Academia Equilíbrio

Academia Equilíbrio

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Secreção nos seios pode ser normal se sair dos dois e não for espontânea


Médicos tiraram dúvidas sobre mamas, sutiã e top para ginástica.
Até 60% das mulheres sentem dor nos seios antes da menstruação.

Do G1, em São Paulo
14 comentários
Dormir de sutiã ou de bruços, usar top na ginástica, sentir dor nos seios no período pré-menstrual ou ter secreção nos mamilos, sem estar grávida. Essas são dúvidas comuns de muitas mulheres, sejam as mamas grandes ou pequenas.
Segundo o ginecologista José Bento e o mastologista Silvio Bromberg, é normal os seios ficarem mais doloridos antes da menstruação, pois há uma retenção de líquidos e uma mudança hormonal no corpo que deixa as células – inclusive das glândulas mamárias – mais inchadas e sensíveis.
Cerca de 60% das mulheres têm dor nos seios, de acordo com os médicos. A maioria dos casos está ligada à fase do ciclo menstrual ou ao uso de hormônios, que provoca retenção de líquidos e, dependendo da sensibilidade à dor de cada pessoa, a mama dói mais ou menos. Esse inchaço aumenta o peso da mama e provoca uma reação inflamatória no tecido, causando dor.
Há mulheres, porém, que sentem dores nos seios fora do ciclo menstrual. Esses casos  estão geralmente associados ao grande volume das mamas – as mais densas são mais sensíveis aos hormônios, porque têm mais glândulas do que tecido gorduroso.
Já as dores mamárias patológicas estão associadas a processos inflamatórios dos músculos, das articulações, má postura e compressão dos nervos da coluna. 
A dor mamária deve ser investigada, principalmente quando for de moderada a forte, constante, incomodar a mulher no dia a dia e piorar conforme a pessoa respira e/ou movimenta o braço. Essas situações muitas vezes devem ser tratadas.
Segundo os médicos, dormir de bruços não influencia no formato das mamas, mas só é bom passar a noite de sutiã (sem bojo) se a mulher se sentir bem assim. Além disso, é importante usar o sutiã mais confortável possível, adequado com o tamanho dos seios e do tronco.
Secreção dos mamilos
O mamilo é um órgão secretor, ou seja, a secreção mamária é natural e acontece com todas as mulheres sem que seja percebida. Os ductos secretam um líquido para retirar as células velhas. Funciona como uma espécie de “autolimpeza”.
Mas existem outras secreções. As preocupantes são aquelas incolores (água cristalina) ou com sangue. Elas saem geralmente de um único ducto de uma das mamas, e podem ser sinal de câncer. Se você tem dúvida sobre a cor do líquido, coloque um lenço branco no mamilo.
Já as secreções amarela, marrom e esverdeada não estão relacionadas com câncer. Isso ocorre quando o ducto mamário se alarga, ou seja, fica dilatado. Isso faz com que o material secretado fique contido no interior. Quando o ducto está cheio, o líquido é extravasando pelo mamilo. Por isso, em muitas mulheres a secreção espontânea aparece de forma intermitente: o ducto fica cheio, o líquido sai pelo mamilo e para. Enche novamente, esvazia e cessa.
Uma consequência da dilatação do ducto é a inflamação do tecido. Isso porque, quando o ducto fica dilatado, o tecido ao redor se inflama e com o tempo enrijece, facilitando a permanência da dilatação, que se torna crônica.
Isso geralmente acontece em mulheres que já engravidaram ou amamentaram, porque nesse período os ductos se dilatam fisiologicamente, mas em conjunto com toda a mama. Em algumas mulheres, porém,  isso pode acontecer mesmo sem a pessoa amamentar, por características físicas da própria estrutura glandular das mamas.
A queixa que muitas mulheres fazem sobre mau cheiro dos seios está geralmente relacionada à falta de higiene. É comum em pacientes que têm os mamilos invertidos, ou seja, para dentro, que acumulam secreção. Durante o banho, a pessoa tem que colocar o bico para fora e lavar com água e sabão. É importante secar bem.
Segundo José Bento, a secreção leitosa também pode ser sinal de excesso de prolactina, hormônio secretado pela glândula hipófise (no cérebro), responsável  por produzir leite durante a amamentação. Quando a mulher não está grávida e apresenta secreção leitosa, é sinal de que está havendo uma alteração hormonal, que pode ser causada por medicamentos para enjoo, antidepressivos e ansiolíticos, ou quando há um tumor na hipófise, que geralmente é benigno.
O tratamento para quem tem excesso de prolactina causado por medicamentos ou por tumor é medicamentoso. São drogas que inibem a produção desse hormônio. Em casos raros, há necessidade de cirurgia para retirada do tumor. Segundo os médicos, a operação só é indicada quando a doença provoca outros problemas, como de visão. O tumor pode começar a pressionar o nervo óptico e deixar a vista embaçada, por exemplo.
A dica, para todos os casos, é procurar um mastologista para fazer o diagnóstico.
Pelos em volta dos mamilos
O crescimento dos pelos entre os seios pode ser um dos sinais de excesso de testosterona, hormônio masculino. Essa é uma queixa que nunca é isolada. Geralmente, vem acompanhada de aumento de pelos no rosto, dorso, abdômen, irregularidade menstrual e dificuldade para perder peso.
Em algumas mulheres, o excesso de pelos entre os seios é natural, de origem étnica, pois mulheres árabes e as oriundas da Península Ibérica geralmente têm mais pelos.
Top de ginástica
É importante usar top para fazer ginástica ou algum tipo de sutiã que consiga manter uma boa sustentação na hora do exercício. A indicação vai depender do tamanho das mamas. Segundo o mastologista Sérgio Bromberg, quem tem seios pequenos pode usar um sutiã justo e com tecido mais resistente. Já quem tem mamas de tamanho médio ou grande precisa usar top, porque ele oferece maior sustentação e conforto durante a atividade física.
A colocação de dois tops é indicada dependendo do exercício, como aqueles que provocam algum tipo de impacto ou movimento das mamas, como a corrida. Para José Bento, quem tem mama pequena pode usar um top de alça mais fina. E quem tem o seio médio ou grande deve escolher um top com alças mais largas e modelo nadador.
Correr sem top pode causar dores nas mamas e na coluna, ressaltam os médicos. Correr sem sutiã também pode interferir nos ligamentos da mama e causar mais flacidez. Pode, ainda, provocar atrito nos mamilos e gerar escoriações e lesões no local.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Exame de sangue poderá prever taxa de envelhecimento, diz estudo


