Academia Equilíbrio

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quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Estudo aponta que falta de sono pode causar danos sérios ao cérebro


Cientistas apontam risco de neurodegeneração.
Boa noite de sono ajuda na manutenção da saúde cerebral.

Da France Presse
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Globo Repórter - Cérebro (Foto: Rede Globo)Falta de sono pode causar danos ao cérebro, de acordo com cientistas (Foto: Rede Globo)
Cientistas suecos apresentaram nesta terça-feira (31) um estudo que esclarece um pouco melhor os danos cerebrais de uma noite sem dormir, o que poderia incentivar as pessoas mais festeiras a ir para cama mais cedo.
Esses pesquisadores em neurologia da Universidade de Uppsala analisaram amostras de sangue colhidas de 15 homens jovens e de boa saúde divididos em dois grupos: entre aqueles que dormiram oito horas e os que não dormiram.
Entre os que não dormiram, os cientistas constataram um aumento de cerca de 20% de duas moléculas, a enolase específica dos neurônios e a proteína S-100B.
"O número de moléculas do cérebro normalmente aumenta no sangue quando ocorrem lesões cerebrais", indicou em um comunicado o coordenador do estudo, Christian Benedict.
"A falta de sono pode promover processos de neurodegeneração", enquanto que, pelo contrário, "uma boa noite de sono poderia ter uma grande importância para a manutenção da saúde do cérebro", acrescentou.
O estudo, que será publicado na revista "Sleep", segue a linha de outro estudo publicado em outubro na revista "Science", que concluiu que o sono acelera a limpeza de toxinas do cérebro.
Entre essas toxinas estão a beta-amilóide que, cumulativamente, promove a doença de Alzheimer, de acordo com pesquisadores da Universidade de Rochester (EUA), que trabalharam com ratos

Estudo mostra as reações do corpo humano a cada tipo de emoção


'Mapa' mostra temperatura do corpo de acordo com o sentimento.
Pesquisa foi feita com pessoas de diferentes regiões e culturas.

Do G1, em São Paulo
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Um estudo finlandês publicado nesta semana desenhou um “mapa das sensações corporais”. O esquema traz várias figuras humanas, destacando a temperatura de cada parte do corpo, de acordo com a emoção que a pessoa está sentindo no momento.
O esquema é o resultado de cinco experiências feitas com 701 participantes de diferentes regiões do mundo -- e de diversas culturas --, que apontaram as alterações fisiológicas associadas a cada sentimento. Para a equipe de Lauri Nummenmaa, da Universidade de Aalto, a pesquisa sugere que as emoções são culturalmente universais, e mudanças nesse mapa poderiam indicar distúrbios emocionais.
A imagem abaixo mostra os resultados da pesquisa, sendo que as partes em amarelo são as mais quentes, e as em azul, as mais frias. O estudo foi publicado pela “PNAS”, revista da Academia Nacional de Ciências dos EUA.
Mapa mostra reações do corpo a cada emoção (Foto: Lauri Nummenmaa, Enrico Glerean, Riitta Hari e Jari Hietanen/Divulgação)Mapa mostra reações do corpo a cada emoção (Foto: Lauri Nummenmaa, Enrico Glerean, Riitta Hari e Jari Hietanen/Divulgação)
fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2014/01/estudo-mostra-reacoes-do-corpo-humano-cada-tipo-de-emocao.html

Aprender novas atividades é importante para estimular o cérebro


Bem Estar desta terça-feira (31) deu dicas para começar diferente em 2014.
Desafiar o corpo e a mente pode fazer bem para a saúde; entenda como.

