Academia Equilíbrio

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segunda-feira, 4 de março de 2013

Japão questiona estudo da OMS sobre risco de câncer em Fukushima



Governo do país diz que evacuação da população local anula os riscos.
Em 2011, tsunami provocou acidente em usina nuclear.

Da AFP
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O governo japonês questionou nesta sexta-feira (1º) as conclusões de um estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre o aumento dos riscos de câncer perto da usina nuclear de Fukushima, que sofreu um acidente provocado por um tsunami em 2011..
"Estes cálculos foram baseados na hipótese de que as pessoas continuaram vivendo nesta região e se alimentando de comida proibida. Mas não é o caso", explicou à AFP um funcionário do ministério do Meio Ambiente.
Segundo o relatório, o primeiro da OMS após a catástrofe nuclear de 2011, em um raio de 20 km ao redor da usina, o risco de câncer de tireoide entre as mulheres e as crianças aumentou a 1,25%, acima do índice comum, de 0,75%.
Foto tirada em março de 2011 e divulgada em no dia 1º de fevereiro de 2013 mostra reator de Fukushima após tsunami (Foto: AFP/Tepco)Foto tirada em março de 2011 e divulgada em no dia 1º de fevereiro de 2013 mostra reator de Fukushima após tsunami (Foto: AFP/Tepco)
Em 1986, depois do acidente de Chernobyl, na Ucrânia, foi detectado um aumento considerável do número de casos de câncer de tireoide entre as crianças.
"A primeira preocupação identificada neste relatório envolve os riscos específicos de câncer vinculados à região e a fatores demográficos", explicou María Neira, diretora da OMS para a Saúde e o Meio Ambiente.
"Uma análise dos dados, baseada na idade, no sexo e na proximidade em relação à central mostra um risco maior para aqueles que estavam nas zonas mais contaminadas. Fora destas zonas, incluindo a cidade de Fukushima, não se espera nenhum aumento de risco de câncer", afirmou Neira.
O funcionário do ministério do Meio Ambiente ressaltou, no entanto, que os especialistas estão "divididos sobre a forma de calcular o impacto de uma exposição no longo prazo a fracas doses radioativas".
"É errado acreditar que os moradores [próximos à usina] vão desenvolver câncer nestas proporções", acrescentou.

fonte: http://g1.globo.com/natureza/noticia/2013/03/japao-questiona-estudo-da-oms-sobre-risco-de-cancer-em-fukushima.html

Mel é eficaz no alívio da tosse e pode melhorar sono de pessoas com gripe



Alimento é bom contra a tosse, especialmente se for uma tosse mais seca.
Bebês, diabéticos, quem tem refluxo ou dor de estômago devem evitá-lo.

