrigerante por dia.
A atriz cogitou a ideia de fazer uma cirurgia de redução de estômago ou voltar a tomar remédios, mas logo desistiu. "Desisti dos remédios. Hoje eu não quero mais. As reações são terríveis. Toda a vez que você compra um comprimido você acha que vai morrer e você começa a ficar com medo”, diz.
Longe dos remédios, Andreia começou a tentar emagrecer com alguns tipos de shakes indicados por um amigo. Ela confessa que ficou anos sem subir na balança para não saber o peso. Após o início do tratamento com os shakes, ela demorou uma semana para ter coragem de entrar na farmácia, se pesar e se deparar com o peso. "Quando eu vi eu não acreditei que eu fiz aquilo comigo mesma. A pessoa tem que admitir o peso. Para mim, o peso foi sempre um trauma”, afirma.
Bel Moraes atuando no Teatro do Kaos (Foto: Arquivo Pessoal/Bel Moraes)Bel Moraes em ação durante uma peça
(Foto: Arquivo Pessoal/Bel Moraes)
Atualmente, Andreia está há um pouco mais de dois meses tomando a bebida, fazendo uma reeducação alimentar e caminhadas diárias de 1h por dia no Parque Anilinas, em Cubatão. “O primeiro passo é terrível. Mas no primeiro mês eu já era outra pessoa”, diz. Ela, que está com 170kg, já conseguiu perder 10kg durante esse período, mas pretende emagrecer mais 100kg. Sua meta é pesar 75kg.

Nessa nova fase, Andreia também passou a ser uma das sócias de uma agência de comunicação e tomou coragem para apresentar um programa de vendas diário para um canal de televisão em Cubatão. “Essa oportunidade veio por causa do teatro, porque jamais iria para a TV”, admite. Ela pretende fazer um quadro dentro do programa para falar sobre bem estar e incentivar outras pessoas a seguirem seu exemplo, assim que conseguir emagrecer um pouco mais.

Bel Moraes diz que não desistirá da batalha porque quer continuar a trabalhar no teatro e na TV, que lhe ensinaram a não ter vergonha de seu corpo. Para isso, ela sabe que deverá ter muita força de vontade. “É um luta diária. Porque é como se fosse um drogado. A obesidade deveria ser tratada dessa forma. Não são apenas as doenças que vem. Mas também a vontade de comer. É uma coisa compulsiva. Comer sem perceber. Hoje eu consigo me controlar”, afirma.

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fonte: http://g1.globo.com/sp/santos-regiao/noticia/2012/12/atriz-de-170-quilos-encontra-nos-palcos-forca-para-emagrecer.html

sábado, 8 de dezembro de 2012

Médicos na Índia usam vinagre para detectar câncer



Técnica simples está permitindo que mulheres de aldeias remotas tenham mais chance na luta contra câncer de colo de útero.

