Academia Equilíbrio

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sábado, 3 de agosto de 2013

Mioma pode provocar sangramento, cólica e dificuldade para engravidar


No entanto, médicos lembram que há casos que mioma não dá sintoma.
Risco é maior em mulheres acima do peso e que nunca tiveram filhos.

Do G1, em São Paulo
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O mioma é um tumor benigno que surge quando uma célula do útero da mulher começa a se multiplicar de forma desordenada. No entanto, ele só aparece depois da menstruação e, caso apareça, pode crescer para dentro ou para fora da cavidade uterina.
Por mais que a palavra “tumor” assuste, é importante saber que o mioma é benigno e há diversas maneiras de tratá-lo antes de recorrer à histerectomia, que é a retirada do útero, como alertaram os ginecologistas José Bento e Rodrigo Aquino Castro no Bem Estar desta sexta-feira (1).
Em relação aos sintomas, é preciso tomar cuidado já que em alguns casos, o mioma pode não dar nenhum sinal - nesse caso, o médico orienta apenas o acompanhamento e nenhum tipo de tratamento.
No entanto, caso dê sintoma, pode ser, por exemplo, uma cólica menstrual muito forte, problema muito comum entre as mulheres, como mostrou a reportagem da Marina Araújo (veja no vídeo ao lado).
Porém, vale lembrar que a cólica pode ser também sinal de diversos outros problemas, como pólipos, infecções, ferida no útero, cisto e até mesmo endometriose - por isso, caso a cólica não passe com remédio, ela deve ser investigada.
Em outros casos, o mioma pode causar também dor pélvica, sangramento uterino anormal e, quando ele se instala na entrada das tubas uterinas e impede a passagem do espermatozóide, pode causar também dificuldade para engravidar.
Porém, como explicou o ginecologista José Bento, a mulher com mioma pode ficar grávida, apenas deve ter uma atenção maior e um controle mais rigoroso para evitar riscos como trabalho de parto prematuro e aborto espontâneo.
Em alguns casos, inclusive, é na gravidez que a mulher descobre o mioma, como foi o caso da gestora de meio ambiente Thais Aidar, mostrada na reportagem do Phelipe Siani (veja no vídeo).
Cólica valendo (Foto: Arte/G1)
Como o mioma é alimentado pelo hormônio estrogênio, isso interfere nos grupos de risco - de acordo com os médicos, a probabilidade de ter o problema é maior em mulheres com mais de 35 anos, com excesso de peso, negras, que não tomam pílula anticoncepcional e que nunca tiveram filhos - e sse último caso se justifica porque as que já tiveram filhos menstruaram menos e assim produziram menos estrogênio para alimentar o tumor. O mesmo acontece com as fumantes já que o cigarro atrapalha a produção desse hormônio. Por isso que, ao entrar na menopausa, com a redução nos níveis hormonais, se a mulher tiver mioma, ele pode diminuir ou até mesmo desaparecer.
Caso o problema precise de tratamento, o médico pode orientar a melhor opção, que depende da idade da paciente e do tamanho e quantidade de tumores. Geralmente, a primeira opção é uma injeção que reduz a produção de estrogênio para que o mioma não seja alimentado e não cresça – nesse caso, a menstruação pode até mesmo se estabilizar. Depois, há a possibilidade de colocar um DIU com hormônio para cessar o fluxo menstrual, mas nesse caso, a mulher para de ovular enquanto está com o DIU e não engravida.
Em casos mais avançados, o médico pode realizar uma miomectomia, um procedimento delicado que pode fazer a mulher perder o útero, dependendo do tamanho do mioma.
Vale lembrar também que, após a miomectomia, o mioma pode voltar e, por isso, caso a mulher queira engravidar, ela deve tentar em menos de 1 ano após o procedimento. Como última opção, é feita a histerectomia, que é a remoção total do útero. Esse procedimento só é feito quando nenhum dos outros tratamentos funciona e a mulher estiver com dores ou hemorragia.
De qualquer maneira, ao primeiro sintoma, é importante procurar um médico. Se não houver nenhum desconforto, em uma consulta de rotina, o ginecologista pode perceber algo errado com o útero e pedir um exame de ultrassonografia transvaginal, que consegue detectar e diagnosticar o mioma.
Exclusivo na web
No vídeo ao lado, a apresentadora Mariana Ferrão tira dúvidas dos internautas com os ginecologistas José Bento e Rodrigo Aquino Castro. Confira!