Pesquisadores britânicos descobriram componente químico que pode influenciar estado de saúde com o avanço da idade.

Da BBC
2 comentários
No futuro, exame de sangue poderá prever envelhecimento (Foto: BBC)No futuro, exame de sangue poderá prever
envelhecimento (Foto: AP/BBC)
Cientistas britânicos do King's College acreditam que um simples exame de sangue poderá prever o grau de envelhecimento de uma pessoa no futuro.
Os pesquisadores descobriram que as "impressões digitais" químicas no sangue, conhecidas como metabólitos, deixadas como resultado de mudanças moleculares ainda antes do nascimento ou durante a infância, podem fornecer pistas sobre o estado geral de saúde no longo prazo e também sobre a taxa de envelhecimento.
Ao estudar gêmeos, os cientistas encontraram um grupo de 22 metabólitos ligados ao envelhecimento. Um destes, considerado como uma nova descoberta, está ligado a traços como função pulmonar, densidade mineral dos ossos e também fortemente ligado ao peso no momento do nascimento, um fator conhecido que determina a saúde durante o envelhecimento.
Segundo os pesquisadores, os níveis deste novo metabólito, que podem ser determinados ainda na gravidez e afetados pela nutrição durante o desenvolvimento da criança, podem refletir um envelhecimento acelerado.
De acordo com os cientistas, no futuro será possível identificar estes marcadores de envelhecimento com um simples exame de sangue, o que poderá fornecer mais informações sobre a expectativa de vida e abrir caminho para o desenvolvimento de tratamentos de doenças relacionadas a esta época da vida de uma pessoa.
"Cientistas sabem há muito tempo que o peso de uma pessoa no momento do nascimento é um fator importante para a saúde na meia-idade e velhice e que pessoas que nascem com peso baixo são mais propensas a doenças relacionadas à idade. Até agora os mecanismos moleculares que ligam o baixo peso ao nascer com saúde e doença na velhice ainda eram evasivos, mas esta descoberta revelou um dos caminhos moleculares envolvidos", afirmou Tim Spector, chefe do Departamento de Pesquisa com Gêmeos do King's College de Londres.
O estudo foi publicado na revista especializada International Journal of Epidemiology.
Perfil
Os pesquisadores fizeram um perfil dos metabólitos analisando amostras de sangue doadas por mais de 6 mil gêmeos.
Eles identificaram 22 metabólitos diretamente ligados ao envelhecimento cronológico. A concentração dos metabólitos era maior entre pessoas mais velhas do que entre os mais jovens.
Um metabólito em particular, chamado de C-glyTrp, está associado com a função pulmonar, densidade mineral nos ossos, índice de colesterol e pressão sanguínea. O papel deste metabólito no envelhecimento é uma descoberta completamente nova.
Ao comparar os pesos no nascimento de gêmeos idênticos que participaram da pesquisa, os pesquisadores descobriram que este metabólito também estava associado a um peso mais baixo em recém-nascidos.
"Este metabólito único, que está relacionado ao envelhecimento e a doenças ligadas ao envelhecimento, era diferente em gêmeos idênticos que tinham pesos diferentes ao nascer. Isto nos mostra que o peso ao nascer afeta um mecanismo molecular que altera este metabólito", afirmou Ana Valdes, a pesquisadora que liderou o estudo.
"Isto vai nos ajudar a entender como uma nutrição mais baixa ainda no útero altera os caminhos moleculares que vão resultar em um envelhecimento mais rápido e maior risco de doenças ligadas ao envelhecimento 50 anos depois", acrescentou.
A cientista afirma que a compreensão destes caminhos moleculares envolvidos nos processos de envelhecimento pode abrir caminho para a criação, no futuro, de exames simples para detectar e terapias para tratar doenças ligadas ao envelhecimento.
