Academia Equilíbrio

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quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Alongamento e boa postura podem proteger articulações e evitar dores


Bem Estar desta segunda-feira (10) explicou causas de dores articulares.
Uma das maneiras de melhorar é com RPG, que ajuda a corrigir a postura.

Do G1, em São Paulo
As articulações permitem os movimentos do corpo e por serem exigidas o tempo todo, têm um risco de sofrer desgastes ou lesões – por isso, as dores articulares são muito comuns e podem até comprometer ou limitar os movimentos. Apesar serem mais comuns em idosos e esportistas, as dores podem também atingir jovens e adultos e, por isso, é importante tomar alguns cuidados para evitar, como explicou o ortopedista Mateus Saito no Bem Estar desta segunda-feira (10).
Uma das dicas é o alongamento, que reduz a sobrecarga nas articulações e faz com que elas deslizem mais e melhor  – fazer pausas durante o dia, seja em casa ou trabalho, e alongar-se com movimentos suaves e simples ajuda a manter o corpo flexível, como afirmou a terapeuta ocupacional Raquel Matos.
É importante ainda prestar atenção à postura, que também pode ser um fator de risco para dores – um dos jeitos de melhorar é através da reeducação postural global, o RPG, técnica que mostra a maneira correta de se posicionar ao longo do dia, como mostrou a fisioterapeuta Clóris Regina Fleury.
Os especialistas alertaram ainda para o uso de munhequeiras, que limitam o movimento de determinada articulação. Vale lembrar que existem diversos tipos no mercado e é preciso definir qual usar – quem vai usar de maneira preventiva pode optar pelas mais macias; já quem está durante um tratamento de alguma lesão pode escolher uma mais rígida, mas sempre de acordo com a orientação de um profissional de saúde. Antes de comprar, é preciso fazer um teste: se estiver justa, sem machucar, é porque está boa, como explicou a terapeuta ocupacional Raquel Matos.
Por último, os especialistas alertaram que as dores articulares podem ser leves ou graves – em casos simples, colocar gelo é o primeiro recurso e já pode ajudar. No entanto, se a dor for muito forte, recorrente e não passar com o gelo, é fundamental procurar um médico para avaliar se não há alguma doença.

fonte: http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2014/11/alongamento-e-boa-postura-podem-proteger-articulacoes-e-evitar-dores.html

Brasil e Espanha firmam parceria para ampliar atuação em transplantes


Acordo prevê intercâmbio de profissionais para ensino de novas técnicas.
Foco inicial é na cirurgia de intestino e no transplante com 'o coração parado'.

Eduardo CarvalhoDo G1, em São Paulo
Os governos do Brasil e da Espanha vão firmar nesta terça-feira (11) um acordo que permite a transferência de conhecimento na área de transplante de órgãos entre os dois países. A ideia do Ministério da Saúde é preencher lacunas existentes no sistema brasileiro de doação de órgãos e dar os primeiros passos para a criação de uma política pública voltada à formação de profissionais.
A cooperação técnica prevê o envio de brasileiros a Espanha para atuação em hospitais, onde aprenderão técnicas não aplicadas por aqui. Há previsão também da vinda de especialistas da Espanha. As ações se iniciam em 2015.
O governo brasileiro manteve desde 2004 um convênio informal com o país europeu, que permitiu o envio de até oito profissionais por ano para um treinamento específico na área.
De acordo com Heder Murari, coordenador do Sistema Brasileiro de Transplantes, agora, uma das prioridades será adquirir mais informações sobre transplantes de intestino, primeiro passo para a realização da cirurgia multivisceral – a mais complexa do sistema digestivo por envolver a substituição de vários órgãos de uma só vez.
Por ano, segundo o ministério, são registrados dez pedidos de transplante de intestino, a maioria em crianças (70%). “É uma lacuna que temos no nosso sistema. Muitas crianças precisam dele e o Brasil nunca o realizou em larga escala”, disse.
Ainda sobre as doações multiviscerais, o Brasil vai firmar em breve parceria com duas instituições, uma dos Estados Unidos e outra da Argentina, para que profissionais sejam trazidos desses países e auxiliem em operações deste porte. Segundo Murari, os acordos devem ser assinados em breve.