Remédio contra diabetes prolonga vida de camundongos em estudo


Pesquisa americana mostrou que substância retardou doenças relacionadas ao envelhecimento nos animais.

Da BBC
Tratamento para diabetes retardou efeitos da velhice em ratos (Foto: BBC)Tratamento para diabetes retardou efeitos da velhice
em ratos (Foto: BBC)
Um remédio contra diabetes teve efeito de retardamento do envelhecimento e aumentou a longevidade de camundongos machos, de acordo com um novo estudo.

Cientistas americanos acreditam que a droga, metformina, imite os efeitos de um regime de extrema restrição calórica.
Acredita-se que esse regime, baseado em uma dieta com muito poucas calorias, ajude no envelhecimento saudável.
As implicações da pesquisa, que foi divulgada na publicação científica "Nature" Communications, em humanos ainda não são claras, de acordo com os cientistas.
Rafael de Cabo, do Instituto Nacional do Envelhecimento em Baltimore, nos Estados Unidos, disse que a restrição de calorias em animais de laboratório aumentou a expectativa de vida deles.
Segundo De Cabo, sua equipe está procurando intervenções -- como um medicamento -- que possam imitar esses efeitos.
A metformina é um dos tratamentos mais comumente prescritos para diabetes tipo 2, que ocorre principalmente em pessoas com mais de 40 anos. O medicamento também é usado para tratar a síndrome metabólica, uma combinação de diabetes, pressão sanguínea alta e obesidade.
Trabalhos anteriores já mostraram que a metformina pode aumentar a longevidade de organismos simples como minhocas, mas estudos com moscas e mamíferos tiveram resultados conflitantes.
Conselhos tradicionais
Os cientistas testaram doses diferentes de metformina em camundongos de meia-idade e descobriram que pequenas doses da substância aumentavam a expectativa de vida dos animais em cerca de 5% e também retardavam o aparecimento de doenças associadas ao envelhecimento.
No entanto, eles dizem que uma dose maior de metformina era tóxica e diminuiu a expectativa de vida dos camundongos. De Cabo afirma que ainda são necessários mais estudos para determinar se a metformina tem algum efeito na vida humana. "Esses resultados são muito promissores que precisam ser traduzidos para humanos através de estudos clínicos", afirmou.
A melhor receita para a longevidade, segundo ele, ainda é ter uma dieta saudável e fazer exercícios. "No momento, o melhor que podemos dizer é provavelmente o que sua avó já disse. Ter uma boa dieta e exercitar-se são as duas únicas coisas que sabemos que funcionam bem com humanos", disse à BBC News.


Em 30 anos, NE é região com maior alta na expectativa de vida, diz IBGE


Pesquisa de Tábuas de Mortalidade foi divulgada nesta sexta-feira (2).
Santa Catarina é estado com maior expectativa; o Maranhão tem a menor.

Do G1, em São Paulo
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Gráfico IBGE - Expectativa de vida da população 2010 (Foto: g1)
A região Nordeste foi a que registrou o maior crescimento na taxa de expectativa de vida em 30 anos, com aumento de 12,95 anos. É o que mostram números do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados nesta sexta-feira (2).
Em todas as regiões e estados do país, o IBGE constatou acréscimos na esperança de vida ao nascer. No Brasil, em 2010, a esperança de vida ao nascer no país era de 73 anos, 9 meses e 3 dias, revelando um acréscimo de 11 anos, 2 meses e 27 dias em comparação com 1980, quando o índice era de 62,52 anos.