Da BBC*
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Exame para detectar câncer de colo de útero na Índia (Foto: Getty Images/BBC)Exame para detectar câncer de colo de útero na
Índia (Foto: Getty Images/BBC)
Os exames citológicos tradicionalmente usados para detectar a presença de células causadoras de câncer de colo de útero são caros e requerem equipamentos especializados. Por isso, médicos indianos estão usando um método alternativo que tem por base um material inusitado -- ácido acético, ou vinagre comum.
O método -- desenvolvido por cientistas da Universidade Johns Hopkins e de outras instituições -- está sendo usado em lugares como a aldeia de Dervan, no estado de Maharashtra, onde os médicos improvisaram uma clínica temporária em uma loja vazia.
Ele consiste em recolher, com a ajuda de uma espécie de cotonete com vinagre, material do colo do útero das pacientes. Se o vinagre fizer o material recolhido ficar branco ou amarelado, há indícios da presença de células pré-cancerígenas.
Em países como os EUA, o câncer de colo de útero costumava matar mais mulheres do que qualquer outro câncer. Hoje, porém, praticamente não há mortes em muitos países desenvolvidos graças ao exame conhecido como Papanicolau -- que permite a detecção precoce e tratamento da doença.
Na Índia, no entanto, dezenas de milhares de mulheres ainda morrem todos os anos de câncer de colo de útero. "Não é possível para nós oferecer o exame (Papanicolau) de forma tão frequente como no Ocidente", diz Surendra Shastri, do Tata Memorial Hospital, em Mumbai.
A análise do Papanicolau requer um time de especialistas bem treinados e um laboratório bem equipado, mas muitas regiões da Índia não têm nem um, nem outro. "Então, o que podemos fazer?", Shastri questiona. "Não podemos deixar que as mulheres morram".
Resistência
Os exames com vinagre são uma resposta relativamente simples e barata a esse dilema. Eles estão sendo feitos como parte de um projeto do Tata Memorial Hospital, de Mumbai, e do Hospital Walawalkar, de Dervan, dirigido pela médica Suvarna Patil.
Patil diz que quando o teste "alternativo" foi levado para as aldeias, onde passou a ser oferecido gratuitamente, as mulheres indianas não pareciam estar interessadas.
Muitas achavam o exame incômodo e constrangedor, e um amplo trabalho de conscientização teve de ser implementado para quebrar sua resistência.
Profissionais da área de saúde visitaram diversas casas com seus computadores e apresentações de PowerPoint -- em um país em que, contraditoriamente, há ampla disseminação de alguns equipamentos tecnológicos, mas a qualidade dos serviços básicos ainda é precária.
Cartazes foram espalhados em ruas e praças e encontros foram realizados com líderes comunitários e estudantes.
Estratégias
Ainda assim, como contou Patil, as mulheres não pareciam convencidas da importância do exame.
Uma tripla estratégia ajudou a arrefecer essa resistência.
Primeiro, uma equipe feminina de médicas e enfermeiras foi destacada para fazer os exames.
Segundo, essa equipe passou a oferecer não apenas o teste para detectar o risco de câncer de colo do útero, mas também um check-up total das pacientes, medindo sua pressão arterial, avaliando problemas dentários e ajudando a detectar diabetes e outras doenças que preocupam bastante as mulheres da região.
Para completar, os homens também passaram a ser recebidos para um check up -- e o apoio masculino foi um fator essencial para que as mulheres comparecessem a esses postos de saúde improvisados.
Essas estratégias ajudaram a causar uma mudança de atitude, que também foi impulsionada pela gradual disseminação de uma percepção positiva sobre os resultados dos exames.
Segundo Patil, pouco a pouco, as indianas começaram a perceber que ele realmente estava ajudando parentes e conhecidas a vencer o câncer.
"Elas começaram a ver os resultados. Entenderam que se o câncer é detectado em estado precoce o paciente se recupera bem", disse a médica.
"Agora, as pessoas estão vindo até nós para pedir que façamos o exame em grupos de mulheres de uma ou outra região".
*O programa "The World" é coproduzido pela BBC e a rádio pública americana PRI.

fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2012/12/medicos-na-india-usam-vinagre-para-detectar-cancer.html

Site avalia consumo de álcool e propõe mudanças de comportamento



Informálcool, da Unifesp, se inspirou em projeto holandês criado em 2008.
Meta é atingir os jovens e trazer reflexão sobre uso e abuso de bebidas.