A primeira vez que este procedimento ocorreu no Brasil foi em maio deste ano, quando o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo atendeu um homem de 33 anos, que recebeu estômago, duodeno, intestinos, pâncreas e fígado. No entanto,ele morreu por complicações registradas no pós-operatório.
Técnica do coração parado
Outro interesse do Ministério da Saúde na parceria com a Espanha é na técnica chamada "morte circulatória", que consiste no uso de um equipamento que atua como um coração artificial em casos de óbito por parada cardíaca. O método mantém a irrigação corporal por mais algumas horas, até que os órgãos aptos para doação sejam retirados.
No Brasil, a captação de órgãos só acontece quando a morte cerebral é constatada e há autorização da família para a doação. A intenção do ministério não é implantar de uma só vez o método, mas testá-lo em um projeto piloto que seria implantado em alguma capital.
“A técnica reduziria a fila de espera pelo transplante de pulmão, que normalmente fica danificado quando o doador permanece internado por muito tempo e tem a morte encefálica constatada”, explica.
Autorização da família ainda é entrave
De acordo com o ministério, no primeiro semestre deste ano foram realizados 11,4 mil transplantes. Desse total, 6,6 mil foram cirurgias de córnea, 3,7 mil de órgãos sólidos (coração, fígado, rim, pâncreas, rim/pâncreas e pulmão) e 965 de medula óssea. Em 2013, o Brasil fechou o ano com 23.457 transplantes realizados.

Mesmo com mais de mil equipes distribuídas pelo Brasil e 400 unidades prontas para atuarem nessa área, ainda há uma grande dificuldade em aumentar números no país: a falta de autorização da família para a cirurgia.
“O índice de doação no Brasil é de 13,5 por milhão de pessoas. Na Espanha, é de 37 por milhão. Queremos melhorar nossa gestão e chegar a 30 por milhão de pessoas”, finaliza Murari.

fonte: http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2014/11/brasil-e-espanha-firmam-parceria-para-ampliar-atuacao-em-transplantes.html

Aedes aegypti representa risco em 125 municípios do país, diz governo


Número apresentado na semana passada era de 117 municípios. 
Governo prepara campanha de prevenção da dengue e febre chikungunya.

Do G1, em São Paulo
Info Chikungunya V1 (Foto: Editoria de Arte/G1)
O Ministério da Saúde atualizou para 125 o número de municípios do Brasil risco alto de registrar infestação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue e da febre chikungunya. O número anterior, divulgado na semana passada, era de 117 municípios. De acordo com a pasta, nessas cidades foram encontrados focos do mosquito em quatro de cada cem casas visitadas.
As informações integram o Levantamento Rápido do Índice de Infestação de Aedes Aegypti (LIRAa), feito em outubro, que analisou a existência de locais com larvas em 1.524 cidades. Seu objetivo é apontar as regiões com maior risco de transmissão das doenças.
De acordo com o levantamento, Rio Branco é a única capital em situação de risco, com índice de 4,2. São dez as capitais que apresentaram situação de alerta (Porto Alegre, Cuiabá, Vitória, Maceió, Natal, Recife, São Luís, Aracaju, Belém e Porto Velho) e outras 11 estão com índices satisfatórios (Curitiba, Florianópolis, Brasília, Campo Grande, Goiânia, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Macapá, Teresina e João Pessoa). Cinco capitais (Boa Vista, Manaus, Palmas, Fortaleza e Salvador) ainda não apresentaram ao Ministério da Saúde os resultados do LIRAa.
Segundo o governo, outras 552 cidades foram classificadas em situação de alerta (pois tinham entre uma e três casas a cada cem com larvas) e 847 apresentaram situação satisfatória (um ou menos imóveis de cada centena continha focos do Aedes aegypti).
No ano passado, o LIRAa apontou 159 municípios em situação de risco e 539 em alerta. Apesar do número de cidades consideradas críticas ter sido menor este ano em relação a 2013, há uma preocupação maior por causa dos casos de chikungunya. Até 25 de outubro, foram diagnosticados 824 casos da febre no país. O primeiro foi confirmado em setembro. Já os casos de dengue somam 556.317 este ano.
Neste ano, 379 pessoas morreram por dengue no país, segundo o Ministério da Saúde. Em 2013, foram 646 óbitos.

