Academia Equilíbrio

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segunda-feira, 20 de julho de 2015

'Epidemia' de cesáreas: por que tantas mulheres no mundo optam pela cirurgia?


Índice de partos cirúrgicos acima dos 15% recomendado pela OMS não é um problema exclusivo do Brasil e normalmente está associado a hábitos culturais e sociais.

Da BBCValéria Perazzo, Repórter Especial do Serviço Mundial da BBC
Índice de cesáreas por país (Foto: Arte/BBC)
Entraram em vigor na semana passada no país novas regras estabelecidas pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) para estimular a realização do parto normal na rede de saúde particular e conscientizar gestantes sobre os riscos representados pela cesariana.
Agora, gestantes precisarão assinar um termo de consentimento sobre os perigos da cirurgia para que o plano de saúde cubra seus custos. Por sua vez, seguradoras terão de informar a taxa de cesáreas e de partos normais dos médicos e hospitais quando solicitadas pelo cliente.
As medidas buscam fazer com médicos tenham um papel mais ativo para informar mães sobre os benefícios e prejuízos da cesariana na hora da tomada de decisão sobre o tipo de parto. E, assim, combater a chamada "epidemia de cesáreas" no Brasil, país líder em partos realizados por meio de cirurgia no mundo.
Atualmente, mais da metade dos bebês brasileiros nascem desta forma - um índice que chega a 84,6% na rede particular -, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). O órgão recomenda que a taxa fique entre 10% e 15% dos partos.
A cirurgia é cada vez mais simples e segura e pode ser necessária para salvar gestante e bebê quando é identificado riscos na realização do parto normal. Mas a cirurgia ainda implica em perigos, e o número de cesarianas feitas por opção da mãe, sem recomendação médica, vem aumentando - um problema que não é exclusivo do Brasil, como mostram as áreas em vermelho do mapa acima.
Hoje, a cesariana é a cirurgia mais comumente realizada em todo o mundo.
"Com 35 anos de experiência, vi o número de cesarianas crescer de forma significativa nos últimos 10 anos. Precisamos estar atentos a isso, para garantir que ela seja realizada em mulheres que precisam da cirurgia, mas que não haja um abuso", diz Marleen Temmerman, diretora do departamento de saúde reprodutiva da OMS.
Debate
Desde que órgão estabeleceu os níveis considerados aceitáveis para cesarianas, em 1985, o número de cesarianas eletivas passou a ser motivo de debate acalorado.
Estudos mostraram que, quando a cesáreas são cerca de 10% do total de partos de um país, a taxa de mortalidade entre recém-nascidos e suas mães cai, porque isso significa que mais mulheres têm acesso a esta operação que pode salvar suas vidas.
Mas não há evidências de que a mortalidade seja reduzida ainda mais quando o índice ultrapassa 15%, como ocorre em muitos países.
O Brasil e a República Dominicana lideram o ranking de cesáreas no mundo, com 56% dos partos ocorrendo por meio de cirurgia. Depois, vêm Egito (51,8%), Turquia (47,5%) e Itália (38,1%).
México, Irã e Estados Unidos também registram mais nascimentos por cesárea que o recomendado.
A China não está no topo da lista - só 25% dos nascimentos são cesarianas -, mas 32% destes partos não têm justificativa médica, o que o torna o país com o maior número de procedimentos deste tipo feitos de forma desnecessária.
Mas como a cesariana tornou-se o padrão em vez da exceção em tantos países pelo mundo?
Razões culturais
As razões variam de acordo com cada nacionalidade, mas em sua grande maioria têm a ver com práticas culturais.
