Academia Equilíbrio

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quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Alzheimer eleva risco de desnutrição em idosos, aponta estudo da USP


26% dos pacientes com a doença têm dificuldade para sentir sabores.
Pesquisa de Ribeirão Preto fez testes com 130 pessoas, durante 1 ano.

Do G1 Ribeirão e Franca
Aos 80 anos a aposentada Lúcia Cunha Castro foi diagnosticada com Alzheimer e desde então recebe cuidados especiais para lidar com o avanço da doença. Com o tempo, a filha da idosa, Cacilda Castro, notou a progressão de sintomas, como falta de memória, dificuldade para andar e a redução da capacidade de se alimentar.
"Ela precisa de cuidados praticamente 24 horas, porque virou um bebê grande", disse a empresária que abriu uma clínica para cuidar da mãe e ampliar os cuidados para outros idosos de Ribeirão Preto (SP). "Ela precisa de todos os cuidados, a alimentação tem que ser pastosa, ela não aceita mais salgado e só come quando está com fome, a gente percebe que ela perdeu o paladar".
A observação feita pela família de Lúcia foi constatada também por pesquisadores do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP), de Ribeirão. Segundo o estudo, 26% dos pacientes com Alzheimer têm dificuldade para sentir o sabor dos alimentos e essa perda de sensibilidade pode aumentar os riscos de desnutrição entre os idosos.
Idosos no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, SP (Foto: Reprodução/EPTV)Idosos no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, SP (Foto: Reprodução/EPTV)
Sem sabor
Durante a pesquisa foram feitos testes em 130 pessoas com e sem Alzheimer e em diferentes estágios da doença. Após um ano de estudos, os primeiros resultados mostraram que o gosto salgado foi prejudicado desde o estágio inicial e com a evolução da doença o paladar para doce e amargo também foi afetado.
"A primeira coisa que vimos é que a doença pode levar à desnutrição", disse o médico Júlio César Morigutti, que participou do estudo. Segundo os pesquisadores, sem paladar os idosos perdem a vontade de comer e outros sentidos devem ser priorizados pelas famílias dos pacientes para incentivar a ingestão de alimentos. "Uma dieta mais colorida, por exemplo", explicou.
Envenenamento e hipertensão
A perda de sensibilidade do paladar pode causar também outros problemas aos idosos com a doença, segundo a nutricionista Patrícia Contri, responsável pela pesquisa. "O não reconhecimento do gosto amargo pode aumentar o risco de envenenamento, por exemplo, porque o idoso com demência podem consumir alimentos estragados e não perceber".
Além disso, a deficiência pode agravar outras doenças como a hipertensão. "Eles têm dificuldade de discernir o salgado e isso pode fazer com que eles possam colocar mais sal na alimentação e isso pode descompensar a hipertensão arterial ou a insuficiência cardíaca, é um grande problema", disse Morigutti.
Os pesquisadores não identificaram ainda como a perda de paladar ocorre no cérebro dos pacientes com Alzheimer. As informações coletadas serão usadas pelos pesquisadores para outros levantamentos que também podem ajudar os pacientes com a doença.

fonte: http://g1.globo.com/sp/ribeirao-preto-franca/noticia/2016/01/alzheimer-eleva-risco-de-desnutricao-em-idosos-aponta-estudo-da-usp.html

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Especialistas dão dicas para evitar as dores no joelho


Teste simples ajuda a descobrir a condromalácia patelar.
Saúde do joelho foi o tema do Bem Estar desta quinta.

