Academia Equilíbrio

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quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Saúde e indústria de alimentos fazem novo acordo para reduzir sódio



Elemento presente no sal é um dos responsáveis pela pressão alta.
Temperos, caldos, cereais matinais e margarinas serão alterados.

Do G1, em São Paulo
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ProdutoTeor máximo atualMeta 2013Meta 2015
Caldo líquido ou em gel997 mg de sódio / 250 mL do produto pronto para consumo928 mg de sódio / 250 mL do produto pronto para consumo865 mg de sódio / 250 mL do produto pronto para consumo
Caldo em pó ou em cubo1.247 mg de sódio / 250 mL do produto pronto para consumo1.100 mg de sódio / 250 mL do produto pronto para consumo1.025 mg de sódio / 250 mL do produto pronto para  consumo
Tempero em pasta40.700 mg de sódio / 100 g do produto37.901 mg de sódio / 100 g do produto33.134 mg de sódio / 100 g do produto
Tempero para arroz33.800 mg de sódio / 100 g do produto32.927 mg de sódio / 100 g do produto32.076 mg de sódio / 100 g do produto
Demais temperos25.960 mg de sódio / 100 g do produto23.775 mg de sódio / 100 g do produto21.775 mg de sódio / 100 g do produto
Margarina vegetal1.660 mg de sódio / 100 g do produto1.089 mg de sódio / 100 g do produto715 mg de sódio / 100 g do produto
Cereais matinais677 mg de sódio / 100 g do produto579 mg de sódio / 100 g do produto418 mg de sódio / 100 g do produto
O Ministério da Saúde e a Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação (Abia) assinaram nesta terça-feira (28) um acordo para reduzir o sódio nos alimentos industrializados no Brasil.
O documento estabelece que temperos, caldos, cereais matinais e margarinas devem ter menor quantidade do elemento. A redução será feita aos poucos, até chegar à meta em 2015
O sódio faz aumentar a pressão do sangue, e a hipertensão arterial é um problema de saúde crescente no Brasil. Dados recentes do Ministério da Saúde estimam que 22,7% dos adultos brasileiros sofram com o problema, que aumenta o risco de infartos e acidentes vasculares cerebrais (AVCs).
O sal é a principal fonte de sódio da nossa alimentação, mas ele não se encontra apenas nos alimentos salgados. Na indústria alimentícia, é usado muitas vezes como um conservante, e aparece até mesmo em bolos e biscoitos doces.
Essa é a terceira etapa do acordo entre o Ministério e a Abia pela redução do sódio nos alimentos. Anteriormente, macarrões instantâneos, bisnagas, pão de forma, pão francês, mistura para bolos, salgadinhos de milho, batatas fritas, biscoitos e maionese já tinham perdido quantidades relevantes de sódio. A previsão do governo é retirar mais de 20 mil toneladas do elemento nas prateleiras do país com esses três acordos até o ano de 2020.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) estabelece o limite diário de consumo de sódio em 2 gramas – o que corresponde a 5 gramas de sal. No entanto, uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que os brasileiros consomem, em média, 12 gramas de sal por dia.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Usar roupa apertada aumenta o risco de infecções nas regiões íntimas



Genitais precisam respirar e, para isso, a região tem que estar arejada.
Dormir sem calcinha também pode ajudar a prevenir infecções.