"Como estes 22 metabólitos ligados ao envelhecimento são detectáveis no sangue, agora podemos ver a verdadeira idade a partir de uma amostra de sangue e, no futuro, isto poderá ser melhorado e poderemos identificar o futuro do envelhecimento biológico das pessoas", disse.

Estudo sugere que dormir tarde pode afetar aprendizado das crianças


Pesquisa vê também efeito negativo de falta de rotina na hora de dormir, mas fatores familiares podem ter influência.

Da BBC
Comente agora
Estudo sugere que dormir tarde pode afetar aprendizado das crianças (Foto: PA/BBC)Estudo sugere que dormir tarde pode afetar aprendizado das crianças (Foto: PA/BBC)
Pesquisadores britânicos concluíram em uma pesquisa que dormir muito tarde e a falta de rotina na hora de dormir pode prejudicar a capacidade de aprendizado das crianças.
O estudo, divulgado na publicação científica "Epidemiology e Community Health", relacionou o padrão de sono à capacidade intelectual com base em um levantamento feito com mais 11 mil crianças hoje com sete anos.
As crianças que não tinham hora para dormir, ou que iam dormir depois das 21h, apresentaram resultados mais fracos em testes. Segundo os autores do estudo, isso acontece porque poucas horas de sono podem afetar os ritmos naturais do corpo, dessa forma prejudicando a forma como o cérebro assimila novas informações.
Cumulativo
Foram reunidos dados das crianças pesquisadas nas idades de três, cinco e sete anos. O estudo tinha como objetivo avaliar o nível de aprendizado das crianças, e entender se existe realmente uma relação entre aprendizado e os hábitos de sono.
O estudo mostrou que a falta de regularidade na hora de dormir era mais comum nas crianças com três anos, onde uma em cinco crianças ia dormir em horários variados.
Quando completaram sete anos, mais da metade das crianças passaram a ter um horário regular para dormir, entre 19h30 e 20h30.
Em geral, as crianças que nunca tiveram hora para dormir apresentaram maior tendência a ter resultados mais fracos que seus colegas nos testes de leitura, matemática e também percepção espacial.
O impacto foi mais evidente na primeira infância (de zero a três anos) de meninas do que de meninos, e aparentou ser cumulativo.
Fatores familiares
Os pesquisadores, liderados pela professora Amanda Sacker, do University College de Londres, dizem que a falta de regularidade na hora de dormir possa ser um reflexo de configurações familiares caóticas, e que talvez seja isso, e não o sono interrompido, que tenha um impacto sobre o desempenho cognitivo das crianças. "Tentamos levar essas coisas em consideração", disse Sacker.
O estudo mostrou que as crianças que dormiam tarde, e não tinham hora para dormir, vinham com mais frequência de classes socias mais desfavorecidas, não escutavam histórias antes de dormir, e, em geral, assistiam mais televisão - muitas vezes em seu próprio quarto.
Mas, mesmo levando em conta esses fatores, a relação entre o fraco desempenho intelectual e a falta de regularidade na hora de dormir ainda foi considerada significativa, de acordo com os cientistas.
"A mensagem que devemos levar para casa é que a rotina é realmente importante para as crianças", disse Sacker. "O melhor é estabelecer uma boa rotina para a hora de dormir desde cedo, mas nunca é tarde demais para começar".
Por outro lado, Sacker diz que não existe prova que colocar a criança para dormir antes das 19h30 faz com que sua capacidade de raciocínio possa melhorar.
O médico Robert Scott-Jupp, do Royal College of Paediatrics and Child Health de Londres , disse que "à primeira vista, esta pesquisa parece sugerir que dormir pouco torna as crianças menos inteligentes, no entanto, é claramente mais complicado do que isso."
"Embora seja provável que os fatores sociais e biológicos do desenvolvimento do cérebro estejam inter-relacionados de forma complexa, na minha opinião, para que crianças em idade escolar tenham o seu melhor desempenho, todos elas devem, independentemente da sua origem, ter uma boa noite de sono," analisou.

