Academia Equilíbrio

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sexta-feira, 26 de abril de 2013

Médicos suspendem atendimento em planos de saúde em vários estados



Paralisação acontece só nesta quinta (25) e não afeta emergência.
Ato é protesto por melhores honorários nos planos de saúde.

Do G1, em São Paulo
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Em São Paulo, médicos soltaram balões pretos em protesto (Foto: Guilherme Tosetto/G1)Em São Paulo, médicos soltaram balões pretos
em protesto contra planos de saúde
(Foto: Guilherme Tosetto/G1)
Médicos de pelo menos oito estados e do Distrito Federal vão suspender o atendimento a pacientes de planos de saúde nesta quinta-feira (25) em protesto contra as operadoras. O Conselho Federal de Medicina (CFM) informou que as consultas que já estiverem agendadas serão remarcadas e os atendimentos de urgência e emergência nos prontos-socorros não serão afetados.
Nesta quarta, representantes dos médicos entregaram uma pauta com reivindicações à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), órgão que regula os planos de saúde no país.
O protesto dos médicos contra os planos de saúde acontece pelo terceiro ano consecutivo. Entre as reclamações, a categoria pede honorários médicos “dignos”, com reajustes que, segundo nota do CFM, são previstos por contrato.
Os médicos reclamam também do que eles chamam de “interferência no trabalho médico, no momento do diagnostico e da prescrição”. Os planos de saúde, muitas vezes, não cobrem exames ou tratamentos recomendados pelos médicos, o que afeta a qualidade do serviço prestado.
Alagoas, Bahia, Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, Piauí, Rondônia, São Paulo e Sergipe terão a suspensão dos atendimentos. Nos demais estados, a manifestação dos médicos será feita de outras maneiras – as entidades médicas do Acre, de Mato Grosso do Sul e de Santa Catarina ainda não tinham avisado ao CFM que medidas tomariam até as 8h30 desta quinta.
Bahia
Cerca de 12 mil médicos baianos aderiram à mobilização nacional. Somente os casos de urgência e emergência estão sendo tratados. De acordo com o Conselho Regional de Medicina, a categoria se reúne às 14h para discutir a relação com as operadoras. Na Bahia, a paralisação afeta cerca de 1 milhão e 500 mil usuários, o que corresponde a 11,1% da população.
Distrito Federal
Médicos da rede privada suspenderam o atendimento. Eles pleiteiam um reajuste de 100%, sem repasse aos usuários dos planos. Nem as associações de médicos, nem a entidade que representa as empresas de planos de sáude fizeram estimativa de adesão dos profissionais ao protesto.
Goiás
Em Goiás, o protesto deve deixar cerca de 850 mil usuários sem atendimento. O comitê de médicos que organiza o movimento no estado aprovou a suspensão do atendimento a clientes dos planos de saúde que pagam menos de R$ 60 por consulta, descumpriram acordos firmados ou que não negociaram com os representantes da classe.
Piauí
Mais de 300 mil clientes devem ser prejudicados com a suspensão do atendimento no estado. De acordo com o Sindicato dos Médicos do Piauí, os profissionais do estado vão se reunir na sede da entidade, em Teresina, para discutir sobre o problema.
Rio Grande do Sul
No estado, foi apresentado um balanço das negociações com as empresas do setor. Segundo o Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), dos 12 planos privados que atuam no estado, 10 já têm proposta de reajuste. Como o processo está em andamento, a categoriadecidiu não suspender atendimentos.
Rondônia
Médicos de Rondônia mantiveram os atendimentos normais aos pacientes de planos de saúde O Sindicato Médico (Simero) informou que os profissionais do estado optaram pela instalação de câmaras técnicas de acordo com cada especialidade para negociar junto aos planos de saúde. Desta forma, cada especialidade poderá negociar suas reivindicações de forma mais específica com cada operadora de plano de saúde, de acordo com as suas necessidades.
São Paulo
Em São Paulo, dentistas e fisioterapeutas também aderiram ao protesto dos médicos esuspenderam os atendimentos. Desde as 7h, as categorias faziam panfletagem na Avenida Paulista para explicar os motivos da paralisação. Às 10h, os profissionais de saúde vão se encontrar em frente ao prédio da Gazeta. Durante o ato, 10 mil balões pretos serão soltos.
O Conselho Federal de Odontologia afirmou que não há uma manifestação prevista pelos dentistas em nível nacional. Já o Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional não soube informar se haveria uma mobilização nacional da categoria.