Do G1, em São Paulo
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Mel é uma delícia para adoçar as refeições, é uma ótima fonte de energia, mas também pode fazer bem para outros problemas de saúde, como por exemplo, a tosse.
Como explicou a otorrinolaringologista Tanit Sanchez no Bem Estar desta sexta-feira (1), usar o alimento contra a tosse não é um mito: ele realmente funciona, principalmente se a tosse for mais seca. Isso acontece porque o mel consegue proteger as mucosas da garganta e melhorar a irritação.
No caso da tosse causada por doenças respiratórias agudas, a combinação do mel com o abacaxi é ainda mais eficiente por causa da bromelina, substância derivada da fruta (veja no fim da página uma receita de suco que alivia a tosse). Além disso, um estudo feito com crianças comprovou que o mel pode ser eficaz também na melhora do sono de pessoas que têm gripe porque ajuda a reduzir a inflamação e o inchaço na garganta.
Tosse persistente pode ser sintoma de câncer de pulmão ou tuberculose (Foto: Arte/G1)
De acordo com a nutricionista Tânia Rodrigues, o mel tem quase a mesma quantidade de calorias do açúcar e, por isso, deve ser consumido com moderação. Além disso, tem também potássio, cálcio e ferro.
Porém, embora seja um produto natural, também tem contraindicações e não deve ser consumido por pessoas com diabetes, dores de estômago ou refluxo porque pode piorar o efeito dessas doenças e até agravar uma tosse eventual, como alertou a otorrinolaringologista Tanit Sanchez.
Crianças com menos de 1 ano também devem evitar o consumo de mel, principalmente se ele não tiver uma procedência confiável, já que elas ainda não têm o sistema imunológico totalmente formado.
A partir dessa idade, quando pasteurizado, o mel raramente provoca reações alérgicas e pode ser muito mais agradável do que diversos medicamentos receitados para as crianças.
De acordo com o biólogo Osmar Malaspina, existem vários tipos de mel: o de bracatinga (mais amargo), o de assapeixe, o de capixingui, o de eucalipto (com gosto mais forte), o de laranja (mais doce), o de cipó-uva e o silvestre. Porém, assim como com qualquer alimento, o consumidor precisa de cuidados na hora da compra - a dica principal é observar se o produto tem o selo de qualidade do S.I.F, Serviço de Inspeção Federal (veja na imagem).
Selo do S.I.F, que garante qualidade do mel (Foto: Mariana Palma/G1)Selo do S.I.F, que garante qualidade do mel
(Foto: Mariana Palma/G1)
O mel caseiro ou sem a vedação correta pode desenvolver uma bactéria que causa o botulismo, um tipo de intoxicação alimentar que pode ser fatal.
Por isso, é preciso prestar atenção e evitar o produto que não seja certificado ou esteja em latas estufadas e conservas que soltam gás quando abertas.
Além disso, é importante não confundir o mel com a glucose de milho. Muitas vezes, estão disponíveis no mercado produtos que parecem mel, mas na verdade são alimentos à base dessa substância, que também leva açúcar em sua composição.
Veja abaixo como preparar as receitas com mel indicadas pela nutricionista Tânia Rodrigues:
Banana assada com mel (boa para acalmar, relaxar e melhorar o sono)
Ingredientes:
4 bananas prata (cortada no sentido do comprimento)
2 colheres de sopa de mel
5 amêndoas raladas
Como fazer:
Coloque as bananas em uma assadeira e distribua o mel por cima delas. Leve ao forno e depois polvilhe as amêndoas por cima da banana assada.
Suco de abacaxi com hortelã (bom para a tosse)
Ingredientes:
3 fatias de abacaxi
10 folhas de hortelã
1 copo de água ou água de coco
1 colher de sopa de mel
Como fazer:
Bata os ingredientes no liquidificador e acrescente o mel
Molho para salada verde com mel(melhora o gosto e também alivia tosse)
Ingredientes:
1/2 de xícara de suco de limão fresco
1/3 de xícara de azeite
1 colher de sopa de mel
Como fazer: 
Misture os ingredientes até ficar homogêneo
Própolis
Embora também seja um produto natural como o mel e tenha fama de ser bom para a garganta, o própolis só pode ser conservado em meio alcoólico, o que o torna um produto eventualmente irritante para as mucosas.
Alguns praticantes da medicina natural acreditam que o própolis pode prevenir o uso de antibióticos em caso de faringite viral, por exemplo, mas o melhor mesmo seria procurar um médico para que ele receitasse algo mais assertivo, como um lizado bacteriano.
A Anvisa autoriza o uso e a comercialização de própolis em diversos formatos de produto, mas ainda faltam estudos que defendam seu uso, como disse a otorrinolaringologista Tanit Sanchez.
No vídeo ao lado, a nutricionista Tânia Rodrigues e a otorrinolaringologista Tanit Sanchez respondem algumas das perguntas que os internautas enviaram durante o programa desta sexta-feira (1).




fonte: http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2013/03/mel-e-eficaz-no-alivio-da-tosse-e-pode-melhorar-sono-de-pessoas-com-gripe.html

sexta-feira, 1 de março de 2013

Acidente nuclear no Japão gera risco alto só para população local, diz OMS



Áreas não contaminadas, mesmo no própria cidade, têm risco baixo.
Tsunami provocou vazamento na usina de Fukushima em 2011.