Luna D'AlamaDo G1, em São Paulo
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Um site criado na Holanda em 2008 para avaliar o consumo de álcool na população serviu de base para a elaboração de um projeto semelhante na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), lançado nesta quinta-feira (6).
Informálcool é um endereço eletrônico feito em parceria com as universidades federais do Paraná (UFPR) e de Juiz de Fora (UFJF), em Minas Gerais, com apoio da Organização Mundial da Saúde.
Segundo a chefe do departamento de Psicobiologia da Unifesp, Maria Lucia Formigoni, que coordena o projeto – lançado nesta quinta em outros três países: México, Índia e Bielorrússia –, a proposta é trazer às pessoas uma reflexão sobre o uso e abuso de álcool.
Bebermenos (Foto: Reprodução)Ferramenta Bebermenos faz parte do site Informálcool, lançado pela Unifesp nesta quinta (Foto: Reprodução)
"É um programa de ajuda para quem quer reduzir ou parar o consumo de bebida. Naferramenta Bebermenos, há testes que avaliam o quanto a pessoa ingere em uma semana, as vantagens e desvantagens disso, se existe uma vontade de mudar e possíveis metas", explica.
A ideia da Unifesp é que o usuário entre no site periodicamente e avalie seu nível de consumo – o objetivo é atingir principalmente quem está na faixa de risco, anterior ao alcoolismo. O indivíduo também poderá participar de fóruns com outras pessoas que bebem e trocar informações, que serão moderadas por um profissional de saúde.
O endereço traz, ainda, dados sobre álcool e drogas para quem trabalha na área da saúde e familiares que queiram saber mais sobre o assunto, além de políticas e leis nacionais e internacionais, como limites aceitáveis e proibições para menores de 18 anos.
"Nosso foco são jovens que estão acostumados com a internet e têm medo de ser estigmatizados se procurarem um serviço de saúde, ou ainda não acham que abusam do álcool. Esta época do ano, com muitas festas, férias e viagens, é propícia para convidar as pessoas a refletir sobre isso", diz Maria Lucia.
A meta do site é fazer com que os usuários se deem conta de que estão bebendo demais, por meio da pontuação que obtiverem nos testes, e mudem de comportamento. A ferramenta, porém, não substitui a necessidade de procurar um serviço de saúde, destaca a professora.
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#cerveja (Foto: Philippe Huguen/AFP)Estudo da Unifesp aponta que 12,3% dos brasileiros são dependentes de álcool (Foto: Philippe Huguen/AFP)
Participantes serão avaliados
No segundo semestre do ano que vem, depois que o projeto já tiver informações das pessoas em um banco de dados, a intenção é escolher aleatoriamente 200 participantes para um acompanhamento de seis semanas feito por um psicólogo, via telefone. Esses selecionados formarão um grupo de controle e continuarão atendidos apenas pelo site.
Essa segunda fase pretende que as pessoas passem por uma sessão de terapia por semana, durante o tempo médio em que gastaram no site – ou seja, se navegaram por cerca de 30 minutos em cada acesso, o período de análise deve ser de meia hora.
"O programa do Instituto Trimbos, na Holanda, fez um estudo controlado online durante seis semanas com 261 adultos. Entre os participantes, 17,2% reduziram o consumo de álcool, contra 5,4% do grupo de controle", conta Maria Lucia. Além disso, o uso do site fez com que a ingestão diminuísse 3,6 vezes.
Nosso foco são jovens que estão acostumados com a internet e têm medo de ser estigmatizados se procurarem um serviço de saúde, ou ainda não acham que abusam do álcool"
Maria Lucia Formigoni,
professora da Unifesp
Alcoolismo no Brasil
Segundo um levantamento domiciliar feito em 2005 pelo Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid), da Unifesp, em 108 cidades com mais de 200 mil habitantes, 12,3% da população do país é dependente de álcool, a maioria homens. Outros 18% têm problemas com a bebida, ou seja, o uso já atrapalha o dia-a-dia, mas ainda estão numa fase anterior ao alcoolismo.
Outro estudo, de 2010, feito pelo Cebrid com estudantes em 26 capitais e no Distrito Federal, mostra que o uso de álcool durante o ano entre as capitais de cada região variou de: 52% a 56% no Sul, 40% a 48% no Sudeste, 40% a 48% no Centro-Oeste, 36% a 47% no Nordeste e 29% a 40% no Norte.
Um dado que chama a atenção nessa e em outras pesquisas é o aumento da ingestão alcoólica entre adolescentes – o que piora o risco de dependência e os danos ao cérebro – e o crescimento do uso entre meninas, de forma equivalente ao dos meninos. No último levantamento do Cebrid, até 70% dos jovens brasileiros de 15 a 16 anos bebiam regularmente.
Info álcool (Foto: Arte/G1)
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fonte: http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2012/12/site-avalia-consumo-de-alcool-e-propoe-mudancas-de-comportamento.html

Morte por acidente doméstico com criança cai 31% em 11 anos



Dados do Ministério da Saúde referem-se a crianças com até 10 anos.
Foram considerados óbitos por afogamento, asfixia e exposição ao fogo.

Eduardo CarvalhoDo G1, em São Paulo
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Levantamento elaborado pelo Ministério da Saúde aponta que, entre 2000 e 2010, o número de mortes envolvendo crianças com até 10 anos de idade, vítimas de acidentes domésticos como afogamento, asfixia ou exposição à fumaça e ao fogo, caiu 31%.
A quantidade de óbitos baixou de 868 casos, em 2000, para 595, em 2010. No período de 11 anos, o total de mortes foi de 8.148.
Segundo as informações do governo que foram repassadas ao G1, mortes por acidentes que envolvem o sistema respiratório (como asfixia com alimentos ou sufocamento enquanto a criança dorme) tiveram queda de 27% no período, caindo de 348 para 252.
Óbitos por afogamento registraram queda de 31%, com 247 casos registrados em 2000 contra 168 em 2010. Já as mortes por acidentes envolvendo exposição à fumaça ou ao fogo tiveram queda 37% na última década, com 102 óbitos registrados em 2000, contra 64 em 2010.
De acordo com Deborah Carvalho Malta, diretora de doenças e agravos não transmissíveis do Ministério da Saúde, a redução deve-se a um maior combate à mortalidade infantil nos últimos 11 anos. “O tema se tornou uma prioridade, já foi incluído como uma das Metas do Desenvolvimento do Milênio”, disse a médica.
Um dos motivos atribuídos à redução pelo governo é a Política Nacional de Redução da Mortalidade por Acidentes e Violências oficial.
Deborah Malta afirma que a maioria dos acidentes domésticos que envolvem crianças de até 10 anos acontecem dentro de casa, por descuido dos pais ou responsáveis. De 7.123 prontuários de atendimentos infantis sem óbitos feitos na rede pública, 66% eram de acidentes que ocorreram nas casas onde vivem as vítimas.
Homem é encontrado morto em piscina do Guarani, em Campinas (Foto: Reprodução / EPTV)Especialista afirma que adultos devem sempre supervisionar crianças quando elas estiverem perto de piscinas ou recipientes com água, como baldes ou banheiras (Foto: Reprodução / EPTV)
Mortes de crianças com até dez anos por acidentes domésticos
Período
Óbitos
2000
868
2001
729
2002
813
2003
763
2004
804
2005
784
2006
681
2007
734
2008
722
2009
655
2010
595
Total
8.148
Afogamentos
Casos emblemáticos de crianças que morreram afogadas foram registrados neste ano em Goiás e São Paulo. Em julho, um bebê de dois anos morreu após cair na piscina de um berçário em Goiânia. O portão que protegia o local estava aberto.
Segundo a médica, os adultos não podem se distrair em nenhum momento quando crianças estiverem “brincando” com água.
“As crianças são curiosas, vão procurar motivos novos de entretenimento e a água é dos que mais atrai a atenção. Como sabemos que os pequenos não têm noção de risco, o adulto tem que estar sempre supervisionando, em vigilância constante. A piscina deve estar cercada e o responsável pela criança não pode ter distrações, nem com um celular”, disse a médica.
Asfixia e contato com o fogo
Sobre os casos de asfixia, a médica pede para que pais evitem deixar pelo chão pequenas peças ou grãos, como feijão ou milho, que podem ser colocados em orifícios do nariz, ouvido ou mesmo engolidos, causando sufocamento.
“Muito cuidado também com o tipo de alimentação. Outro ponto importante é quanto ao uso da mamadeira ou aleitamento materno. A criança deve ser observada após tomar o leite para que possa eliminar gases gerados durante o processo de amamentação”, disse.
Quanto aos casos de queimaduras, a especialista afirma que os principais acidentes envolvem o contato com panelas quentes, água fervendo e o choque elétrico liberado quando a criança coloca o dedo em tomadas desprotegidas.