Do G1, em São Paulo
Por que os nossos joelhos doem? A saúde do joelho foi o tema do Bem Estar desta quinta-feira (14). O ortopedista Wilson Mello explicou porque uma lesão no joelho pode atrapalhar a vida toda. Por isso, é importante tratar. O professor de jump Jonathan Mota deu dicas para você começar a fazer as aulas.
As dores no joelho podem surgir por causa de problemas em outras partes do corpo. Quando uma pessoa tem o joelho valgo dinâmico e não fortalece os músculos, ela pode vir a ter a condromalácia patelar, que é o amolecimento da cartilagem causado pela sobrecarga. Essa sobrecarga pode causar desgaste da cartilagem.
Um teste simples pode ajudar a descobrir se você tem a condromalácia patelar: fique de pé com uma perna só e dobre o joelho. Se ele for para dentro, é sinal de condromalácia. A posição correta dos joelhos é para frente. Quando ele vai para dentro é sinal de desequilíbrio da musculatura do quadril, glúteos e coxas.
A tendinite é a degeneração dos tendões dos joelhos. As causas são sempre relacionadas com sobrecarga muito excessiva. Quando há uma sobrecarga muito grande, as fibras dos tendões se rompem e não se renovam mais.
Há quatro graus de tendinite. No grau um, a pessoa sente dores durante a atividade física; no grau dois, a dor permanece, mesmo depois do exercício; no grau três, a pessoa não consegue fazer atividade física por causa da dor; já no grau quatro ocorre a ruptura do tendão. O tratamento é o fortalecimento da musculatura. A cirurgia é indicada nos graus três e quatro.
Já os meniscos têm a função de distribuir carga entre fêmur e tíbia. A lesão pode ocorrer em duas situações: quando a pessoa sofre um trauma rotacional e machuca o menisco ou quando ocorre uma lesão degenerativa. Na maioria das vezes, o tratamento é o fortalecimento muscular e perda de peso.

fonte: http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2016/01/especialistas-dao-dicas-para-evitar-dores-no-joelho.html

Ministro da Saúde diz que vacina contra dengue é 'muito cara'


Três doses para 10 milhões de pessoas têm custo estimado em R$ 3 bi, diz.
Marcelo Castro afirma que espera resultados de testes da vacina do Butantã.

Gabriel Luiz e Lucas NaniniDo G1 DF
Ministro Marcelo Castro participa de encontro com empresários em São Paulo (Foto: Darlan Alvarenga/G1)O ministro da Saúde, Marcelo (Foto: Darlan Alvarenga/G1)
O ministro da Saúde, Marcelo Castro, afirmou neste segunda-feira (11) que a vacina contra dengue criada pela empresa francesa Sanofi Pasteur, que teve registro aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 28 de dezembro, é “muito cara” e que o país ainda estuda se vai adquirir o produto.
Segundo Castro, o Ministério da Saúde espera pelos resultados dos últimos testes da vacina criada pelo Instituto Butantã.
O ministro disse que a vacina da Sanofi precisa de três doses para que o efeito seja válido. Segundo ele, isso dificulta o acompanhamento do processo de imunização.
“A vacina da Sanofi são três doses. Então a gente encontra uma dificuldade para dar uma vacina, chamar a pessoa para vacinar de novo depois de seis meses, chamar de novo. E tem uma oscilação em relação ao sorotipos de cobertura”, diz Castro.
O ministro afirma que o custo estimado para imunizar uma população de 10 milhões de pessoas pode chegar a R$ 3 bilhões. “Uma dose dessa poderia ficar em torno de 20 euros. Então uma vacina total seria 60 euros. Bota a R$ 5 o euro, para arredondar a conta, seriam R$ 300. Imagine: 1 milhão de pessoas, seriam R$ 300 milhões; 10 milhões de pessoas, seriam: R$ 3 bilhões. E 10 milhões de pessoas não é nada. Nós temos 200 milhões de pessoas para vacinar. Então é uma vacina muito cara, que por enquanto não é essa decisão de adquirir essa vacina.”
A vacina desenvolvida pelo Butantã está na fase final de testes. Se aprovada, ela será enviada para avaliação na Anvisa. “A do Butantã seria uma dose só. Acreditamos que seria um terço do preço, pelo menos. Se nós tivéssemos um público definido, por exemplo, gestantes, aí eu acho que qualquer sacrifício valeria, mas nós não temos esse público definido.”

Luta contra o mosquito
Sobre o combate ao mosquito Aedes aegypti, o ministro mencionou três cidades como aquelas que apresentaram maior sucesso. Em São Carlos (SP), a causa é brigadas mirins têm atuado com sucesso, disse. Natal (RN) tem utilizado as olvitrampas, que são armadilhas com larvicidas.
A terceira cidade bem sucedida no combate ao mosquito é Água Branca (PI), onde os agentes identificam as casas com selos, de acordo com a presença de criadouros do mosquito.

“Os agentes de saúde foram de casa em casa. Onde não tinha criadouro do mosquito, eles botavam um selo verde. Onde tinha cridouro, botavam um selo vermelho. Em outros, um selo amarelo."

