Academia Equilíbrio

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sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Ministro da Saúde diz que vacina contra dengue é 'muito cara'


Três doses para 10 milhões de pessoas têm custo estimado em R$ 3 bi, diz.
Marcelo Castro afirma que espera resultados de testes da vacina do Butantã.

Gabriel Luiz e Lucas NaniniDo G1 DF
Ministro Marcelo Castro participa de encontro com empresários em São Paulo (Foto: Darlan Alvarenga/G1)O ministro da Saúde, Marcelo (Foto: Darlan Alvarenga/G1)
O ministro da Saúde, Marcelo Castro, afirmou neste segunda-feira (11) que a vacina contra dengue criada pela empresa francesa Sanofi Pasteur, que teve registro aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 28 de dezembro, é “muito cara” e que o país ainda estuda se vai adquirir o produto.
Segundo Castro, o Ministério da Saúde espera pelos resultados dos últimos testes da vacina criada pelo Instituto Butantã.
O ministro disse que a vacina da Sanofi precisa de três doses para que o efeito seja válido. Segundo ele, isso dificulta o acompanhamento do processo de imunização.
“A vacina da Sanofi são três doses. Então a gente encontra uma dificuldade para dar uma vacina, chamar a pessoa para vacinar de novo depois de seis meses, chamar de novo. E tem uma oscilação em relação ao sorotipos de cobertura”, diz Castro.
O ministro afirma que o custo estimado para imunizar uma população de 10 milhões de pessoas pode chegar a R$ 3 bilhões. “Uma dose dessa poderia ficar em torno de 20 euros. Então uma vacina total seria 60 euros. Bota a R$ 5 o euro, para arredondar a conta, seriam R$ 300. Imagine: 1 milhão de pessoas, seriam R$ 300 milhões; 10 milhões de pessoas, seriam: R$ 3 bilhões. E 10 milhões de pessoas não é nada. Nós temos 200 milhões de pessoas para vacinar. Então é uma vacina muito cara, que por enquanto não é essa decisão de adquirir essa vacina.”
A vacina desenvolvida pelo Butantã está na fase final de testes. Se aprovada, ela será enviada para avaliação na Anvisa. “A do Butantã seria uma dose só. Acreditamos que seria um terço do preço, pelo menos. Se nós tivéssemos um público definido, por exemplo, gestantes, aí eu acho que qualquer sacrifício valeria, mas nós não temos esse público definido.”

Luta contra o mosquito
Sobre o combate ao mosquito Aedes aegypti, o ministro mencionou três cidades como aquelas que apresentaram maior sucesso. Em São Carlos (SP), a causa é brigadas mirins têm atuado com sucesso, disse. Natal (RN) tem utilizado as olvitrampas, que são armadilhas com larvicidas.
A terceira cidade bem sucedida no combate ao mosquito é Água Branca (PI), onde os agentes identificam as casas com selos, de acordo com a presença de criadouros do mosquito.

“Os agentes de saúde foram de casa em casa. Onde não tinha criadouro do mosquito, eles botavam um selo verde. Onde tinha cridouro, botavam um selo vermelho. Em outros, um selo amarelo."

Segundo Castro, em 2015 foram apenas quatro casos de dengue registrados na cidade, que tem 17 mil habitantes. O ministro diz que há indícios de que os pacientes diagnosticados com a doença podem ter adquirido o vírus fora do município, que fica a 100 km da capital do estado, Teresina.
“Aquilo ali ficava exposto. Todo mundo passa e vê a casa, vê o selo verde, selo vermelho, selo amarelo. E todo mundo quer ter um selo verde. Aquilo foi uma mobilização muito grande de toda a sociedade. E aí todo mundo fazia o dever de casa esperando a volta do agente, para quando o agente voltasse lá, ele já estar todo cumprido para botar o selo verde.”

fonte: http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2016/01/ministro-da-saude-diz-que-vacina-contra-dengue-e-muito-cara.html

Casos suspeitos de microcefalia associada ao zika chegam a 3.530


Pernambuco tem 1.236 casos e Paraíba tem 569.
Exames confirmaram relação com zika em 4 casos de bebês malformados.