No caso brasileiro, por exemplo, especialistas apontam que, antes de ser regulamentada nos anos 1990, a cesárea era vista como um procedimento "dois em um", porque permite realizar também a esterilização da mulher, tornando-se uma opção para aquelas que não queriam mais ter filhos.
Hoje, a opção por este tipo de parto se dá por ser mais conveniente para os médicos, que podem se programar para a cirurgia em vez de receber uma ligação inesperada no meio da noite e ter de passar horas acompanhando o trabalho de parto.
Da mesma forma, um mesmo médico pode realizar várias cesarianas em um mesmo dia, o que as torna mais lucrativas que o parto normal.
"A mensagem enviada pela comunidade médica é que a cesariana é uma forma de parto mais moderna e higiênica, enquanto o parto normal é feio, primitivo e sujo", diz Simone Diniz, do departamento de saúde pública da Universidade de São Paulo (USP).
Diniz acredita que muitas mulheres sentem-se pressionadas para optar pela cirurgia por seus médicos e enfermeiras, criando uma "máquina de fazer dinheiro" na indústria em torno dos partos.
O mesmo ocorre em outros países no topo do ranking da OMS.
'Medo da dor'
Na Itália, por exemplo, uma pesquisa revelou que as cesáreas eram escolhidos por "medo da dor" do parto normal e porque são vistas como "menos traumáticas", por envolver menos sangramento e menos riscos para o recém-nascido. Assim, torna-se uma questão de preferência pessoal, que gera uma sensação de empoderamento da mulher gestante.
O estudo, publicado no periódico científico BMC Pregnancy and Childbirth, em 2013, também revelou que 33% das mulheres consultadas optariam pela cirurgia por causa da ausência da anestesia peridural para o parto normal.
"É uma questão de política de saúde pública", diz Ana Pilar Betran, médica da OMS que estudou o caso italiano. "O sistema não garante a disponibilidade contínua da anestesia em todos os centros de partos."
Em outros países, a obsessão com o corpo tem um papel importante. Muitas mães que passam por partos normal sofrem cortes vaginais cirúrgicos, ou episiotomias, para facilitar o nascimento do bebê - uma prática que é fortemente questionada por quem defende o parto normal.
"Algumas mulheres optam pela cesariana para preservar o aspecto 'lua de mel da vagina'", diz Temmerman.
A necessidade de se manter sexualmente atraente também é um forte motivo por trás do alto número de cesáreas em países da América Latina como México, República Dominicana, Chile e Argentina, afirma Diniz.
Em países como os Estados Unidos, em que erros médicos podem levar a indenizações milionárias, o medo de ser responsabilizado legalmente caso algo saia errado com o parto normal faz com que médicos tendam para o parto cirúrgico.
Crenças populares
Já na China, a alta taxa de cesarianas desnecessárias ocorre porque mães buscam ter seus filhos em datas específicas, que, segundo crenças populares, poderão beneficiar os bebês.
As famílias chinesas também costumam estar presentes durante o momento do parto. Então, a cesárea acaba sendo escolhida para planejar melhor o que se torna um evento social entre os parentes da gestante.
Na outra ponta deste cenário, países africanos, como Niger, Etiópia e Burkina Faso, registram menos de 2% dos partos realizados por meio de cirurgia. Isso está relacionado ao acesso precário a um sistema de saúde adequado.
Entre os países com o nível desejado de 15% de cesarianas, encontra-se a Holanda, onde a tendência crescente de partos realizados em casa, com uma abordagem mais natural, sem anestesia e com o apoio de parteiras em vez de médicos, provou-se uma boa forma de conter o aumento dos partos cirúrgicos, apontam especialistas.
Hoje, cerca de 65% dos partos feitos no país ocorrem em casa, o que faz com que a incidência de cesáreas eletivas seja bem pequena.