EUA suspendem testes de vacina experimental contra HIV



Interrupção ocorreu após comitê avaliar que vacina não impede infecção.
Estudo suspenso envolveu 2.504 voluntários de 19 cidades dos EUA.

Do G1, em São Paulo
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Concepção artística do vírus HIV (Foto: Divulgação/NIH)Concepção artística do HIV, vírus causador
da Aids (Foto: Divulgação/NIH)
O Instituto Nacional de Saúde dos EUA (NIH, na sigla em inglês) suspendeu um estudo que testava uma vacina experimental contra o HIV, informou a agência de notícias Reuters nesta quinta-feira (25).
A interrupção ocorreu após um comitê de revisão independente avaliar que a vacina não impede a infecção pelo vírus nem reduz a presença do vírus no sangue.
O teste, que foi iniciado em 2009, é o mais recente de uma série de pesquisas com resultados negativos. Chamado HVTN 505, o estudo envolveu 2.504 voluntários em 19 cidades dos EUA. A pesquisa avaliava homens que fazem sexo com homens e transexuais que fazem sexo com homens.
O comitê de revisão recomendou que nenhuma outra vacina seja aplicada. O Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas dos EUA, que patrocinou o estudo, disse que vai continuar a acompanhar os participantes do estudo para avaliar melhor os dados experimentais.
Até o momento, não há vacinas aprovadas para prevenir a infecção pelo vírus da imunodeficiência humana, ou HIV, o vírus que causa a Aids.

Saiba o que fazer ao longo da vida para chegar aos 100 anos com saúde



Médicos alertam que nunca é tarde para mudar hábitos e ter vida saudável.
Boa alimentação, exercício físico e consultas com o médico são essenciais.

Do G1, em São Paulo
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Ter um estilo de vida saudável é importante em qualquer idade. No Bem Estar desta quinta-feira (25), a pediatraAna Escobar e o geriatra Ronaldo Piovezan alertaram, no entanto, que quanto antes a pessoa adotar novos hábitos, mais benefícios ela terá ao longo da vida, o que poderá ajudá-la a chegar aos 100 anos de idade bem e com saúde.
Para começar a vida do jeito correto, a dica principal é manter atualizada a caderneta de vacinação dos bebês e crianças. Esse alerta é importante porque muitas pessoas esquecem-se de se vacinar conforme vão ficando adultas, o que pode trazer riscos à saúde. Por isso, é recomendável guardar bem a caderneta e prestar atenção nas campanhas de vacinação.
Ao completar dez anos de idade, a criança já pode fazer os primeiros exames de rotina porque nessa idade já é possível identificar fatores de risco de certas doenças.
Por isso, levá-la ao médico nessa época é importante para ter um primeiro registro dos seus índices de saúde, o que a acompanhará pelo resto da vida. De acordo com a pediatra Ana Escobar, é ideal que a criança faça exames para medir o colesterol, triglicérides, glicemia e também um hemograma.
Arte DST Bem Estar (Foto: Arte/G1)
Aos 20 anos de idade, já começam as preocupações com a vida sexual e, nessa época, a informação é a dica mais importante.
Os médicos defendem que a camisinha deve ser a companheira e estar sempre na bolsa das mulheres e na carteira dos homens, pronta para ser usada em qualquer situação.
Dessa maneira, o jovem se protege de uma gravidez inesperada e também de doenças sexualmente transmissíveis, que podem trazer sérias conseqüências para a saúde.
Com o tempo, a pessoa começa a adquirir prioridades diferentes na vida, como família e trabalho, e geralmente acaba deixando de lado a própria vida.
Por isso, aos 30 anos, a dica é não desistir da atividade física, que pode ser uma grande aliada para enfrentar a terceira década de vida com saúde. Para não abandonar, é importante descobrir algum esporte ou exercício que dê prazer e consiga funcionar como uma motivação para o dia a dia.
Quando chegam os 40 anos, aumentam os riscos de doenças, especialmente as cardiovasculares. Por isso, é importante conhecer a história da família para saber se não há fatores genéticos que podem elevar as chances de complicações – essa informação pode ajudar no diagnóstico precoce de doenças, como hipertensão, obesidade, diabetes e até mesmo câncer.
Em relação à alimentação, é importante que ela seja equilibrada e saudável ao longo de toda a vida; porém, aos 50 anos, os cuidados devem ser ainda maiores. A dica é incluir na dieta peixes, que são boas fontes de cálcio, ferro e vitamina B 12; castanhas, que ajudam a controlar o colesterol; e suco de uva, que têm ‘resveratrol’, substância que pode garantir maior longevidade.
Já aos 60 anos, os cuidados com a vacinação devem ser retomados. A vacina pneumocócica, contra pneumonia, deve ser tomada nessa idade, como alertou o geriatra Ronaldo Piovezan.
O médico lembrou também que, a partir dessa idade e por volta dos 70 anos, é importante investir nos exercícios com peso, mesmo que a pessoa nunca os tenha feito. Isso ajuda a fortalecer a musculatura, que pode funcionar como uma poderosa proteção para os ossos e também contra quedas.
Depois dos 80 anos, começam as preocupações com a saúde mental e o cérebro. Nesse caso, a dica é estimular sempre a memória e aprender algo novo, atitudes que podem ser importantes na prevenção do Mal de Alzheimer, por exemplo. Por isso, é essencial manter a mente ativa e estimular o cérebro com cada vez mais novas informações.
Quando chegam os 90 anos, a dica é se expor ao sol todos os dias, que é uma boa fonte de vitamina D, importante para manter os ossos saudáveis. Dessa maneira, com ossos fortes e resistentes, o idoso consegue se proteger conta quedas e acidentes mais graves. Veja mais informações no infográfico abaixo.
Por fim, os médicos deram uma dica que vale desde a infância até a terceira idade: cultivar as amizades. Ter amigos e boas companhias para passar os dias é sempre uma medida positiva que pode fazer muito bem à saúde em todos os momentos da vida e trazer muito bem-estar às crianças e principalmente os idosos.