De acordo com o levantamento, moradores da Região Sul registraram a maior taxa de expectativa de vida, podendo viver até 75,84 anos. Em seguida, vem o Sudeste, com 75,40 anos; na terceira posição está o Centro-Oeste, com 73,64 anos; o Nordeste ficou em quarto, com 71,20 anos e, na última posição, está o Norte, com 70,76 anos.
As informações fazem parte das Tábuas de Mortalidade, que usam dados do Censo de 2010, de estatísticas de óbitos provenientes do Registro Civil e do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde referentes a 2010. As tábuas, que são divulgadas todos os anos, foram recalculadas a partir de um recorte regional. Os dados de 2010 por estado foram divulgados pela primeira vez pelo instituto.
Estados
Santa Catarina foi o estado que apresentou a maior expectativa de vida tanto para mulheres quanto para homens. Enquanto elas alcançam 79,90 anos, eles podem chegar até 73,73 anos – a média de idade do estado é de 76,80 anos.
Na contramão está o Maranhão, com o menor índice de esperança de vida ao nascer, com 68,69 anos. As mulheres de Roraima são as que vivem menos, segundo o IBGE, com expectativa de vida de 72,81 anos. Já Alagoas é o estado onde os homens vivem menos, com expectativa de vida de 64,60 anos.
O estado que mais elevou sua expectativa de vida entre 1980 e 2010 foi o Rio Grande do Norte (média de 15,85 anos). A esperança de vida aumentou 14,65 anos para homens e 17,03 anos para as mulheres na unidade federativa.
Segundo o estudo, ao longo de três décadas a expectativa de vida no país aumentou, anualmente, cerca de 4 meses e 15 dias. As mulheres brasileiras alcançam idades mais avançadas que as dos homens. Enquanto elas vivem em média 77,38 anos, eles podem atingir 73,76 anos – uma diferença de 7,17 anos. Em 1980, essa diferença era de 6,07 anos, segundo o instituto.
Sobremortalidade masculina
O levantamento chama a atenção para a sobremortalidade masculina, resultado da maior exposição dos homens aos óbitos por causas externas, como homicídios ou acidentes de trânsito.
Segundo o IBGE, em 2010, a mortalidade masculina atingiu principalmente jovens do grupo de idade entre 20 e 24 anos. Houve um acréscimo de 115,6% na comparação com 1980, uma probabilidade que passou de 2 para 4,4 vezes nos últimos 30 anos. Ou seja, a chance de um homem de 20 anos não atingir os 25 anos em 2010 era 4,4 vezes maior do que a mesma probabilidade para a população feminina.

Todos os estados do Brasil tiveram alta na mortalidade masculina, no grupo de idade entre 20 e 24 anos, segundo o IBGE. O Nordeste registrou o maior índice, seguido do Sul do país.

O estado de Alagoas foi o que apresentou a maior taxa de mortalidade, aumento de 348,3% nas últimas três décadas. Bahia vem em seguida, com alta de 240% no período. O Acre foi o estado que deteve a menor alta, com acréscimo de 35% nas mortes.

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Novo antibiótico que ataca superbactéria é encontrado no mar


Cientistas comemoram achado, que pode ajudar a combater problema de resistência aos antibióticos.

Da BBC
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Antibiótico é capaz de atacar com eficácia até mesmo o antrax (Foto: Scripps)Antibiótico é capaz de atacar com eficácia até antrax (Foto: Scripps)
Cientistas da Califórnia, nos EUA, descobriram um novo composto antibiótico que é extraído de um micro-organismo encontrado em sedimentos do Oceano Pacífico.
O achado de novos agentes antibióticos é considerado algo raro. Por isso, especialistas afirmam que ele pode ajudar a combater a atual resistência de bactérias aos antibióticos em uso – considerada um grave problema mundial de saúde.
Os cientistas americanos ressaltam que o novo composto, chamado anthracimycin, parece ser efetivo no combate ao Staphylococcus aureus – bactéria de fácil contágio por contato, que pode gerar infecções difíceis de tratar, por ter se tornado resistente à maioria dos antibióticos utilizados.
O anthracimycin também demonstrou ser capaz de eliminar o antrax – bactéria conhecida por seu uso em armas químicas de bioterrorismo.
A pesquisa californiana teve os resultados divulgados na publicação científica alemã "Angewandte Chemie".
Nova arma
O composto antibiótico anthracimycin tem uma estrutura química única, o que poderia levar ao desenvolvimento de uma nova classe de antibióticos.
Para o diretor dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) dos EUA, Thomas Frieden, o risco gerado pelas bactérias resistentes aos antibióticos é um "pesadelo" para o cientistas de todo o mundo.
E a CMO (secretária-geral para assuntos da saúde) da Grã-Bretanha, Sally Davies, define a ineficiência dos antibióticos como uma "bomba-relógio ativada", que ameaça a segurança nacional.
A Sociedade de Doenças Infecciosas da América também expressou preocupação com o não-desenvolvimento de novos antibióticos para conter a resistência aos medicamentos atuais. Por isso, a descoberta de um novo composto antibiótico traz esperanças.
A estrutura da anthracimycin é descrita pelo cientista Kyoung Hwa Jang e sua equipe no jornal científico do Instituto de Oceanografia Scripps como algo único, por ser diferente dos outros antibióticos naturais já descobertos.
Do fundo do mar
O novo composto antibiótico foi extraído da bactéria Steptomyces, coletada pelo cientista Christopher Kauffman em sedimentos do Pacífico.
William Fenical, do Scripps, disse que "a real importância desse trabalho é que a anthracimycin tem uma estrutura química única".
"A descoberta de um composto químico realmente novo é bem rara. Ela vem a somar-se a várias descobertas anteriores que mostram que bactérias marinhas são geneticamente e quimicamente únicas", ressalta Fenical.
O anthracimycin, que têm demonstrado sua eficácia no combate ao antrax e aoStaphylococcus aureus, indica o potencial dos oceanos como fonte para novas substâncias, já que ainda há grandes áreas marinhas inexploradas.