Do G1, em São Paulo
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Em 2013, você fez alguma coisa diferente? Conseguiu superar limites? Adotou uma vida mais saudável? Saiu do sedentarismo? Neste último dia do ano, terça-feira (31), o Bem Estar pediu aos telespectadores que fizessem um balanço para avaliar o que precisa ser mudado em 2014. No estúdio, o médico do esporte Gustavo Magliocca e o neurologista Tarso Adoni explicaram que experimentar coisas novas, aprender novas atividades e desafios pode beneficiar o corpo, a mente e a saúde.
Para incentivar a mudança em 2014, o programa propôs a 3 atletas, o tenista Thomaz Bellucci, a recordista de salto com vara Fabiana Murer e a tricampeã mundial de skate, Karen Jonz, a trocarem a atividade física por um dia, como mostrou a reportagem da Daiana Garbin. Segundo o neurologista Tarso Adoni, apesar de cada pessoa ter uma habilidade e uma aptidão genética decisiva, a exposição a outras é fundamental – quanto mais a pessoa fizer uma tarefa nova, mais ela terá habilidade nela com o tempo.
De acordo com o médico, os desafios e novas atividades ajudam a estimular o cérebro e a mantê-lo saudável já que o obriga a buscar permanentemente novos circuitos e a criar novos caminhos. Esses caminhos fortalecem as conexões cerebrais, podendo ainda evitar doenças como Alzheimer, demência e Parkinson, por exemplo. Por isso, em 2014, aprender novas tarefas, como cozinhar, montar uma horta em casa, mudar a rota de volta para casa, aprender um novo instrumento ou idioma podem ajudar nessa atividade do cérebro.
Andar de patins pela primeira vez, por exemplo, como tentou o apresentador Fernando Rocha, faz o cérebro gastar muita energia e se esforçar para encontrar a melhor maneira de executar a atividade. Ao andar pela segunda vez, no entanto, essa atividade cerebral já é menor e vai diminuindo com o tempo – quanto mais vezes a pessoa fizer a atividade, menor será o esforço.
Segundo o médico do esporte Gustavo Magliocca, variar na atividade física é importante porque não afasta a pessoa do exercício em caso de lesão, melhora as habilidades, não enjoa, além de fazer bem para o cérebro e para a memória também. Fora isso, é preciso experimentar diversos exercícios até encontrar algum que seja prazeroso para, dessa maneira, criar o hábito e a regularidade.

Número de plásticas aumenta no fim do ano devido a 13º salário e recesso


Demanda costuma aumentar de 20% a 30%, segundo cirurgiões.
Benefício ajuda a pagar entrada ou gastos com o pós-operatório.