fonte: http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2015/07/epidemia-de-cesareas-por-que-tantas-mulheres-no-mundo-optam-pela-cirurgia.html

Teste identifica 'melhor maneira' de combater perda de memória


Pesquisa dividiu 30 voluntários em três tipos de atividades diferentes e descobriu quais tarefas podem ajudar a manter cérebro ativo.

Da BBC
Cientistas dividiram voluntários em três grupos de atividades diferentes por oito semanas (Foto: BBC/Thinkstock)Cientistas dividiram voluntários em três grupos de atividades diferentes por oito semanas (Foto: BBC/Thinkstock)

Pergunte quais são as maiores preocupações de qualquer pessoa com mais de 40 anos e uma das respostas mais comuns certamente será o medo de perder a memória.
Há algumas maneiras mais conhecidas de manter a saúde do cérebro – não fumar, manter-se dentro do peso ideal ou não desenvolver diabetes do tipo 2.
Mas pode-se fazer algo para realmente melhorar o cérebro? Pesquisadores britânicos desenvolveram um teste para tentar descobrir.
Para esse teste, feito em parceria com a Universidade de Newcastle, na Inglaterra, foram recrutados 30 voluntários. Eles foram submetidos a diversos exames que analisaram memória, habilidade de resolver problemas e velocidade de reação.
Todos receberam um monitor de atividade, que mediu o quanto e quando eles se moviam. Em seguida, os voluntários foram separados aleatoriamente em três grupos. Cada grupo recebeu uma atividade diferente, que deveria ser feita durante oito semanas.
A tarefa para um dos grupos era simplesmente andar rapidamente, a ponto de ficar quase sem ar, durante três horas por semana. A ideia é que a caminhada – ou qualquer forma de exercício vigoroso – mantém o cérebro alimentado com sangue rico em oxigênio.
Mas a tarefa não agradou a todos. "Caminhar é a atividade que eu menos gosto", disse Ann, uma das participantes.
Voluntários foram divididos em três grupos: o primeiro teve que correr 3h por semana
O primeiro grupo teve que correr três horas por semana e demonstrou melhora no condicionamento físico (Foto: BBC/Thinkstock)O primeiro grupo teve que correr três horas por semana e demonstrou melhora no condicionamento físico (Foto: BBC/Thinkstock)
O segundo grupo teve que fazer jogos, como palavras cruzadas ou Sudoku, também por três horas por semana. A justificativa é que o cérebro se beneficia dos desafios.
Finalmente, o terceiro grupo teve que observar um homem nu por três horas a cada semana. Mais precisamente, tiveram que participar de uma aula de arte que também envolvia desenhar um modelo, Steve.
Quem se beneficiou mais?
No final do experimento, quase todos no primeiro grupo relataram uma grande melhoria em seu condicionamento físico – quão fácil passou a ser uma subida, por exemplo.
No segundo, os voluntários acharam os desafios difíceis no início, mas no final já estavam trocando dicas de Sudoku.
O segundo grupo teve que completar exercícios de palavras cruzadas e Sudoku (Foto: BBC/Thinkstock)O segundo grupo teve que completar exercícios de palavras cruzadas e Sudoku (Foto: BBC/Thinkstock)
Mas o grupo mais entusiasmado foi, sem dúvida, o de arte. Embora alguns tenham achado difícil assistir à aula uma vez por semana, todos eles comentaram sobre o quanto gostaram.
"Eu me tornei uma desenhista compulsiva de tudo", disse Simone. "Eu até sai para comprar alguns lápis pastel e até mesmo um livro sobre 'Como (desenhar)'."
Mas qual dos grupos teve mais melhorias em relação ao poder do cérebro?
Cientistas refizeram a bateria de testes cognitivos e os resultados foram bem claros. Todos os grupos tinham terminado a experiência um pouco melhor, mas o de maior destaque era o que tinha assistido à aula de arte.
Mas por que ir a uma aula de arte pode fazer a diferença para coisas como a memória?
Novo aprendizado
O psicólogo clínico Daniel Collerton, um dos especialistas que participou do estudo, disse que parte do benefício veio de aprender uma nova habilidade.
"Aprender algo novo", diz, "envolve o cérebro de maneiras que parecem ser a chave. O seu cérebro muda em resposta a isso, não importa quantos anos você tenha".
Já o terceiro grupo participou de aulas de arte, em que teve que desenhar um modelo nu (Foto: BBC/Thinkstock)Já o terceiro grupo participou de aulas de arte, em que teve que desenhar um modelo nu (Foto: BBC/Thinkstock)
Aprender a desenhar não era apenas um novo desafio para o grupo, mas, ao contrário das palavras cruzadas e do Sudoku, também envolvia o desenvolvimento de habilidades psicomotoras.
Capturar uma imagem no papel não é apenas intelectualmente exigente: envolve aprender a fazer os músculos na mão guiarem o lápis ou o pincel nas direções corretas.
Um benefício adicional é que ir à aula de arte significava que durante três horas semanais eles tiveram que ficar em pé enquanto desenhavam ou pintavam.
Ficar de pé por longos períodos é uma boa maneira de queimar calorias e de manter o coração em boa forma.
A aula de arte também foi a mais ativa socialmente, outra coisa importante a ser levada em conta para manter o cérebro afiado. Este grupo reuniu-se regularmente fora das aulas e trocou e-mails.
Atividade que desenvolva habilidades psicomotoras e também sociais pode melhorar o funcionamento do cérebro (Foto: BBC/Thinkstock)Atividade que desenvolva habilidades psicomotoras e também sociais pode melhorar o funcionamento do cérebro (Foto: BBC/Thinkstock)
Tudo isso fez com que o grupo da arte tivesse um benefício triplo. E uma das voluntárias, Lynn, disse que aprender a desenhar também havia produzido outros benefícios inesperados.
"Parte do meu trabalho envolve escrever e propor ideias, o que é um processo difícil e demorado", diz.
"Eu sou disléxica, o que é um obstáculo adicional, mas, após fazer a aula de arte, descobri que a minha escrita agora flui e minha capacidade de concentração melhorou. Parece que abri minha mente. Não tenho certeza se consigo explicar, só sei que fez a diferença."
O mais provável, segundo os pesquisadores, é que qualquer atividade de grupo que envolva ser ativo e aprender uma nova habilidade ajude a impulsionar o funcionamento do cérebro.

