Academia Equilíbrio

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sábado, 25 de fevereiro de 2012

Comer frutas cítricas pode diminuir risco de derrames em mulheres


Substância muito comum em laranjas pode ser útil no combate a coágulos.
Estudo no Reino Unido analisou a alimentação de 69.622 pessoas.

Do G1, em São Paulo
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laranja300 (Foto: reprodução)Frutas cítricas como a laranja podem colaborar na
redução de derrames por coágulos nos vasos
sanguíneos do cérebro. (Foto: reprodução)
Compostos presentes em frutas cítricas podem reduzir o risco de derrames em mulheres, aponta um estudo divulgado em revista da Associação Americana do Coração nesta semana. Conhecidos como flavonoides, são comuns também em vegetais, no vinho tinto e no chocolate amargo.
Os pesquisadores usaram dados colhidos de 69.622 mulheres nos últimos 14 anos noReino Unido, que relataram o que comiam a cada 4 anos. A equipe de pesquisa analisou seis tipos de flavonoides usados regularmente na dieta de norte-americanos e a relação deles com o risco de isquemias e hemorragias cerebrais.
Quando mulheres consumiam grandes quantidades de frutas cítricas, um tipo de flavonoide presente nos alimentos reduzia em até 19% o risco de derrames provocados por coágulos de sangue -- que entopem os vasos sanguíneos do cérebro.
Este tipo de flavonoide era obtido principalmente de laranja e do suco da fruta (82%). Os cientistas afirmam que a melhor forma de consumir os flavonoides benéficos é por meio das frutas, já que os sucos comerciais possuem muito açúcar.
Estudos anteriores já mostravam a relação entre as frutas cítricas na diminuição do risco de derrames isquêmicos e hemorragia intracraniana.
Na Suécia, uma pesquisa anterior tinha descoberto que o consumo de antioxidantes de frutas e vegetais também levava à redução do risco de derrames em mulheres. Trabalhos também já mostraram os benefícios de frutas como maçãs e pêras para a diminuição nos casos de acidente vascular cerebral.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Regra das oito horas de sono pode ser 'mito'


Cientistas e historiadores afirmam que padrão natural seria o do sono com interrupção durante a noite.

Da BBC
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Originalmente, sono humano era dividido, acreditam médicos (Foto: BBC)Originalmente, sono humano era dividido,
acreditam médicos (Foto: BBC)
Dados científicos e históricos sugerem que a recomendação de oito horas ininterruptas de sono por dia pode ser baseada em um mito. Segundo especialistas, o processo biológico natural prevê um sono segmentado em duas partes, mas o padrão foi aos poucos sendo alterado por transformações sócio-culturais.
No início da década de 90, o psiquiatra Thomas Wehr realizou uma experiência na qual um grupo de pessoas ficou em um ambiente escuro durante 14 horas por dia em um período de um mês.
Os voluntários precisaram de um tempo para regular o sono mas, na quarta semana, eles apresentaram um padrão de sono muito diferente: eles dormiam por quatro horas, acordavam durante uma ou duas horas e depois dormiam por mais quatro horas.
Além desta pesquisa, em 2001 o historiador Roger Ekirch, da Universidade Virginia Tech, publicou um estudo depois de 16 anos de pesquisa que revelou várias provas históricas de que o sono humano é dividido em dois períodos.
Quatro anos depois, Ekirch publicou o livro At Day's Close: Night in Times Past ('No Fim do Dia: A Noite no Passado', em tradução livre), que mostra mais de 500 referências a um padrão de sono segmentado, em diários, registros jurídicos, livros médicos e literatura, desde a Odisseia, de Homero, até um relato antropológico a respeito de tribos modernas da Nigéria.
Estas referências descrevem um primeiro período de sono que começava cerca de duas horas depois do anoitecer, seguido de um período em que a pessoa ficava acordada por uma ou duas horas e então um segundo período de sono.
'Não é apenas um número de referências, é a forma como é relatado, como se fosse de conhecimento de todos', disse Ekirch.
Atividade noturna
Na experiência de Wehr, durante o período de duas horas em que as pessoas ficavam acordadas, havia atividade. Estas pessoas se levantavam, iam ao banheiro ou fumavam e algumas até visitavam os vizinhos.
A maioria das pessoas ficava na cama, lia, escrevia ou rezava. Vários livros de orações do final do século 15 traziam preces especiais para as horas entre os períodos de sono.
Estas horas nem sempre eram solitárias, as pessoas geralmente conversavam ou tinham relações sexuais.
Um manual médico da França do século 16 até aconselhava os casais que a melhor hora para conceber um filho não era no final de um longo dia de trabalho, mas 'depois do primeiro sono'.
Ekirch descobriu em sua pesquisa que as referências ao primeiro e segundo sono começaram a desaparecer no final do século 17. Isto começou nas classes sociais superiores do norte da Europa e nos 200 anos seguintes se espalhou para o resto da sociedade ocidental.
E, por volta da década de 20, a ideia do primeiro e segundo sono já tinha desaparecido.
O pesquisador atribui esta mudança à melhoria na iluminação pública, na iluminação doméstica e a um aumento do número de cafeterias, que, em alguns casos, ficam abertas a noite inteira. A noite se transformou em um período de atividade normal e o tempo de descanso diminuiu.
Noite, crime e luz
O historiador Craig Koslofsky, tem uma explicação para como a noite mudou, em seu livro Evening's Empire ('Império da Noite', em tradução livre).
'Antes do século 17, as associações feitas com a noite não eram boas', afirmou o historiador. Segundo Koslofsky, a noite era um período ocupado por criminosos, prostitutas e bêbados.
'Mesmo os ricos, que podiam pagar pela luz das velas, tinham coisas melhores nas quais gastar o dinheiro. Não havia prestígio ou valor social associados à noite.'
Mas, tudo começou a mudar na época da Reforma e da Contra Reforma, no século 16, quando protestantes e católicos começaram a participar de cerimônias noturnas.
Esta tendência se espalhou pela esfera social, mas apenas para aqueles que tinham dinheiro para pagar por velas. Mas, com o início da iluminação pública, as atividades noturnas começaram a se espalhar por todas as classes.
Em 1667, Paris se transformou na primeira cidade do mundo a ter luzes nas ruas. Lille ganhou sua iluminação com velas no mesmo ano e Amsterdã, dois anos depois. Londres ganhou suas luzes em 1684 e, no final daquele século, mais de 50 grandes cidades da Europa contavam com iluminação noturna.
A noite virou moda e passar estas horas na cama era visto como perda de tempo.
E, segundo o pesquisador Roger Ekirch, a Revolução Industrial intensificou ainda mais este processo.
Um livro médico de 1829 pede que os pais obriguem suas crianças a não seguirem o padrão do primeiro e segundo período de sono, por exemplo.
Preferência
Nos dias de hoje a maioria das pessoas parece ter se adaptado ao padrão de oito horas ininterruptas de sono, mas Erkich acredita que muitos problemas do sono podem ter suas raízes na preferência natural do corpo humano por um período de sono dividido em períodos. E também à popularização da iluminação artificial.
E esta parece ser a raiz do problema que acomete muitas pessoas que acordam durante a noite e não conseguem voltar a dormir.
'Na maior parte da evolução nós dormimos de uma certa forma. Acordar durante a noite é parte da fisiologia normal humana', afirmou o psicólogo do sono Gregg Jacobs.
A ideia de que precisamos dormir em um único período pode ser prejudicial à saude, segundo Jacobs, caso as pessoas que acordem à noite fiquem ansiosas.
'Muitas pessoas acordam durante a noite e entram em pânico. Digo a elas que isto é apenas uma volta ao padrão de sono segmentado', disse o neurocientista especialista em relógio biológico da Universidade de Oxford Russell Foster.
Mas, a maioria dos médicos não reconhece que o sono ininterrupto de oito horas pode não ser natural.
'Mais de 30% dos problemas de saúde relatados por médicos têm origem direta no sono. Mas o sono tem sido ignorado em treinamentos médicos e existem poucos centros para o estudo do sono', afirmou Foster.