Do G1, em São Paulo
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A vagina é uma região muito limpa, mas diversos fatores podem causar desequilíbrio nessa região, como mostraram o ginecologista José Bento e o infectologista Caio Rosenthal no Bem Estar desta segunda-feira (27).
O excesso de higiene e o uso de roupas muito apertadas podem favorecer o surgimento de infecções nos genitais.
Dormir sem calcinha ajuda a prevenir esses problemas porque deixa a região íntima arejada. Para evitar que a temperatura nessa região aumente, é preciso evitar também roupas apertadas, quentes e com tecidos sintéticos, que dificultam a transpiração e favorecem a proliferação inadequada de microorganismos, especialmente do fungo Candida.
Arte cuidados íntimos Bem Estar (Foto: Arte/G1)
Além da infecção causada por esse fungo, há outras duas que são as mais comuns, causadas por diferentes bactérias, como a Gardnerella e pelo protozoário Trichonomas, como mostrou o infectologista Caio Rosenthal.
Todas essas infecções causam corrimento na mulher, mas a cor da secreção pode dar uma dica de qual é a infecção.
O fungo Candida, por exemplo, tem o corrimento esbranquiçado e pode causar coceira. Já o Trichomonas causa corrimento amarelado, com ardor e vermelhidão na mucosa vaginal, e a Gardnerella dá corrimento acinzentado, com um odor desagradável.
No caso do fungo Candida, ele é responsável por 20 a 25% dos corrimentos genitais infecciosos e pode ser encontrado em diversas partes do corpo. Em situações de estresse, doença, excesso de calor e umidade, esse fungo pode se proliferar além do normal, o que provoca coceira, desconforto e o corrimento.
É importante alertar que mesmo mulheres virgens também podem ter essa infecção, o que não é o caso da infecção por Trichonomas ou Gardnerella, que são doenças sexualmente transmissíveis.
Um dos sintomas dessas infecções são também os gânglios, que aparecem principalmente na virilha, na axila e no pescoço.
Eles têm o tamanho de um grão de feijão e incham quando há uma infecção. Esse inchaço é um alerta de que algo está atacando o organismo, segundo o infectologista Caio Rosenthal.
Higiene
Cuidar das regiões íntimas é importante, mas o excesso pode ser um problema.
Lavar com água e sabão muitas vezes ao dia pode causar um desequilíbrio na quantidade de microorganismos e favorecer a invasão de outros mais oportunistas. A recomendação é que essa região seja higienizada apenas uma vez ao dia.
Para as mulheres, o uso do absorvente também deve ser administrado da maneira adequada. A eficiência e a segurança desses produtos depende do período em que ele é utilizado - os médicos recomendam trocá-lo em, no máximo, até 4 horas.
Há dois tipos, os externos e os internos, que podem ser escolhidos de acordo com a situação.
A cobertura de algodão dos absorventes externos é mais suave para a pele, mas os internos permitem que a mulher faça movimentos mais amplos.
Algumas mulheres reclamam de dor ao usar o absorvente interno, mas isso é sinal de má colocação.
Ele é colocado em uma região sem nervos, o colo do útero, e por isso não causa dor. Além disso, como ele absorve o fluxo antes de sair do corpo, evita também odores e manchas.

Cientistas australianos transformam sinais nervosos em música



Instrumentos gravam sons de nervos, coração, pressão, respiração e suor.
Canções 'emocionais' podem servir para aliviar doenças como autismo.

Da AFP
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Cérebro (Foto: University of Western Sydney/Divulgação)Atividade cerebral pode servir para cientistas e artistas
criarem música (Foto: University of Western Sydney)
Cientistas australianos procuraram "ouvir" o sistema nervoso e as emoções humanas na tentativa de transformar esse vaivém elétrico em uma espécie de coro.
Os instrumentos da Faculdade de Medicina da Universidade do Oeste de Sydney gravam sons gerados por nervos, coração, pressão arterial, respiração e suor.
O objetivo é que essa "música", parecida com sinos e relógios, um dia sirva para aliviar doenças afetivas e neurológicas, como o autismo.
Ao final dos trabalhos, haverá material suficientemente rico e complexo para compor uma "sinfonia nervosa" executada eletronicamente. A primeira exibição está prevista para 2013 em Montreal, no Canadá.
Para isso, o neurofisiologista Vaughan Macefield pôs um cabo elétrico na perna do voluntário Ben Schultz, um ator de 27 anos. No outro extremo do cabo, um microfone gravou a atividade acústica do nervo por meio de um pequeno alto-falante instalado em um canto da sala.
"Esse é o som que captamos do nervo, a transcrição do que acontece eletricamente", diz a cantora canadense Erin Gee, que trabalha na experiência.
Macefield esquadrinhou as telas onde se formaram curiosos algoritmos toda vez que Ben Schultz esboçou alguma reação ao observar imagens violentas ou eróticas, por exemplo. O cérebro dele emitiu sinais, que foram interceptados pelo cientista e transformados em música.
Essas pesquisas entram no campo da "informática afetiva", que trata de máquinas capazes de detectar, compreender e responder às emoções humanas, destaca o professor. "Pode ser que, ao ampliar as próprias emoções, as pessoas as leiam melhor", afirma.
Todas essas gravações são guardadas em um computador, como se faz na mesa de edição de um estúdio. Programas desenvolvidos especialmente para a pesquisa transformam as diferentes vozes em um coro.
"Não se pode ler o pensamento de Ben e dizer porque ele sente emoções, mas agora existem meios tecnológicos capazes de demonstrar que ele realmente tem sentimentos e medir a intensidade deles", explica Erin Gee. "Posso, inclusive, colocar essas emoções em uma garrafa e conservá-las", assegura.