Segundo Castro, em 2015 foram apenas quatro casos de dengue registrados na cidade, que tem 17 mil habitantes. O ministro diz que há indícios de que os pacientes diagnosticados com a doença podem ter adquirido o vírus fora do município, que fica a 100 km da capital do estado, Teresina.
“Aquilo ali ficava exposto. Todo mundo passa e vê a casa, vê o selo verde, selo vermelho, selo amarelo. E todo mundo quer ter um selo verde. Aquilo foi uma mobilização muito grande de toda a sociedade. E aí todo mundo fazia o dever de casa esperando a volta do agente, para quando o agente voltasse lá, ele já estar todo cumprido para botar o selo verde.”

fonte: http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2016/01/ministro-da-saude-diz-que-vacina-contra-dengue-e-muito-cara.html

Casos suspeitos de microcefalia associada ao zika chegam a 3.530


Pernambuco tem 1.236 casos e Paraíba tem 569.
Exames confirmaram relação com zika em 4 casos de bebês malformados.

Do G1, em São Paulo
BDBR - Microcefalia (Foto: Rede Globo)Bebê com microcefalia (Foto: Rede Globo)
Desde o início do monitoramento de casos de microcefalia no Brasil, foram registrados 3.530 casos suspeitos da malformação possivelmente ligados ao zika vírus em recém-nascidos. O dado foi divulgado pelo Ministério da Saúde nesta terça-feira (12) em novo informe epidemiológico.
O boletim também traz os resultados da investigação laboratorial de quatro casos de óbitos, ocorridos no Rio Grande do Norte, com malformação congênita, que tiveram relação com o vírus zika confirmados. Esses casos estavam sendo investigados pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC), que enviou os resultados ao governo brasileiro.
Dois desses casos são abortamentos e dois recém-nascidos a termo (37 a 42 semanas de gestação) que morreram nas primeiras 24 horas de vida. As amostras foram positivas para zika no teste laboratorial.
Segundo as investigações realizadas anteriormente pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), todas as quatro gestantes apresentaram febre e exantemas (erupções na pele) durante a gestação. Esses resultados somam-se às demais evidências obtidas em 2015 e reforçam a hipótese de relação entre a infecção pelo vírus zika e a ocorrência de microcefalia e outras malformações congênitas.
No entanto, o ministério ressalta a necessidade de prosseguimento das investigações e pesquisas do número de microcefalias e outras malformações em decorrência de processos infecciosos.
Estados com zika
Segundo o ministério, até o momento, estão com circulação autóctone (ou seja, com transmissão no estado) do zika 20 unidades da federação. São eles: Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Roraima, Amazonas, Pará, Rondônia, Mato Grosso, Tocantins, Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná.
A microcefalia é uma condição rara em que o bebê nasce com o crânio do tamanho menor do que o normal. A malformação é diagnosticada quando o perímetro da cabeça é igual ou menor do que 32 cm – o esperado é que bebês nascidos após nove meses de gestação tenham pelo menos 34 cm.
A principal hipótese discutida para o aumento de casos de microcefalia está relacionada a infecções por zika vírus, que foi identificado pela primeira vez no país em abril deste ano. O vírus é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, assim como a dengue e o chikungunya.
Em novembro, o Ministério da Saúde declarou emergência em saúde pública para dar agilidade às investigações, que são realizadas de forma integrada com as secretarias estaduais e municipais de saúde.
O ministério orienta as gestantes a adotarem medidas que possam reduzir a presença de mosquitos transmissores de doença, com a eliminação de criadouros, e proteger-se da exposição de mosquitos, como manter portas e janelas fechadas ou teladas, usar calça e camisa de manga comprida, além de aplicar repelentes permitidos para gestantes.
Número de casos por estado
Os casos suspeitos divulgados nesta terça foram registrados em 724 municípios de 21 unidades da federação. Veja abaixo os estados com mais casos:
Pernambuco - 1.236 casos (35% do total registrado no país)
Paraíba - 569
Bahia - 450
Ceará - 192
Rio Grande do Norte - 181
Sergipe - 155
Alagoas - 149
Mato Grosso - 129
Rio de Janeiro - 122

fonte: http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2016/01/casos-suspeitos-de-microcefalia-associada-ao-zika-chegam-3530.html