Sol, açúcar, maquiagem, estresse e poluição podem favorecer a acne


Cravos podem virar espinhas, mas o contrário não ocorre, dizem médicas.
Veja o passo a passo para fazer uma limpeza de pele diária adequada.

Do G1, em São Paulo
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Toda espinha necessariamente já foi um cravo algum dia, mas nem todo cravo será uma espinha. Por isso, além de não espremer a acne, é muito importante cuidar da saúde da pele e evitar fatores que favorecem o problema, como sol, açúcar, maquiagem, estresse e poluição.
Segundo a dermatologista Márcia Purcelie a pediatra Ana Escobar, quem tem poros abertos apresenta mais chance de ter cravos – ou “comedões” – pretos.
info Bem Estar cravos e espinhas (Foto: arte/G1)
As glândulas sebáceas produzem oleosidade que lubrifica a pele e os pelos. Elas estão por todo o corpo, menos na palma das mãos e na planta dos pés.
São ativadas na adolescência, pois precisam da ação dos hormônios androgênicos, fabricados na glândula suprarrenal, nos ovários e nos testículos.
Quando as espinhas persistem na fase adulta, é sinal de que, nesse caso, a acne é uma doença genética da pele. Esses indivíduos têm glândulas sebáceas maiores e, por isso, geram mais sebo independentemente das alterações hormonais.
Na fase pré-menstrual, também ocorre um aumento da progesterona, hormônio que estimula a glândula sebácea. Isso faz com que a produção de sebo aumente e a pele fique com mais acne.
Pessoas com muitos cravos devem procurar um especialista para tratá-los. A limpeza de pele melhora a estética, mas não garante a cura do problema.
De acordo com a dermatologista, a diferença básica entre os sabonetes de rosto e de corpo é que os primeiros contêm substâncias que controlam a oleosidade. Já os para o corpo não controlam o sebo.
As médicas explicaram, ainda, as diferenças entre acne e foliculite e como higienizar bem o rosto. A água deve ser fria, e a lavagem não deve passar de duas vezes por dia, para não aumentar as chances do "efeito rebote", ou seja, quando o problema passa momentaneamente, mas depois ressurge pior.
Márcia também disse que, para as mulheres que têm acne e gostam de usar maquiagem, é preciso aplicar produtos sem óleo. Da mesma forma, sabonetes, hidratante e filtros solares devem ser adequados para peles oleosas.