Governo publica regras de plano para ampliar médicos no interior do país


Medida provisória e editais foram publicados no Diário Oficial, nesta terça.
Duração do curso de medicina subirá de 6 para 8 anos a partir de 2015.

Do G1, em São Paulo
524 comentários
O governo federal publicou no Diário Oficial da União, nesta terça-feira (9), a medida provisória e os editais com as regras do programa "Mais Médicos", que visa ampliar o número de profissionais de saúde em municípios no interior do país e nas periferias das grandes cidades. O projeto vai permitir o trabalho de profissionais estrangeiros ou de brasileiros que se formaram no exterior sem a necessidade de revalidação do diploma.
Além da medida provisória e dos dois editais - um para a adesão de médicos e outro para a adesão de entes federados -, foi publicada uma portaria dos ministérios da Educação e da Saúde com as diretrizes para a implantação do programa e um decreto que estabelece o comitê de monitoramento das ações.
Entre as novidades anunciadas está a estimativa de abertura de cerca de 10 mil vagas para médicos em regiões carentes, que vão receber bolsa federal de R$ 10 mil. O governo ainda vai determinar a quantidade exata de vagas. A previsão do Ministério da Saúde é que até 18 de setembro todos os profissionais escolhidos dentro do “Mais Médicos” estejam atuando no país.
Segundo o governo, a prioridade será preencher as vagas do programa com profissionais brasileiros. Os postos de trabalho remanescentes serão completados com estrangeiros.
Mais Médicos (Foto: Editoria de Arte/G1)
Mudança nos cursos
Outra alteração incluída na medida provisória assinada pela presidente Dilma Rousseff é a inclusão um novo ciclo de formação nos cursos de medicina a partir de 2015. Na prática, esta mudança vai aumentar a duração da graduação de medicina em dois anos, de 6 para 8 anos.
De acordo com a medida provisória, o diploma de médico só será dado ao estudante quando ele houver sido aprovado no segundo ciclo.
A ideia é que os estudantes cumpram os dois novos anos do curso no Sistema Único de Saúde (SUS), disse o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, em cerimônia na segunda-feira (8).
“Estamos propondo criar um segundo ciclo de graduação. Todos os estudantes de medicina, depois dos seis anos de graduação, ficariam dois anos trabalhando na saúde popular no SUS”, disse ele no lançamento do programa federal.
A formação vai ser voltada à atenção básica (1º ano) e setores de urgência e emergência (2º ano).
Para realizar o ciclo adicional de formação no SUS, informou o titular da Educação, os alunos vão receber uma bolsa custeada pelo governo federal, além de uma autorização provisória para exercício da medicina. As instituições de ensino terão de oferecer acompanhamento e supervisão nas especialidades.
Como a bolsa será paga pelo governo federal, durante esse ciclo de estudo os alunos que estudarem em universidades privadas deverão ficar isentos da mensalidade.
Autorização temporária
Ao longo dos dois anos de atividades no SUS, o estudante terá uma autorização provisória para o exercício da medicina. Só após a conclusão dessa fase, a permissão será convertida em inscrição plena no Conselho Regional de Medicina.
De acordo com o Ministério da Saúde, a introdução do segundo ciclo não extingue o internato, realizado no quinto e no sexto anos de estudo. No internato, o estudante atua em diversas áreas da rede pública de saúde, como um primeiro contato direto com pacientes.
Segundo a pasta, o ciclo de dois anos exigirá gradativamente maior responsabilidade dos estudantes, com o exercício, de fato, de procedimentos médicos em urgência e emergência. Outra novidade é a previsão de abertura de de 11.447 novas vagas em faculdades de medicina até 2017.
A medida foi prontamente criticada por entidades da classe médica, que consideram que ela pode "favorecer a exploração". "Trata-se de uma manobra, que favorece a exploração de mão de obra. Não se pode esquecer que os estudantes já realizam estágios nas últimas etapas de sua graduação e depois passam de três a cinco anos em cursos de residência médica, geralmente em unidades vinculadas ao SUS", declararam a Associação Médica Brasileira (AMB), a Associação Nacional de Médicos Residentes (ANMR), o Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Federação Nacional dos Médicos (Fenam), em carta conjunta.
VEJA O CRONOGRAMA
8/7
Assinatura da medida provisória
9/7
Publicação da MP, da portaria interministerial, dos editais ligados ao programa "Mais médicos" e do edital para abertura de novos cursos de medicina
9/7 a 22/7
Adesão dos municípios
9/7 a 25/7
Período de inscrição dos médicos brasileiros e estrangeiros
10/7 a 26/07
Médicos estrangeiros e brasileiros formados no exterior devem apresentar declaração de inscrição no programa nas embaixadas e consulados
26/7
Publicação das vagas dos municípios
26/7 a 28/7
Médicos escolhem em que município gostariam de atuar
1/8
Publicação de resultado provisório da relação de profissionais brasileiros
1/8 e 3/8