Saiba quais os cuidados para evitar choque elétrico dentro e fora de casa


Número de internações e mortes por causa de choques cresceu no Brasil.
Se a intensidade da descarga elétrica for alta, pessoa pode até morrer.

Do G1, em São Paulo
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No Brasil, o número de internações e mortes por causa de choques elétricos vem crescendo cada vez mais. Em 2008, 1.343 pessoas morreram e em 2011, esse número subiu para 1.491; já as internações passaram de 1.332 para 2.696 nesse mesmo período.
Por isso, é importante se proteger e tomar cuidado com armadilhas dentro e fora de casa, como alertaram a pediatra Ana Escobar e o clínico geral Arnaldo Lichtenstein no Bem Estar desta quinta-feira (1).
Dependendo de onde estiver, a pessoa pode levar um choque de 110 volts a 138 mil volts e, em cada caso, a gravidade é maior ou menor. Por exemplo, um choque leve em uma tomada pode fazer apenas o braço adormecer; já um choque médio, em uma cerca elétrica, pode fazer a pessoa ter uma arritmia, parar de respirar ou desmaiar; em um caso grave, como um choque por um raio, pode levar à morte.
Choque (Foto: Arte/G1)
Para se proteger dentro de casa, a dica principal é fazer a manutenção da rede elétrica a cada 10 anos, no máximo. Além disso, é bom usar chinelo de borracha para trocar a temperatura do chuveiro, mas como alertou o químico Luiz Fernando Pereira, o chinelo não é tão eficaz na prevenção de choques muito intensos, é apenas um cuidado a mais.
Em relação à agua, ele explicou que ela pura não conduz eletricidade, mas se tiver cloro, sal ou alguma outra substância, já vira condutora elétrica. Por isso, durante uma tempestade, é recomendado sair imediatamente do mar ou da piscina para evitar um choque por um raio.
Outra medida que pode ajudar bastante em casa é o protetor de tomada, principalmente em famílias com crianças e animais, como lembrou a pediatra Ana Escobar – no mercado, existem vários modelos desses protetores, encontrados por R$ 1 a R$ 5 em lojas de decoração, utilidades elétricas ou materiais de construção.
SEIS PASSOS PARA SOCORRER UMA PESSOA QUE LEVOU UM CHOQUE ELÉTRICO
1. Desligue a fonte de energia
2. Chame ajuda e liguei para o Samu no 192
3. Deite a pessoa
4. Cheque a respiração
5. Cheque o pulso no pescoço
6. Se não houver batimentos, faça massagem cardíaca (Não sabe como fazer? Aprenda no vídeo, clicando aqui)
Em relação aos fios de casa, é essencial mantê-los encapados com fita isolante para evitar o risco de choque, como mostrou o químico Luiz Fernando Pereira. Na rua, a dica é manter-se sempre afastado da fiação elétrica, especialmente dos fios que não estão encapados já que os choques podem ser perigosos.
Aparelhos eletrônicos, inclusive, devem ficar afastados da pia, chuveiro ou banheira porque, se caírem na água, podem sofrer uma pane elétrica e dar um choque em quem estiver usando.
Caso alguém leve um choque, a primeira medida a ser tomada é desligar a chave elétrica da casa, como mostra o passo a passo no quadro. Para ajudar, é importante colocar identificações com etiquetas no quadro de luz.
Caso seja necessário fazer massagem cardíaca, é só clicar aqui para ver um vídeo que mostra o jeito correto de fazer.
Não é recomendado encostar na pessoa que está levando o choque, como fez o pai do Santiago, mostrado na reportagem da Aline Oliveira, de Fortaleza, porque isso pode ser fatal. Em caso de raios ou trovões, a recomendação é tirar todos os aparelhos eletrônicos da tomada e evitar atender ao telefone para se proteger.
Choque 'do bem'
Apesar dos riscos que o choque elétrico traz para a saúde, em alguns casos, ele é usado para melhorar e tratar problemas. Por exemplo, no caso do policial militar Marcelo Ribeiro Silva, a terapia com choque ajudou a aliviar as dores da fascite plantar, também conhecida popularmente como esporação de calcâneo, como mostrou a reportagem do Phelipe Siani.
As dores começaram quando ele tinha 23 anos e de incômodos leves, evoluíram para um problema crônico que passou a limitar os movimentos do policial.
O tratamento escolhido então foi com um aparelho, que emite um choque fraco e causa uma contração muscular no local lesionado. Depois disso, o músculo se fortalece e se regenera. Dessa maneira, após mais de 20 anos sofrendo diariamente com as dores, Marcelo finalmente está conseguindo melhorar(veja no vídeo).