Mariana LenharoDo G1, em São Paulo
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A coordenadora de moda Thais Passos Caballero aproveitou o 13º para cobrir os gastos no pós-operatório. (Foto: Thais Caballero/Arquivo Pessoal)A coordenadora de moda Thais Caballero
aproveitou o 13º para cobrir gastos do
pós-operatório.
(Foto: Thais Caballero/Arquivo Pessoal)
A demanda por cirurgias plásticas em dezembro e janeiro costuma aumentar de 20% a 30%, segundo o relato de cirurgiões ouvidos pelo G1. Eles contam que, além do recesso de fim de ano, outro motivo que leva as pessoas a optarem por essa época é o dinheiro extra do 13º salário, que ajuda a pagar o procedimento ou os gastos no pós-operatório.
O cirurgião Marcelo Olivan, médico da Disciplina de Cirurgia Plástica da Faculdade de Medicina da USP, conta que tem observado esse aumento nos últimos quatro anos. “Elas comentam que o motivo de escolher essa época é não só pela possibilidade de férias coletivas, mas também porque aproveitam o 13º salário para complementar alguma economia que já tinham”, diz o especialista sobre suas pacientes. Segundo Olivan, quem opta por usar o 13º na cirurgia plástica geralmente pensa no investimento como “um presente para si próprio”.
Levantamento feito pela fabricante de próteses de silicone Silimed mostra que já em novembro deste ano houve um aumento de 8% nas vendas de próteses em relação aos meses anteriores. Na primeira quinzena de dezembro, esse aumento foi de 20%.
Para o cirurgião Laércio Guerra Garcia, diretor da Clínica Ephesus, esse movimento de aproveitar o 13º salário para pagar a cirurgia plástica tem a ver com o fato de que o procedimento tornou-se financeiramente mais acessível.
Se antes a plástica era feita principalmente por quem já tinha uma reserva para fazer o pagamento à vista, hoje as possibilidades de pagamento são mais flexíveis.   “A cirurgia plástica não é mais somente da elite. As pessoas se programam, fazem uma reserva, planejam o parcelamento e conseguem pagar”, diz Garcia. Ele nota um movimento de 20% a 30% maior em sua clínica nessa época do ano.
O Centro Nacional de Cirurgia Plástica, empresa que presta serviços administrativos e financeiros voltados à obtenção de crédito para a realização da cirurgia plástica, também relata um aumento de 30% na demanda em dezembro e janeiro. Segundo Arnaldo Korn, diretor da instituição, as pessoas costumam usar o 13º para dar entrada no valor total da cirurgia.
Gastos no pós-operatório
A coordenadora de moda Thais Passos Caballero, de 26 anos, resolveu colocar prótese nos seios e fazer lipoaspiração no início de dezembro já contando com o benefício do 13º. “O 13º me ajudou muito, principalmente no pós-operatório, em que se gasta muito com sessões de drenagem, remédios e cintas”, diz.
Ela conta que juntou as duas parcelas do 13º e também bonificações e uma premiação que recebeu no trabalho. “Isso também me ajudou a dar uma entrada maior, o que foi bom para negociar o valor total da cirurgia.” Thais resolveu fazer os procedimentos porque queria cuidar melhor de si mesma. “Sempre quis colocar silicone, mas como sempre estudei, tinha outros focos, como fazer cursos e viajar. Agora resolvi focar um pouco em mim porque percebi que estava sempre me deixando em segundo plano.”
Para o cirurgião Alexandre Barbosa, diretor da Clínica de Cirurgia Plástica de São Paulo, atualmente as pessoas estão mais preocupadas com seu próprio bem estar, o que reflete no aumento da demanda por cirurgias plásticas. “As pessoas juntam dinheiro e priorizam suas vontades. Não é só a busca pelo corpo perfeito, e sim pela melhora na qualidade de vida. Isso mexe muito com a autoestima das pessoas, por isso elas estão priorizando as cirurgias.”
Calor x Frio
Segundo o cirurgião Carlos Komatsu, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBPC), não há nenhuma contraindicação em fazer cirurgias plásticas no alto verão: a impressão de que a cicatrização pode ser prejudicada em climas quentes não procede. “Isso é um mito, o processo de cicatrização é exatamente igual no calor ou no frio”, diz Komatsu.
A diferença é que quem é operado no verão não pode tomar sol, ir para a praia ou para a piscina. “Em relação ao uso das cintas, no verão pode ser um pouco mais desconfortável. Mas em termos de recuperação, não vai haver nenhum prejuízo”, afirma.

Planos são obrigados a partir desta quinta a cobrir 87 procedimentos


Cobertura abrange 37 remédios contra câncer, cirurgias e tratamentos.
Medida da ANS e Ministério da Saúde foi divulgada em outubro passado.