Médicos brasileiros homologam a participação e assinam termo de compromisso

5/8
Publicação do resultado final no Diário Oficial
6/8
Divulgação das vagas remanescentes para estrangeiros e brasileiros formados no exterior
6/8 a 8/8
Médicos estrangeiros e brasileiros formados fora do país escolhem cidades e homologam participação
13/8
Publicação do resultado da relação de médicos estrangeiros e brasileiros formados no exterior
26/8
Início da capacitação dos médicos estrangeiros
2/9
Início das atividades dos médicos brasileiros
18/9
Início das atividades dos médicos estrangeiros
Sem revalidação de diploma
Médicos estrangeiros ou brasileiros formados em universidades fora do país que forem selecionados para o novo programa ficarão isentos de realizar o Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos, o Revalida, ao optarem pelo registro temporário de médicos, que será concedido pelo Conselho Federal de Medicina (CFM).
No caso dos estrangeiros, será obrigatório que eles participem de um curso de três semanas, em uma universidade federal que tenha aderido ao programa, onde serão avaliadas por professores as capacidades técnica e de comunicação. Sendo aprovado, eles serão inscritos no Conselho Regional de Medicina do estado em que vão trabalhar.
Só poderão participar do "Mais Médicos" estrangeiros que tenham estudado em faculdades de medicina com grade curricular equivalente à brasileira, proficientes na língua portuguesa, que tenham recebido de seu país de origem a autorização para livre exercício da medicina e que sejam de nações onde a proporção de médicos para cada grupo de mil habitantes é de, pelo menos, 1,8 médicos para cada mil habitantes.
Isso exclui países como Bolívia, Paraguai e Peru, que estão abaixo. Espanha, Portugal, Cuba, Argentina e Uruguai são exemplos de países que superam esse índice.
Todos os profissionais vindos de outros países serão acompanhados por uma universidade federal. Os municípios inscritos no programa terão de oferecer moradia e alimentação aos profissionais, além de ter de acessar recursos do Ministério da Saúde para construção, reforma e ampliação das unidades básicas.
Prazos
A escolha das vagas será dividida em duas fases. A primeira contará apenas com médicos brasileiros, e a segunda com os profissionais estrangeiros e com brasileiros que se formaram no exterior.