fonte: http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2015/07/teste-identifica-melhor-maneira-de-combater-perda-de-memoria.html

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Estilo de vida pode ser decisivo para o surgimento de doenças


Aconselhamento genético ajuda a combater e prevenir doenças.
Herança genética nunca é a única causa do câncer.

Do G1, em São Paulo
Se você pudesse nascer duas vezes no mesmo corpo daria para saber quais são as experiências que estragam a sua saúde. Mas como isso é quase impossível, o histórico de saúde da família pode ajudar a prevenir doenças sérias, como o câncer. Os convidados do Bem Estar desta quarta-feira (1), o pediatra e onco-hematologista Ricardo Ghelman, o neurologista Alexandre Ghelman e o oncologista Fernando Maluf, explicaram o que é o aconselhamento genético.
O aconselhamento genético ajuda a prevenir e combater doenças que já surgiram na família e que talvez a pessoa tenha mais chance de desenvolver. É importante o médico saber se existem casos de câncer, problemas no coração, hipertensão na família, já que algumas doenças são hereditárias. Com as informações, o profissional monta um mapa da família, com todas as doenças. Depois disso, são feitos exames, caso necessário.
A herança genética nunca é a única causa do câncer, ela corresponde a 10% dos casos. Muitas vezes, outros fatores podem interagir com o fator genético, como o ambiente, os alimentos, medicamentos e o estilo de vida. Quem fuma e bebe, por exemplo, tem mais chance de desenvolver câncer.
E a saúde mental, pode ser um fator de proteção? Os cientistas dedicam-se a entender como promover a resiliência, que é a capacidade de não sucumbir aos revezes da vida. Quem sucumbe está mais exposto ao estresse e ao abuso de substâncias e comidas, que são fatores de risco para uma série de problemas de saúde. A resiliência tem relação com o equilíbrio de três campos da mente: cognitivo, afetivo e comportamental.

fonte: http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2015/07/estilo-de-vida-pode-ser-decisivo-para-o-surgimento-de-doencas.html

Antibiótico anula o anticoncepcional? Ginecologista José Bento explica


Médico diz que se pílula for usada corretamente, não há risco de gravidez.
Segundo ele, não são todos os antibióticos que conflitam com a pílula.