Do G1, em São Paulo
BDBR - Microcefalia (Foto: Rede Globo)Bebê com microcefalia (Foto: Rede Globo)
Desde o início do monitoramento de casos de microcefalia no Brasil, foram registrados 3.530 casos suspeitos da malformação possivelmente ligados ao zika vírus em recém-nascidos. O dado foi divulgado pelo Ministério da Saúde nesta terça-feira (12) em novo informe epidemiológico.
O boletim também traz os resultados da investigação laboratorial de quatro casos de óbitos, ocorridos no Rio Grande do Norte, com malformação congênita, que tiveram relação com o vírus zika confirmados. Esses casos estavam sendo investigados pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC), que enviou os resultados ao governo brasileiro.
Dois desses casos são abortamentos e dois recém-nascidos a termo (37 a 42 semanas de gestação) que morreram nas primeiras 24 horas de vida. As amostras foram positivas para zika no teste laboratorial.
Segundo as investigações realizadas anteriormente pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), todas as quatro gestantes apresentaram febre e exantemas (erupções na pele) durante a gestação. Esses resultados somam-se às demais evidências obtidas em 2015 e reforçam a hipótese de relação entre a infecção pelo vírus zika e a ocorrência de microcefalia e outras malformações congênitas.
No entanto, o ministério ressalta a necessidade de prosseguimento das investigações e pesquisas do número de microcefalias e outras malformações em decorrência de processos infecciosos.
Estados com zika
Segundo o ministério, até o momento, estão com circulação autóctone (ou seja, com transmissão no estado) do zika 20 unidades da federação. São eles: Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Roraima, Amazonas, Pará, Rondônia, Mato Grosso, Tocantins, Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná.
A microcefalia é uma condição rara em que o bebê nasce com o crânio do tamanho menor do que o normal. A malformação é diagnosticada quando o perímetro da cabeça é igual ou menor do que 32 cm – o esperado é que bebês nascidos após nove meses de gestação tenham pelo menos 34 cm.
A principal hipótese discutida para o aumento de casos de microcefalia está relacionada a infecções por zika vírus, que foi identificado pela primeira vez no país em abril deste ano. O vírus é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, assim como a dengue e o chikungunya.
Em novembro, o Ministério da Saúde declarou emergência em saúde pública para dar agilidade às investigações, que são realizadas de forma integrada com as secretarias estaduais e municipais de saúde.
O ministério orienta as gestantes a adotarem medidas que possam reduzir a presença de mosquitos transmissores de doença, com a eliminação de criadouros, e proteger-se da exposição de mosquitos, como manter portas e janelas fechadas ou teladas, usar calça e camisa de manga comprida, além de aplicar repelentes permitidos para gestantes.
Número de casos por estado
Os casos suspeitos divulgados nesta terça foram registrados em 724 municípios de 21 unidades da federação. Veja abaixo os estados com mais casos:
Pernambuco - 1.236 casos (35% do total registrado no país)
Paraíba - 569
Bahia - 450
Ceará - 192
Rio Grande do Norte - 181
Sergipe - 155
Alagoas - 149
Mato Grosso - 129
Rio de Janeiro - 122

fonte: http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2016/01/casos-suspeitos-de-microcefalia-associada-ao-zika-chegam-3530.html

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Quem poderá participar de estudo sobre fosfoetanolamina? Veja vídeo


Pílula foi entregue pela USP de São Carlos sem registro da Anvisa por anos.
Equipe vai avaliar se a droga é segura e se há eficácia contra droga.