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fonte: http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2012/12/morte-por-acidente-domestico-com-crianca-cai-31-em-11-anos-diz-saude.html

EUA podem combater dengue com mosquito geneticamente modificado



Gene defeituoso de inseto afetaria descendentes, reduzindo a população.
Experimento ainda aguarda autorização de agência do governo americano.

Do G1, em São Paulo
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Imagem de arquivo mostra exemplar do mosquito Aedes Aegypt picando braço na Flórida de integrante do setor epidemiológico  (Foto: Wilfredo Lee/AP)Imagem de arquivo mostra exemplar do mosquito
Aedes Aegypti picando braço na Flórida de integrante
do setor epidemiológico (Foto: Wilfredo Lee/AP)
Autoridades epidemiológicas da Flórida aguardam a autorização do governo dos Estados Unidos para realizar a experiência de liberar centenas de milhares de mosquitos geneticamente modificados, com o objetivo de combater o mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue.

O governo local acreditava que a doença estava erradicada da região. No entanto, entre 2009 e 2010, surgiram 93 casos de contaminação.
Se autorizado pela agência americana Food and Drug Administration (FDA), encarregada de regular alimentos e remédios no país, será a primeira experiência deste tipo nos EUA.
Ela consiste na liberação de mosquitos geneticamente modificados, técnica feita pela empresa britânica Oxitec. Os insetos são machos e transmitiriam para as fêmeas durante a reprodução um gene defeituoso, capaz de matar toda a sua descendência. A ideia é que os filhotes morram antes de se reproduzir, reduzindo o risco de aumento nos casos de dengue.
Brasil também trabalha no combate
Em setembro deste ano, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) anunciou que vai testar no Rio de Janeiro um novo método de controle da dengue, inédito no país. O projeto "Eliminar a Dengue: Desafio Brasil" vai usar bactérias do gênero Wolbachia, que impedem que o mosquito Aedes aegypti transmita o vírus da doença.
A técnica foi desenvolvida na Austrália. Por meio de microinjeções, os ovos dos mosquitos transmissores da dengue são contaminados com a bactéria. Ela compete por nutrientes com o vírus, e leva a melhor, impedindo que a dengue se desenvolva no mosquito e, consequentemente, que ela seja transmitida ao ser humano.
A bactéria é típica dos invertebrados e encontrada em 70% dos insetos do mundo, como borboletas e pernilongos. O Aedes aegypti não está nesse grupo.
As fêmeas infectadas com a Wolbachia sempre geram filhotes com a bactéria na reprodução. No cruzamento, não importa se o macho possui ou não o micro-organismo. Caso um macho contaminado cruze com uma fêmea sem Wolbachia, os óvulos fertilizados morrem.

A ideia é, em um prazo ainda indefinido, soltar fêmeas com a bactéria para que elas se reproduzam com machos que tenham o vírus da dengue e, progressivamente, ir contaminando ao máximo a população do inseto. Dessa maneira, haveria cada vez menos mosquitos capazes de transmitir a doença.

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fonte: http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2012/12/eua-podem-combater-dengue-com-mosquito-geneticamente-modificado.html