Arte Bem Estar Vitamina D (Foto: Arte/G1)
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Farmacêutica trabalha para criar vacina contra o vírus da gripe H7N9



Grupo Novartis anunciou que deve desenvolver produto em até 8 semanas.
China confirmou 108 casos de contaminação e 23 mortes por gripe aviária.

Do G1, em São Paulo
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O grupo farmacêutico suíço Novartis trabalha no desenvolvimento de uma vacina contra o vírus H7N9 da gripe aviária, declarou o diretor-geral do grupo, Joe Jimenez, em entrevista publicada nesta quinta-feira (25) no jornal "Tages Anzeiger" e citada pela agência de notícias France Presse.
"A necessidade de uma vacina continua sendo teórica no momento, não há confirmação da transmissão do vírus do animal para o homem", ressaltou Jimenez.
A Novartis procedeu à análise dos códigos genéticos do vírus, publicado pelos chineses, e o grupo poderá desenvolver dentro de 6 ou 8 semanas uma vacina para proceder aos primeiros testes clínicos, acrescentou Jimenez.
Segundo um membro da equipe da Organização Mundial da Saúde (OMS) na China, o vírus H7N9 é um dos vírus de gripe mais mortíferos.
De acordo com a agência de notícias estatal Xinhua, 108 pessoas já foram infectadas pelo vírus. Desses casos, 23 morreram por complicações.
Doença veio das aves, diz estudo
Ainda nesta quinta, um estudo publicado na revista médica britânica "The Lancet" confirmou que o vírus H7N9 realmente se origina em aves e não há nenhuma evidência da transmissão do vírus entre humanos.

"Cientistas na China confirmaram pela primeira vez que o vírus da gripe A H7N9 foi transmitido por aves, especialmente frangos em um mercado de aves, para o homem", indicou em um comunicado o periódico científico.
Depois de uma análise genética do vírus H7N9 encontrado em pessoas doentes e em comparação com o vírus encontrado em uma galinha retirada de um mercado de aves, "os pesquisadores concluíram que as semelhanças entre os vírus isolados sugerem uma transmissão esporádica das aves para pessoas", de acordo com a revista.
A vigilância médica das pessoas que estiveram em contato com pessoas infectadas com o vírus não indicou nada. Ausência de sintomas foi observada nestas pessoas, 14 dias após o início do monitoramento, "sugerindo que o vírus não é atualmente capaz de se transmitir entre seres humanos", indica a revista.
Um dos autores do estudo, o professor Kwok-Yung Yuen, da Universidade de Hong Kong, disse em um comunicado: "No geral, as evidências em termos de epidemiologia e virologia sugerem que a transmissão ocorre apenas de aves para os seres humanos e o controle (da epidemia entre os homens) dependerá do controle da epidemia em aves".