Do G1 São Paulo
O Instituto do Câncer de São Paulo (Icesp) vai coordenar a pesquisa para testar a substância fosfoetanolamina sintética no tratamento de pacientes com câncer. O oncologista Sergio Simon, diretor do Centro Paulista de Oncologia, fala sobre o perfil dos pacientes que poderão participar do estudo no vídeo:
A substância nunca foi testada em humanos, mas foi distribuída durante anos pela USP de São Carlos. Atualmente, a distribuição está suspensa por decisão judicial. A previsão é que, no prazo de seis meses, os pesquisadores tenham uma ideia da eficácia da droga.
Segundo informou o SPTV, ainda não há data para o início dos estudos porque ainda será necessário um consenso da Secretaria Estadual da Saúde, Ministério da Saúde e os pesquisadores da USP de São Carlos, que vão repassar detalhes da fórmula da substância. A escolha dos pacientes que vão participar dos testes vai depender de critérios técnicos, definidos pelo instituto.
O investimento total para os testes deve ser de aproximadamente R$ 2 milhões, informou o SPTV. Todos os pacientes serão monitorados continuamente por uma equipe multiprofissional com experiência em testes clínicos, no Icesp. A produção da substância ficará sob responsabilidade da Fundação para o Remédio Popular (Furp).
No ínicio, 10 pessoas vão receber a substância. Se nenhum paciente tiver efeitos colaterais graves, o estudo continua. Serão separados 10 grupos de cada tipo de câncer, com 21 pacientes cada. Se pelo menos dois pacientes responderem bem, a pesquisa será ampliada. Progressivamente, a inclusão de novos pacientes continuará até atingir o máximo de 1 mil pessoas.
A estratégia, segundo a equipe, permitirá melhor compreensão da droga. O oncologista e diretor-geral do Icesp, Paulo Hoff, disse que a prioridade é a segurança dos pacientes. Por isso, nesse primeiro momento, a pesquisa vai avaliar se a droga é segura e se há evidência contra o câncer.
Distribuída pela USP de São Carlos por causa de decisões judiciais, a fosfoetanolamina é alardeada como cura para diversos tipos de câncer, mas não passou por esses testes em humanos, por isso não é considerada um remédio. Ela não tem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e seus efeitos nos pacientes são desconhecidos.
Até o momento, o grupo de pesquisadores que desenvolveu a síntese da fosfoetanolamina alegava que os testes clínicos não tinham sido concluídos pois havia má vontade por parte da Anvisa.
Infográfico - Fosfoetanolamina sintética (Foto: G1)
Pesquisa polêmica
A fosfoetanolamina sintética começou a ser estudada no Instituto de Química da USP em São Carlos, pelo pesquisador Gilberto Chierice, hoje aposentado. Apesar de não ter sido testada cientificamente em seres humanos, as cápsulas foram entregues de graça a pacientes com câncer por mais de 20 anos.
Em junho do ano passado, a USP interrompeu a distribuição e os pacientes começaram a recorrer da decisão na Justiça. Em outubro deste ano, a briga foi parar no Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a produção e distribuição do produto.
Mas, desde novembro, por causa de uma nova decisão judicial, a distribuição da substância está proibida. A polícia chegou a fechar um laboratório em Conchal (SP), que estava produzindo ilegalmente a substância.
Um levantamento do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) diz que 5 mil pessoas no estado estão sem receber a fosfoetanolamina sintética. Segundo o pesquisador que desenvolveu a droga, a substância ajuda a célula cancerosa a ficar mais visível ao sistema imunológico. Com isso, o organismo combate com mais facilidade essas células.
A Anvisa diz que é preciso comprovar a eficácia e a segurança do produto, e que os prazos dos estudos devem ser respeitados. Agora, o Instituto do Câncer de São Paulo vai começar os testes em pacientes. A produção da substância será feita por uma fundação.
Primeira fase de testes
Em novembro, o ministério da Ciência, Celso Pansera, informou que a primeira fase de testes da fosfoetanolamina deve ser concluída por laboratórios parceiros do governo em sete meses. No mês passado o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) já tinha anunciado um plano de trabalho do governo para validar tecnicamente a molécula, que poderia vir a ser usada no tratamento do câncer, caso tenha sua efetividade comprovada.
Na ocasião, a pasta afirmou que R$ 10 milhões seriam destinados para as atividades ligadas à pesquisa da fosfoetanolamina em um período de 2 anos. Pansera afirmou também que o MCTI já tinha colocado à disposição dos laboratórios R$ 2 milhões para pesquisar a fosfoetanolamina e que o ministério solicitaria à USP uma amostra da molécula sintetizada pela universidade para realizar os testes.
Segundo o MCTI, depois da primeira etapa de análises, estão previstas as fases seguintes do estudo em humanos. Ainda não é possível prever em quanto tempo o grupo poderá determinar se a substância é segura e eficaz para o tratamento de câncer.
"Existem pessoas usando uma substância da qual nós não temos efetivamente nenhum estudo seguro da eficácia e segurança. O governo tem que estar olhando para isso de outra forma, temos que dar uma resposta para a situação", disse Pansera.
Para que a população possa acompanhar os andamentos dos testes, será criado um site que deve divulgar a evolução das pesquisas. Uma comissão de representantes da sociedade civil também foi criada para acompanhar a pesquisa. O Ministério da Saúde enfatizou que não recomenda que as pessoas usem a fosfoetanolamina como tratamento contra o câncer antes da conclusão dos resultados dos testes.
Fosfoetanolamina sintética foi desenvolvida por pesquisadores da USP de São Carlos (Foto: Reprodução/EPTV)Fosfoetanolamina sintética foi desenvolvida por equipe da USP de São Carlos (Foto: Reprodução/EPTV)
fonte: http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2015/12/quem-podera-participar-de-estudo-sobre-fosfoetanolamina-veja-video.html