Do G1, com informações da AFP
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Um estudo publicado nesta quinta-feira (28) pela Organização Mundial de Saúde (OMS) concluiu que o acidente nuclear na usina japonesa de Fukushima, causada por um tsunami em 2011, oferece apenas riscos baixos para a população em geral, tanto noJapão quanto nos países vizinhos.
No entanto, para quem vivia em regiões muito próximas à usina, o risco estimado para alguns tipos de câncer é maior. Nas áreas que realmente foram contaminadas, o risco é alto, mas ele já reduz drasticamente mesmo em outros pontos do município de Fukushima.
“A principal preocupação identificada neste relatório está relacionada a tipos específicos de câncer ligados a lugares em particular e a fatores demográficos”, explicou a média espanhola Maria Neira, diretora de Saúde Pública e Meio-ambiente da OMS, em nota enviada à imprensa pela organização.
O tipo de câncer que apresenta maior risco é o de tireoide. As meninas das áreas afetadas têm risco até 70% maior de sofrerem com a doença ao longo da vida. Também nas meninas, o risco de câncer aumenta até 6%. Já os meninos que viviam na região têm risco 7% maior que a medida de desenvolverem leucemia.
“O relatório da OMS destaca a necessidade de monitoramento de saúde em longo prazo para quem tem alto risco, assim como a provisão de controle médico e serviços de apoio”, completou Maria Neira. A organização destacou ainda que é preciso oferecer suporte psicossocial às populações afetadas pelo acidente.
Foto tirada em março de 2011 e divulgada em no dia 1º de fevereiro de 2013 mostra reator de Fukushima após tsunami (Foto: AFP/Tepco)Foto tirada em março de 2011 e divulgada em no dia 1º de fevereiro de 2013 mostra reator de Fukushima após tsunami (Foto: AFP/Tepco)
 fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2013/02/acidente-nuclear-no-japao-gera-risco-alto-so-para-populacao-local-diz-oms.html

4 mil médicos aderem a programa para áreas remotas e carentes



Provab 2013 mandará profissionais a 1.407 municípios do país.
Eles passarão um ano ganhando bolsa de R$ 8 mil ao mês.

Do G1, em São Paulo
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Mais de 4 mil médicos aderiram ao Programa de Valorização do Profissional da Atenção Básica (Provab) em 2013 e passarão um ano trabalhando em áreas carentes de profissionais de saúde em todo o país, anunciou nesta quinta-feira (28) o Ministério da Saúde.
A ideia do programa é promover a qualificação médica por meio de atendimento em unidades básicas na periferia de grandes cidades, municípios do interior, com populações carentes e de regiões remotas.
Ao todo, são  4.392 médicos que trabalharão na atenção básica em 1.407 municípios, recebendo bolsas de R$ 8 mil mensais. Só para pagar essas bolsas, o governo terá de desembolsar R$ 35 milhões ao mês. O previsto é que os médicos comecem a trabalhar nos lugares para os quais foram designados já a partir do dia 1º de março.
A região que receberá mais médicos é o Nordeste, com 2.494, seguida do Sudeste, com 1.018. O Sul terá 370 profissionais, o Centro-Oeste, 269, e o Norte, 241. “39% dos médicos vão para periferias de capitais e municípios de regiões metropolitanas”, destacou Mozart Salles, secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde.
Para o ministro Alexandre Padilha, o Provab, ao qual haviam aderido 381 médicos em 2012,  é um passo importante para melhorar o atendimento de saúde nos lugares que mais precisam e, também para formar profissionais mais humanistas e mais próximos da realidade da população. “São regiões que têm dificuldade em manter médico até por um mês. São lugares que pela primeira vez vão ter médico por um ano”, explicou.
Do total de médicos inscritos, segundo a pasta, 39% irão para periferias de capitais e de municípios de regiões metropolitanas, e 14% vão paralocalidades rurais e de pobreza elevada. “Chamo a atenção para o fato de que 40 desses médicos optaram por trabalhar na saúde indígena e ficarão nos distritos especiais sanitários indígenas”, apontou Padilha.


fonte: http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2013/02/4-mil-medicos-aderem-programa-para-areas-remotas-e-carentes.html

ANS anuncia novos critérios para suspender operadoras de saúde



Além de prazos, serão considerados itens como rol de cobertura e carência.
Primeira lista de suspensões do ano deve ser divulgada no início de julho.