O vírus H7N9 foi considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como um dos vírus mais letais da gripe. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (24) por um membro da entidade que foi à China para investigar a doença, identificada pela primeira vez em um ser humano há algumas semanas.
Usando máscara, mulher passa por cartaz com orientações contra a transmissão do vírus H7N9, em Pequim (Foto: Wang Zhao/AFP)Usando máscara, mulher passa por cartaz com orientações contra a transmissão do vírus H7N9, em Pequim (Foto: Wang Zhao/AFP)

fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2013/04/farmaceutica-trabalha-para-criar-vacina-contra-o-virus-da-gripe-h7n9.html

Pesquisa diz que um refrigerante por dia aumenta risco de diabetes



Quem toma pelo menos uma lata por dia da bebida adocicada teria 20% mais chances de desenvolver a doença.

Da BBC
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Especialistas recomendam tirar os refrigerantes da dieta. (Foto: BBC)Especialistas recomendam tirar os refrigerantes da
dieta. (Foto: BBC)
Beber uma ou mais latas de refrigerantes por dia aumenta o risco de diabetes na vida adulta, de acordo com um estudo europeu publicado na revista britânica Diabetologia. A pesquisa parece confirmar estudos americanos sobre o mesmo tema.
De acordo com seus coordenadores, do Imperial College London, quem bebe uma lata por dia de refrigerante sem ser diet tem um risco de desenvolver diabetes 20% maior do que quem consome uma lata ou menos por mês. "E para cada lata de refrigerante que um indivíduo bebe por dia, o risco de diabetes aumenta mais", disse à BBC a pesquisadora Dora Romaguera, do Imperial College London.
A pesquisa foi realizada a partir de dados coletados no Reino Unido, Alemanha, Dinamarca, Itália, Espanha, Suécia, França e Holanda. Nela, cerca de 350.000 pessoas foram questionadas sobre sua dieta.
"Dado o aumento do consumo dessas bebidas na Europa, concluímos que é preciso dar à população informações claras sobre os seus efeitos sobre a saúde", conclui a pesquisa, que indica que o consumo de suco de frutas não tem o mesmo efeito o de refrigerante com açúcar.
Calorias
Matthew Hobbs, diretor de pesquisas da organização Diabetes UK, ressalta que a ligação entre refrigerantes e diabetes tipo 2 é observada mesmo quando o índice de massa corporal é levado em conta. Ou seja, o risco de desenvolver diabetes é maior mesmo em pessoas magras que consomem uma lata diária de refrigerante.
Segundo Hobbs, isso sugere que esse risco não estaria ligado ao fato de que quem consome a bebida estar ingerindo muitas calorias, embora mais estudos sejam necessários para comprovar isso.
"De qualquer forma, recomendamos um limite no consumo de alimentos e bebidas açucarados porque, por serem ricos em calorias, eles podem levar a um ganho de peso. E sabemos que a manutenção de um peso saudável é muito importante para se evitar a diabetes tipo 2", diz Hobbs.
Patrick Wolfe, da University College London, enfatiza que os refrigerantes açucarados são apenas um entre muitos outros fatores de risco para a diabetes tipo 2. "Mas já que esse é um risco que podemos facilmente eliminar - trocando os refrigerantes com açúcar por refrigerantes diet ou, melhor ainda, cortando os refrigerantes de nossa dieta, faz sentido fazer isso", opina.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Pacientes podem ser ressuscitados horas após morte, diz médico



Resfriamento do cérebro 'é chave' para evitar decomposição do órgão, que pode voltar à vida até cinco horas após um ataque cardíaco.