Do G1, em São Paulo
A partir desta quinta-feira (2), os planos de saúde no Brasil passam a cobrir o custo de 87 procedimentos, incluindo 37 medicamentos orais contra o câncer (veja lista) e 50 procedimentos relacionados ao tratamento de outras doenças (veja lista).
A medida foi anunciada em outubro peloMinistério da Saúde e a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
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A LISTA DOS 37 MEDICAMENTOS
Acetato de Abiraterona
Anastrozol
Bicalutamida
Bussulfano
Capecitabina
Ciclofosfamida
Clorambucila
Dasatinibe
Dietiletilbestrol
Cloridrato de Erlotinibe
Etoposídeo
Everolimus
Exemestano
Fludarabina
Flutamida
Gefitinibe
Hidroxiureia
Imatinibe
Ditosilato de Lapatinibe
Letrozol
Acetato de Megestrol
Melfalano
Mercaptopurina
Metotrexato
Mitotano
Nilotinibe
Pazopanibe
Sorafenibe
Malato de Sunitinibe
Citrato de Tamoxifeno
Tegafur - Uracil
Temozolamida
Tioguanina
Cloridrato de Topotecana
Tretinoína (ATRA)
Vemurafenibe
Vinorelbina
Fonte: Ministério da Saúde/ANS
De acordo com o governo, a principal vantagem da garantia dos remédios via oral para o câncer é que parte dos pacientes poderá ser tratada em casa, sem ter de ir a clínicas e hospitais, minimizando riscos e infecções.
Esta é a primeira vez que os planos de saúde terão de cobrir o custo de medicamentos usados de forma oral no combate ao câncer.
Os remédios que terão de ser assegurados aos clientes das operadoras de saúde servem para 54 indicações de tratamentos contra a doença – o remédio Vinorelbina, por exemplo, é indicado para o tratamento do câncer de mama e de pulmão.
Quem já recebe o remédio ou tratamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) poderá escolher em continuar com o governo ou optar a ser coberto pelo plano.
Outros procedimentos
Além dos remédios para o câncer, outros 50 novos procedimentos relacionados ao tratamento de outras doenças entram para a lista de cobertura obrigatória.
Na nova cobertura, estão incluídos, por exemplo, 28 cirurgias por videolaparoscopia, radiofrequência para tratar dores crônicas nas costas, o uso de medicina nuclear para tratar tumores neuroendócrinos, uma nova técnica de radioterapia para tumores de cabeça e pescoço e o implante de esfíncter artificial para conter incontinências urinárias de homens que tiveram de retirar a próstata.
A iniciativa vai beneficiar cerca de 42,5 milhões de pessoas que contrataram planos de saúde e assistência médica depois do dia 1º de janeiro de 1999 e os beneficiários de adaptações à Lei 9.656/98, segundo o governo.
Quem tem plano odontológico (aproximadamente 18,7 milhões de consumidores no país) também vai ser beneficiado com a inclusão de procedimentos da área.
A obrigatoriedade da adição dessas novas ações no Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde, sob responsabilidade da ANS, vai ser publicada no "Diário Oficial da União" nesta terça (22) na forma de uma resolução normativa.
Outros 44 procedimentos já presentes na obrigatoriedade de cobertura pelas operadoras serão ampliados. Um é o "pet scan", espécie de tomografia, que poderá ser usado também para detectar nódulo no pulmão solitário, câncer de mama metastático, de cabeça e pescoço, de esôfago e melanoma. Antes, o procedimento era permitido apenas para detectar tumor pulmonar para células não-pequenas, linfoma e câncer colorretal.

Planos veem impacto financeiro
Logo após o anúncio do governo, a Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), entidade que reúne 31 operadoras de planos de saúde,  informou que a medida anunciada pelo ministério e pela ANS provoca "impactos financeiros representativos, que não podem ser medidos previamente, mas apenas com o acompanhamento da execução dos novos procedimentos, principalmente em relação a medidas mais abrangentes, como a inclusão de medicamentos orais contra o câncer para uso em domicílio".
De acordo com a federação, com a incorporação de novas coberturas aos planos de saúde a previsão é de "crescimento das despesas assistenciais das operadoras de saúde, e os recursos que mantêm os planos vêm das mensalidades pagas pelos beneficiários".
"A inflação médica no Brasil, incrementada pela ampliação das coberturas do Rol, aumenta a distância entre os custos assistenciais das operadoras de saúde e a inflação geral de preços, que serve de referência para o orçamento de famílias e empresas", diz a nota.
Segundo o presidente da ANS, André Longo, a medida não deve ter impacto no preço dos planos individuais, familiares e coletivos.
A agência controla diretamente os reajustes dos dois primeiros tipos de planos, mas não tem poder sobre o último. Sobre os reajustes coletivos, a agência pode apenas sugeri-los, o que deve acontecer somente no ano que vem.
A cada dois anos, a ANS faz uma revisão do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde. A última alteração foi em 2012. Ao todo, as medidas anunciadas nesta segunda pelo governo vão atingir 1.090 operadoras no âmbito médico-hospitalar e 407 no odontológico.
Atualmente, 246 planos de 26 operadoras estão suspensos por causa de irregularidades ou descumprimentos e negativas de exames e consultas.
A revisão para 2014 foi feita a partir de uma consulta pública entre junho e agosto deste ano e recebeu 7.340 contribuições, recorde de participação segundo a ANS.