Justiça obriga moradores a abrirem casas para agentes contra dengue


Determinação vale para Buri (SP), após moradores negarem entrada.
Em 2015, cidade teve 205 casos da doença; em 2014 não houve registro.

Do G1 Itapetininga e Região
A Justiça concedeu uma liminar obrigando moradores de Buri (SP) a permitirem a entrada de agentes de combate ao mosquito Aedes aegypti, que transmite dengue, chikungunya e zika vírus. A decisão favorável à solicitação foi dada na terça-feira (15), depois que o Ministério Público (MP) entrou com uma ação civil pública, em 30 de novembro. 
Segundo o MP, a prefeitura alegou que as equipes de combate ao mosquito não tiveram autorização de entrar em algumas residências. MP e prefeitura ressaltam que o trabalho de prevenção é essencial porque em 2015 foram registrados 205 casos de dengue, enquanto em 2014 não houve registros.
Moradores impedem entrada de agentes de vetores em casas de Buri (Foto: Reprodução/TV TEM)Moradores impedem entrada de agentes
em casas de Buri (Foto: Reprodução/TV TEM)
Entenda o caso
Para comprovar a dificuldade na realização do serviço de contenção à dengue, a reportagem da TV TEM acompanhou agentes de vetores em 12 de dezembro durante um mutirão por um dos bairros da cidade. Mesmo uniformizados com camisetas que identificavam os profissionais, alguns moradores impediam a entrada deles para a procura de focos nas moradias.
A agente Elaine Queiroz Almeida contou a reação de muitos moradores quando são atendidos. “A maioria das pessoas daqui de Buri guarda água em tonéis. Orientamos para a colocação de cloro ou algum produto alternativo, como sabão em pó e detergente”, disse na época.
De acordo com o promotor Marlon Fernandes, o combate ao mosquito Aedes aegypti é uma questão de saúde pública. Ele explica que o interesse particular não deve estar acima do que é melhor para toda a  comunidade. “Considerando que é direito e dever de todos zelar pela saúde pública, nós decidimos entrar com a ação”, comenta.

fonte; http://g1.globo.com/sao-paulo/itapetininga-regiao/noticia/2015/12/justica-obriga-moradores-abrirem-casas-para-agentes-contra-dengue.html