Fumar maconha na adolescência diminui QI na vida adulta, diz estudo



Danos à memória e à atenção são maiores quanto mais jovem for o usuário.
Pesquisa acompanhou mais de mil pessoas por 35 anos na Nova Zelândia.

Do G1, em São Paulo
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Adolescentes que fumam maconha podem se tornar adultos menos inteligentes, segundo um novo estudo feito em conjunto por pesquisadores britânicos e neozelandeses.
Os resultados, publicados na revista científica americana "Proceedings of the National Academy of Sciences" (PNAS), apontam que o quoeficiente de inteligência, o famoso QI, sofre uma redução pelo uso contínuo da planta da espécie Cannabis sativa.
Foram avaliadas 1.037 pessoas (52% homens) nascidas entre 1972 e 1973 na cidade neozelandesa de Dunedin. A maioria foi acompanhada dos 3 aos 38 anos de idade.
De acordo com os autores da Universidade de Otago, na Nova Zelândia, da Universidade Duke e do King’s College de Londres, ambos no Reino Unido, o prejuízo psicológico e cognitivo – ligado a áreas como atenção, raciocínio e memória – é maior entre os usuários mais jovens.
De acordo com estudo da Unifesp, 8 milhões de brasileiros disseram já ter experimentado a droga alguma vez na vida. (Foto: David McNew/Getty Images/AFP)Segundo um estudo conduzido pela Unifesp e divulgado no início do mês, 8 milhões de adultos brasileiros admitem já terem experimentado maconha alguma vez na vida (Foto: David McNew/Getty Images/AFP)
Os pré-adolescentes também tendiam a se tornar usuários persistentes anos mais tarde. Segundo os cientistas, liderados pela pesquisadora Madeline Meier, os efeitos tóxicos da maconha sobre o cérebro continuaram se manifestando no dia a dia mesmo depois da interrupção do uso, de os indivíduos passarem por anos de educação formal e de evitarem outras drogas – incluindo as lícitas, como o álcool.
Os problemas cognitivos foram relatados também por pessoas que conheciam bem os voluntários. De acordo com os autores, como a interrupção ou a diminuição do consumo deCannabis não foi capaz de restaurar completamente o funcionamento cerebral, isso pode estar ligado ao fato de a adolescência ser uma fase de grande desenvolvimento do órgão.
Os pesquisadores concluem, então, que deve haver um esforço conjunto para retardar o início do uso da maconha, na tentativa de minimizar seus danos à inteligência.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Estudo brasileiro sugere tratamento para infertilidade causada por estresse



Tratamento seria feito bloqueando hormônio produzido pelo estresse.
Problema crônico pode fazer com que mulheres deixem de ovular.