Segundo o governo, em 26 de julho serão publicadas as vagas existentes nas cidades brasileiras. Até 28 do mesmo mês, os médicos brasileiros inscritos no programa poderão escolher os municípios.
Em 1º de agosto será divulgada a relação de profissionais brasileiros, que terão de homologar a participação e assinar um termo de compromisso até 3 de agosto. Dois dias depois, as escolhas serão validadas no Diário Oficial da União e os médicos escolhidos começam a atuar em 2 de setembro.
As vagas remanescentes serão divulgadas em 6 de agosto. O processo de escolha nesta segunda etapa vai até 8 do mesmo mês e os resultados serão publicados em 13 de agosto. O início das atividades está previsto para 18 de setembro.
Outra iniciativa é a criação de 11.447 vagas de graduação em medicina até 2017, em 117 municípios. De acordo com o governo, a expansão desses postos de ensino permitirá diminuir a carência de médicos em regiões mais carentes.



sexta-feira, 5 de julho de 2013

Saiba como 'enganar' o cérebro para comer menos e manter a forma


Usar prato pequeno e vermelho ajuda a reduzir a quantidade de alimentos.
Fazer refeições a cada 3h e beber água são outras dicas dos especialistas.

Do G1, em São Paulo
3 comentários
Beber água, beliscar alguma coisa e até dormir são truques que muitas pessoas usam para "enganar" a fome.
Mas, segundo o neurocirurgião Fernando Campos Gomes Pinto e a nutricionista Tânia Rodrigues, existem hábitos que realmente funcionam, como comer e beber em pratos e copos menores e vermelhos.
O prato pequeno contribui para evitar exageros e, se a pessoa pensar em repetir, dá tempo de ela ter comido o primeiro prato e passar o tempo necessário (cerca de 15 minutos) para a mensagem de saciedade chegar até o cérebro.
Além disso, é importante fazer refeições fracionadas, a cada 3 horas, e se manter hidratado, pois muitas vezes a pessoa acha que está com fome, mas na verdade tem sede – os sinais que o cérebro emite são parecidos nos dois casos.
Info comida x cérebro (Foto: Arte/G1)
Os grandes vilões para a maioria das mulheres são os doces e para os homens, a cerveja. Um único copo da bebida tem as mesmas calorias de um pão francês: 130 kcal.
Uma dica útil dos especialistas para o dia a dia é picar os alimentos, pois assim o prato fica cheio e o cérebro entende que comeu mais. Mastigar devagar e ingerir alimentos que facilitam a digestão são outras sugestões.
Com o passar dos anos e a queda do ritmo do metabolismo, também é importante reduzir a quantidade de alimentos consumida diariamente. Isso porque, mesmo se a pessoa comer igual sempre, vai acabar engordando.
Para manter 1 kg de peso, um bebê precisa de 100 kcal. Já uma mulher de 25 a 30 anos, para preservar o mesmo 1 kg, necessita de apenas 30 kcal.
Como o cérebro funciona?
Temos um termômetro cerebral chamado hipotálamo. Ele fica em uma parte profunda do cérebro e avalia como está a pressão sanguínea e os níveis de glicose, sais minerais, sódio e potássio.
O hipotálamo recebe informações de todo o corpo. Quando falta energia, o estômago produz um hormônio chamado grelina, também conhecido como "hormônio da fome", que acende o hipotálamo e faz o indivíduo sair em busca de comida.
À medida que nos alimentamos, a grelina para de ser produzida e vem a saciedade. Essa sensação ocorre por ação da leptina, hormônio produzido no tecido adiposo que inibe a vontade de comer.
Os dois elementos essenciais para alimentar o cérebro e ajudar no funcionamento adequado dos neurônios são a glicose e o oxigênio.
Apesar disso, não adianta só ingerir alimentos à base de açúcar ou que se transformam logo em açúcar, como as massas. Prefira comidas ricas em fibras e proteínas, que demoram mais tempo para ser metabolizadas no organismo.