Luna D'AlamaDo G1, em São Paulo
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A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) anunciou que vai mudar os critérios para suspender operadoras de planos de saúde no país. Além do cumprimento dos prazos de atendimento, serão avaliados itens como o rol de cobertura (se os procedimentos previstos em contrato são mesmo oferecidos), o período de carência, a rede de atendimento (clínicas, hospitais, laboratórios e consultórios), o tempo de autorização para cirurgias e exames complexos e o reembolso de internações ao Sistema Único de Saúde (SUS).
"A partir deste ano, a ANS vai avaliar todas as reclamações de acesso e cobertura, e não só os descumprimentos de prazos", afirma a diretora adjunta de Normas e Habilitação de Produtos da agência, Carla Soares.
No início de abril, segundo Carla, a ANS vai divulgar um panorama geral das operadoras: quais melhoraram, quais pioraram e quais estão na faixa limite antes da suspensão. No começo de julho, deve ser anunciada a primeira lista do ano com as novas suspensões, que já vão incluir essas regras adicionais e somar dois trimestres seguidos de análise.
Os planos de saúde também receberão notas de 0 a 4, em que 0 significa que o serviço atendeu às normas de oferecer os serviços contratados dentro do prazo previsto, e 4 é a pior avaliação possível. Os planos com pior avaliação estarão sujeito às punições da ANS. Quando isso ocorre, os clientes que já tiverem contratado o serviço continuam no direito de usá-lo, mas a operadora não pode aceitar novos segurados.
A diretora adjunta da ANS diz, ainda, que as operadoras que se mantêm deliberadamente sempre no limite da suspensão serão acompanhadas com maior atenção, o que inclui uma visita técnica para observar o risco assistencial – inicialmente, a análise de problemas é feita apenas por um banco de dados.
Outros critérios
Outros critérios de avaliação das operadoras, como reajuste de mensalidades, qualidade dos serviços, portabilidade dos planos e rescisão indevida, ainda não serão levados em conta para as novas suspensões. Apesar disso, esses quesitos devem, em breve, fazer parte da Notificação de Investigação Preliminar (NIP) da ANS, procedimento que recebe reclamações dos usuários (via 0800 701 9656, site ou pessoalmente) e dá cinco dias úteis para a operadora se manifestar. Se o caso não for solucionado, é aberto um processo que pode envolver multa e até a perda da autorização de venda do plano.
A ANS também recebe denúncias do Ministério Público, do Poder Judiciário, de órgãos de defesa do consumidor e de conselhos regionais, como o Conselho Regional de Medicina (CRM).
Sobre outros itens de avaliação, como a qualidade dos profissionais (médicos e enfermeiros) que atendem pelos planos, a chefe do Núcleo da ANS em São Paulo, Simone de Oliveira, diz que é preciso definir até onde vai a atuação da agência reguladora e o que é de competência dos conselhos profissionais específicos, que realmente podem fazer algo sobre a conduta de seus filiados.
Simone conta que a meta da ANS é mapear todos os prestadores (médicos, hospitais, clínicas, laboratórios e consultórios) por região e observar onde há mais deficiências de atendimento, exames, consultas e internações.
"Temos dois projetos na agenda 2013/2014: um de qualificação das operadoras, pois não há como fiscalizar diretamente os prestadores, e outro para estabelecer parâmetros de eficiência das redes", revela.
Anormalidade assistencial ou administrativa
Em caso de denúncias de anormalidade assistencial ou administrativa da operadora, há três caminhos possíveis, segundo a ANS. O primeiro é a operadora comprovar que a acusação é infundada ou que solucionou o problema em um prazo de 15 dias – não foi registrado nenhum caso como esse até hoje.