Tadeu MeniconiDo G1, em São Paulo
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Um estudo feito no Brasil dá indícios de como medicamentos podem reverter a infertilidade feminina causada pelo estresse. O potencial tratamento, testado em ratos de laboratório, age sobre um hormônio relacionado ao estresse.
O chamado estresse crônico, aquele que acontece por um longo período, pode fazer com que a mulher deixe de ovular. É uma forma que a natureza encontrou de reduzir a fertilidade nessas situações, para evitar que a fêmea fique grávida em um ambiente hostil – os animais sofrem estresse quando têm poucas fontes de alimento, por exemplo.
Entre os humanos modernos, o estresse tem outras origens, como problemas no trabalho, mas a infertilidade segue como uma consequência indesejada. A pesquisa desenvolvida na Universidade de São Paulo (USP) de Ribeirão Preto surge como uma esperança de tratamento para esses casos.
Estresse agudo
Apesar de buscar uma maneira de reverter a infertilidade causada pelo estresse crônico, o estudo trabalhou também com outro tipo de estresse – o agudo. É o que acontece quando a mulher passa por uma situação de grande tensão.
Embora ainda não haja um consenso entre os cientistas, há evidências de que esse tipo de estresse acelera o processo de ovulação. Nessas situações, o corpo libera uma quantidade muito grande de um hormônio chamado CRH (sigla em inglês para "hormônio liberador de corticotrofina").
A carga excessiva do CRH afeta a ação de vários outros hormônios do corpo, incluindo os sexuais. Isso faz com que a ovulação ocorra um ou dois dias antes do normal. Ou seja, o estresse agudo até aumenta – temporariamente – a fertilidade da mulher.
Na experiência com as ratas, os pesquisadores da USP mostraram que a ovulação é antecipada quando já está relativamente próxima. Se a fêmea já tiver ovulado naquele ciclo menstrual, não muda nada.
Isso explica porque a chance de fecundação é até maior em caso de um estupro, por exemplo, ao contrário do que afirmou o congressista americano Todd Akin, em um debate sobre aborto no início da semana. Dias depois de dizer que “se for um verdadeiro estupro, o corpo da mulher tenta por todos os meios bloquear isso”, Akin pediu desculpas pela frase.
“Não adianta, mesmo a mulher não querendo, o corpo libera o óvulo”, esclareceu Guillermo Traslaviña, pesquisador colombiano que é um dos autores do estudo da USP.
A pesquisa
Traslaviña usou um medicamento chamado Antalarmin, “muito útil para doenças em que o sistema de estresse é muito ativo”. Esse medicamento bloqueia receptores do CRH, o que neutraliza a ação desse hormônio.
As ratas foram colocadas na mesma situação de estresse agudo que as tinha feito ovular. Porém, quando tomaram esse remédio, isso não aconteceu.
“Psicologicamente, ela [a rata] continua tendo um estresse grande”, explicou o pesquisador. No entanto, o tratamento fez com que o estresse não tivesse influência sobre a fertilidade das fêmeas.
O ponto agora é tentar fazer modelos novos com estresse crônico, que é uma coisa mais aplicada, para ver se faz o mesmo efeito"
Guillermo Traslaviña, autor do estudo
Pensando em seres humanos, não seria muito útil ter um tratamento para evitar a ovulação do estresse agudo, até porque esse tipo de situação é imprevisível. Mesmo em um caso de estupro, a pílula do dia seguinte seria bem mais indicada.
Por isso, a ideia dos pesquisadores é adaptar a descoberta para o outro tipo de estresse.
“O ponto agora é tentar fazer modelos novos com estresse crônico, que é uma coisa mais aplicada, para ver se faz o mesmo efeito”, afirmou o autor. O CRH também está ligado ao estresse crônico.
Os resultados da pesquisa foram apresentados na 27ª Reunião Anual das Sociedades de Biologia Experimental (Fesbe), em Águas de Lindoia, no interior de São Paulo, e publicados pela revista especializada “Endocrinology”.

Descoberto composto que pode melhorar vacinas contra gripe e HIV



Substância chamada polietilenoimina teve sucesso em camundongos.
Próximo passo é testar em furões, modelo animal ideal para vacinas.

Do G1, em São Paulo
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Cientistas britânicos descobriram um composto químico que promete melhorar o desempenho de vacinas que ainda não funcionam, como a contra a Aids e a contra o herpes. A substância poderia também tornar a vacina contra a gripe mais eficaz.
Grosso modo, toda vacina é formada por uma forma morta ou atenuada do agente causador da doença – um vírus, por exemplo. O objetivo é apresentar esse vírus para o sistema imune, responsável pela defesa do corpo. Assim, se uma forma mais potente desse vírus entra no organismo, os anticorpos já sabem o caminho para derrotá-lo.
Só que nem sempre só a forma morta ou atenuada do vírus é suficiente para estimular o sistema imune. Nesses casos, a vacina precisa de algo mais, alguma substância que ajude a fazer essa interação. Essa substância é chamada de adjuvante.
O adjuvante mais comum nas vacinas tradicionais é um composto chamado alume. No entanto, ele não funciona contra algumas – como é o caso do herpes, da Aids e da gripe.
“Existe a necessidade de desenvolver novos adjuvantes para obter a resposta imune mais apropriada das vacinas”, explicou Quentin Sattentau, da Universidade de Oxford, um dos autores do estudo publicado pela revista científica “Nature Biotechnology”.
O que essa pesquisa apresenta é um adjuvante promissor, uma substância chamada polietilenoimina (PEI). Ela foi usada para imunizar camundongos contra a gripe, com uma única dose – a vacina contra a gripe disponível hoje no mercado precisa ser aplicada novamente a cada ano.
“Obter proteção completa contra a gripe com só uma imunização é inédito, mesmo em um estudo com camundongos”, afirmou Sattentau. O melhor modelo animal para testar vacinas é o furão, e esse é o próximo passo da linha de pesquisa.
“Isso nos dá confiança de que a PEI tenha o potencial para se tornar um adjuvante potente contra vírus como o da gripe ou o HIV, embora haja muitos passos pela frente antes do uso em humanos”, completou o cientista.