Do G1, em São Paulo
Na última semana, o caso de uma mulher de Pedreiras (SP) que engravidou de quadrigêmeas enquanto tomava pílula alertou sobre risco de se usar antibióticos e anticoncepcionais ao mesmo tempo.
Miriam Cristina de Lima Lopes, de 31 anos, teve os bebês nesta terça-feira (23) e, segundo ela, o efeito do anticoncepcional foi cortado por causa do uso de outro medicamento.
O médico ginecologista José Bento, consultor do Bem Estar, lembra que se você tomar a pílula corretamente (no mesmo horário e todos os dias) é muito difícil que ela falhe, mesmo se algum outro medicamento for utilizado junto.
Segundo ele, não são todos os antibióticos que conflitam com a pílula. Eles podem diminuir o efeito do contraceptivo, mas não cortá-lo. "Consulte seu médico quando for tomar", explica o ginecologista (veja o vídeo acima).
Fique atento
Esse efeito está associado aos antibióticos rifampicina, ampicilina e tetraciclina, segundo o Manual de Contracepção da Federação Brasileira das Sociedades de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo).
Esses remédios podem tratar vários tipos de infecção, entre elas tuberculose, hanseníase, além de infecções urinárias, respiratórias e digestivas.
O ginecologista José Bento lembra ainda que, em geral, de cada cem mulheres que tomam a pílula anticoncepcional corretamente durante um ano, três engravidam. Isso porque nenhum método garante 100% de proteção.

fonte: http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2015/06/antibiotico-anula-o-anticoncepcional-ginecologista-jose-bento-explica.html

Associação americana aprova uso de stent no cérebro para tratar AVC


Primeira opção de tratamento é uso de droga que dissolve coágulo.
Stent 'aprisiona' coágulo e depois é removido.

Da Associated Press
Foto mostra stent removível da Medtronic usado para retirar coágulos que provocam AVC (Foto: Stan Sholik/Covidien, Medtronic, via AP)Foto mostra stent removível da Medtronic usado
para retirar coágulos que provocam AVC (Foto:
Stan Sholik/Covidien, Medtronic, via AP)
Pacientes com AVC podem ter uma nova opção de tratamento, se buscarem ajuda médica rápido o suficiente. Novas diretrizes endossam o uso de um stent removível para abrir artérias entupidas que tenham levado ao AVC.
As diretrizes foram divulgadas pela Associação Americana do Coração nesta segunda-feira (29). É a primeira vez que a entidade recomenda um dispositivo para tratar AVC. A associação não recomendava um novo tratamento para AVC há 20 anos.
"É muito animador", e muitos pacientes vão se beneficiar se eles buscarem ajuda assim que os sintomas aparecere, diz o chefe do painel que elaborou as diretrizes, o médico William J. Powers, neurologista-cefe da Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill.
A maior parte dos 800 mil AVCs nos Estados Unidos a cada ano são causados por um coágulo de sangue alojado no cérebro. O tratamento usual é o uso de um medicamento capaz de dissolver esse coágulo. Ele continua sendo a primeira opção de terapia.
Mas a droga deve ser dada em 4h30 depois do início dos sitnoams e a maioria das pessoas não busca ajuda a tempo. A droga também falha em um a cada quatro casos, segundo Powers.
O dispositivo é levado em um tubo por dentro de um vaso sanguíneo e guiado até o coágulo, como os stents usados para tratar artérias coronárias entupidas. Mas, ao contrário dos stents de coração, que são deixados no lugar para manter a artéria aberta, os stents de cérebro aprisionam o coágulo e são removidos junto com ele.
O paciente pode ser tratado por esse tipo de stent até seis horas depois do início dos sintomas se tiverem um AVC causado por um coágulo numa artéria grande.

fonte: http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2015/07/associacao-americana-aprova-uso-de-stent-no-cerebro-para-tratar-avc.html