Da BBC
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Carol Brothers com o marido e a filha (Foto: BBC)Carol Brothers com o marido e a filha (Foto: BBC)
Um médico defende que uma pessoa pode ser ressuscitada várias horas depois de seu coração parar de bater. Será que isto pode mudar a forma como encaramos a morte?
Carol Brothers não consegue se lembrar da hora em que "morreu", há três meses.
"Eu sei que era uma sexta-feira, na hora do almoço, porque a gente tinha acabado de voltar do supermercado", conta a britânica de 63 anos. "Mas não me lembro de ter saído do carro".
Já seu marido David tem memórias muito mais claras daquele dia. Ele abriu a porta de casa e viu a mulher caída no chão, ofegante e pálida.
Carol acabara de sofrer uma parada cardíaca. Por sorte, um vizinho conhecia os procedimentos básicos de ressuscitação cardiopulmonar (RCP) e rapidamente começou a pressionar seu tórax repetidas vezes na tentativa de reanimá-la.
Os paramédicos chegaram logo em seguida e, em algum momento entre 30 e 45 minutos depois do ataque cardíaco, o coração de Carol voltou a bater.
"Apesar de 45 minutos ser um tempo enorme que levaria muitas pessoas a acreditarem que ela estaria morta, hoje sabemos que há pessoas que voltaram a vida três, quatro, cinco horas após morrerem e depois disso tiveram vidas normais", diz o médico Sam Parnia, diretor de pesquisa sobre ressuscitação na Stony Brook University, em Nova York.
Muitas pessoas consideram uma parada cardíaca como sinônimo de morte, diz ele. Mas muitas vezes não é o fim.
O efeito de Lázaro
Parnia é autor do livro Lazarus Effect ("O Efeito de Lázaro", em tradução livre, uma alusão à passagem bíblica que relata que Jesus ressuscitou Lázaro quarto dias após sua morte). Ele explica que, depois que o cérebro para de receber oxigênio por meio da circulação sanguínea, não morre imediatamente, mas entra em estado de hibernação, uma forma de se defender do processo de decomposição.
E o "acordar" desse estágio de hibernação pode ser o momento mais crítico de todos, já que o oxigênio pode se tornar tóxico para o cérebro.
O efeito, compara Parnia, é como o de um tsunami após um terremoto, e a melhor resposta é resfriar os pacientes, de 37ºC para 32ºC.
"A razão pela qual a terapia de resfriamento funciona bem é porque desacelera a decomposição do cérebro", diz Parnia.
E foi nesse momento que Carol Brothers teve sorte. Depois que seu coração voltou a bater, ela foi transferida para um helicóptero, onde um médico a resfriou utilizando pacotes de comida congelada que ela havia acabado de comprar.
Depois de dias em coma na UTI, durante os quais exames sugeriam que ela estava com morte cerebral, Carol acordou.
"Ela me disse três palavras", relembra a filha Maxine. "Estou voltando para casa", teria dito Carol, sussurrando.
Deus ou diabo
Sam Parnia é fascinado por relatos de pacientes que sentiram a morte de perto.
"Pessoas no mundo todo descrevem experiências semelhantes, mas a interpretação do que eles veem depende muito de sua crença", diz ele.
Essas descrições incluem viagens em túneis iluminados, encontros com figuras angelicais, recordações de eventos passados e, em alguns casos, a sensação de se observar a mesa de cirurgia da perspectiva de quem está "fora do corpo".
O médico está atualmente trabalhando com vários hospitais para investigar relatos desse tipo de experiências "fora do corpo". Como parte do estudo, os pesquisadores posicionaram objetos em prateleiras em salas de operação, que só podem ser observados do alto.
Caroline Watt é psicóloga na Universidade de Edimburgo especializada em examinar relatos paranormais. De mente aberta, ela é também crítica. Ela foi coautora de um artigo que sugere que a sensação da morte pode ser baseada em atividades neurológicas.
Ela afirma que um estudo indica que cerca de metade dos pacientes que disseram ter visto a morte de perto tiveram essa experiência sem estar perto de morrer. Essa sensação foi vivida em momentos de grande expectativa de experiência traumática, como no caso de um nascimento, quando se da à luz, por exemplo. Isso sugere que, qualquer que tenha sido essa sensação, ela não chega a ser uma amostra do que pode ser experimentado perto ou depois da morte.
Ruth Lambert diz ter tido a sensação da morte depois que uma queda interrompeu a circulação de sangue para seu cérebro.
"Foi uma sensação de boas-vindas e de estar indo para um lugar melhor", relembra. "Eu senti a presença forte de Deus, de que não era a minha hora, e então eu acordei".
Desde então, ela disse ter ouvido relatos de outras pessoas que quase morreram. Ela se lembra especificamente de um homem que voltou do coma horrorizado.
"Ele achava ter visto o diabo se aproximando e dizendo: você é meu agora, peguei você".
Se Carol Brothers viu Deus ou o Diabo, ela não se lembra.
"Nenhum dos dois me quis. Eles jogaram cara ou coroa e a moeda caiu em pé".