Água limpa e sabão ajudam crianças a crescer, aponta estudo


Crescimento abaixo do esperado afeta 165 milhões de crianças no mundo todo segundo OMS.

Da BBC
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Água potável pode fazer diferença em crescimento (Foto: AP/BBC)Água potável pode fazer diferença em crescimento
(Foto: AP/BBC)
Uma pesquisa realizada em dez países sugere que o acesso a água potável e sabão pode contribuir para o crescimento das crianças.
A análise de dados coletados encontrou evidências de um pequeno aumento, de cerca de meio centímetro, na altura de crianças com menos de cinco anos de idade que vivem em casas com um bom sistema de saneamento.
Os dados foram coletados em Bangladesh, Etiópia, Nigéria, Chile, Guatemala, Paquistão, Nepal, África do Sul, Quênia e Camboja.
As informações reunidos a partir de 14 estudos envolvendo cerca de 10 mil crianças foram publicadas em um relatório conhecido como Análise Cochrane, liderado pela London School of Hygiene & Tropical Medicine (LSHTM) junto com a organização de caridade internacional especializada em água potável WaterAid.
Alan Dangour, nutricionista especializado em saúde pública da LSHTM, que liderou a elaboração do relatório, destaca que o fornecimento de água potável, saneamento e higiene é uma forma eficaz de reduzir mortes de crianças por problemas como diarreia.
Segundo Dangour, a análise sugeriu pela primeira vez que mais acesso a estes serviços também pode ter um impacto pequeno, porém importante, no crescimento de crianças.
"O que descobrimos ao juntar todas as provas pela primeira vez é que existe uma sugestão de que estas intervenções melhoram o crescimento de crianças, e isso é muito importante", disse o nutricionista à BBC.
Doenças repetidas
Dangour acrescenta que há uma ligação clara entre uma criança bebendo água suja, a ocorrência de diarreia e o crescimento abaixo do normal, pois doenças que ocorrem várias vezes no começo da infância podem prejudicar o crescimento.
"Faz todo o sentido existir uma ligação entre a água contaminada, diarreia e crescimento, mas o interessante é que isso (a ligação) nunca tinha sido mostrado antes", afirmou.
"Meio centímetro não parece ser muito, mas nossa estimativa é de que o aumento no crescimento é equivalente a uma redução de cerca de 15% na baixa estatura, o que é bem importante", acrescentou.
"A análise mostra que uma abordagem múltipla (do problema) é o jeito certo, unindo ações para melhorar a qualidade dos alimentos e a segurança, e também a alimentação e cuidados com as crianças, com outras (medidas) para evitar e tratar infecções e melhorar o ambiente em casa e conseguir tratar o flagelo da desnutrição", afirmou Francesco Branca, diretor de nutrição para saúde e desenvolvimento da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Segundo a OMS, o crescimento abaixo do esperado afeta 165 milhões de crianças no mundo todo, aumentando o risco de morte e reduzindo a produtivídade quando as crianças chegam à idade adulta.
A desnutrição é a causa de 3,1 milhões de mortes por ano, cerca de metade destas mortes atingem crianças com menos de cinco anos.