A segunda opção é a operadora passar por um plano de recuperação em até 180 dias. Esse programa deve envolver ações mensais, metas, prazos e acompanhamento de perto pela ANS. Em caso de descumprimento dos objetivos ou agravamento da situação, a operadora entra no chamado regime de direção técnica e pode ser suspensa.
O terceiro caminho é a operadora não responder à ANS e ir direto para o regime de direção técnica. Quando é feita a suspensão, o caso é revisto a cada três meses – se houver dois trimestres consecutivos de descumprimento, a decisão é mantida.
Dados da saúde suplementar 
Um quarto dos estados e municípios brasileiros é hoje coberto por planos privados de assistência médica, segundo a ANS. Em setembro do ano passado, havia 67,1 milhões de beneficiários no país em todos os tipos de planos particulares (individuais, familiares, empresariais e odontológicos), administrados por 1.338 operadoras de saúde (973 médico-hospitalares e 365 odontológicas).
Desses 67,1 milhões de usuários, 48,7 milhões têm planos de assistência médica e 18,4 milhões, odontológicos. Ao todo, 77% dos beneficiários fazem parte de planos coletivos e 20%, de individuais. Os outros 3% não informaram sua situação, de acordo com a ANS.
Na opinião da chefe do Núcleo da ANS em São Paulo, Simone de Oliveira, as operadoras acabam comercializando mais planos coletivos pela questão do reajuste, já que a agência só determina o limite máximo para os planos individuais, enquanto os coletivos são de livre negociação entre as operadoras e as empresas.
"Com as conquistas trabalhistas e a expansão do mercado, faz sentido que os planos coletivos cresçam. O que as pessoas também consideram é que o valor inicial dos contratos coletivos geralmente é menor que o dos individuais, esquecendo-se de que os reajustes podem sair do controle", diz.
Segundo o diretor adjunto de Normas e Habilitação das Operadoras da ANS, Leandro Fonseca, o reajuste dos planos individuais é uma média dos reajustes dos planos coletivos. E o preço de entrada dos individuais é definido pela operadora – a ANS só interfere na revisão dos valores.
Concentração de operadoras
A concentração de operadoras no país ainda é muito grande: 50,1% dos beneficiários de planos de assistência médica – 24,3 milhões de pessoas – estão reunidos em apenas 28 operadoras. Outras 650 reúnem, juntas, somente 10% dos usuários, o que chega a 4 milhões de pessoas. No serviço odontológico não é diferente: 90% dos clientes estão em apenas 75 operadoras.
A receita do setor de saúde suplementar em 2012 foi de R$ 94,3 bilhões, com despesas de R$ 76,5 bilhões, segundo a ANS. E os gastos com saúde no Brasil chegam a 9% do Produto Interno Bruto (PIB) – cerca de 372 bilhões –, tanto no SUS (4,1%) quanto no setor privado (4,9%).
Em 2009, as despesas com saúde comprometeram 7,2% do consumo médio mensal familiar, contra 6,5% em 2003, de acordo com a ANS. Os gastos com remédios vieram em primeiro lugar em 2009, com 48,6%, seguidos dos planos de saúde, com 29,8%. Depois, aparecem itens como consultas e tratamentos dentários, consultas médicas, exames, tratamento ambulatorial e hospitalização, entre outros.
A expansão da classe média contribuiu para isso, na opinião da agência. Em 2005, 34% dos beneficiários de planos de saúde privados eram da classe C. Cinco anos depois, esse número subiu para 53%. O total da classe A também aumentou nesse período, de 15% para 22%. Já nas classes D e E, o índice baixou de 51% para 25%.

fonte: http://g1.globo.com/economia/noticia/2013/02/ans-anuncia-novos-criterios-para-suspender-operadoras-de-saude.html