De acordo com a pasta, o estudo é importante para reduzir a transmissão durante o verão,  que é a estação mais propícia, já que a combinação de chuva e calor é ideal para a procriação do Aedes aegypti. “Se não agirmos com rapidez, em janeiro vai para 8% a 10% [8 a 10 casas com o foco do mosquito a cada 100 imóveis]”, afirmou o secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa.
Nova campanha
Com o slogan “O perigo aumentou. E a responsabilidade de todos também”, o ministério lançou uma campanha nesta terça para chamar a atenção sobre a importância da prevenção ao mosquito transmissor das duas doenças.
Foram produzidas peças publicitárias com imagens que mostram os criadouros do Aedes aegypti, como vasos de plantas com água, sacos de lixo, caixas d’água abertos, pneus desprotegidos e garrafas plásticas destampadas. De acordo com a pasta, é preciso destacar que a forma de combate ao foco do mosquito é a mesma para se evitar as duas doenças.
Sintomas
A infecção pelo vírus chikungunya provoca sintomas parecidos com os da dengue, porém mais dolorosos. No idioma africano makonde, o nome chikungunya significa "aqueles que se dobram", em referência à postura que os pacientes adotam diante das penosas dores articulares que a doença causa.
Em compensação, comparado com a dengue, o novo vírus mata com menos frequência. Em idosos, quando a infecção é associada a outros problemas de saúde, ela pode até contribuir como causa de morte, porém complicações sérias são raras, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).
Diferentemente da dengue, que tem quatro subtipos, o chikungunya é único. Uma vez que a pessoa é infectada e se recupera, ela se torna imune à doença. Quem já pegou dengue não está nem menos nem mais vulnerável ao chikungunya: apesar dos sintomas parecidos e da forma de transmissão similar, tratam-se de vírus diferentes.

fonte: http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2014/11/aedes-aegypti-representa-risco-em-125-municipios-do-pais-diz-governo.html

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Médicos falam de esclerose múltipla e esclerose lateral amiotrófica


Bem Estar desta quinta-feira (30) falou de doenças no sistema neurológico.
Problemas podem atingir o sistema nervoso central ou periférico; entenda.

Do G1, em São Paulo
Doenças no sistema neurológico, como a esclerose múltipla, a esclerose lateral amiotrófica e a síndrome de Guillain-Barré, por exemplo, podem afetar o corpo todo e causar alterações ou perda dos movimentos. No Bem Estar desta quinta-feira (30), os neurologistas Tarso Adoni e Leandro Calia falaram sobre os tratamentos desses problemas e as consequências deles na qualidade de vida dos pacientes.
Segundo os médicos, a causa da esclerose múltipla é desconhecida. O que se sabe é que a doença ataca as bainhas de mielina, que são espécies de "capas" dos neurônios – sem essa proteção, os impulsos começam a passar em uma velocidade mais lenta.
Mais comum nas mulheres, a esclerose é uma doença crônica, ou seja, não tem cura. Mas como explicou o neurologista Tarso Adoni, existem diversos tratamentos e medicamentos que permitem que o paciente tenha uma vida normal.
Os médicos falaram também da síndrome de Guillain-Barré, doença no sistema nervoso periférico, em que o próprio sistema imunológico do paciente ataca a bainha de mielina, no sistema nervoso. A síndrome não tem causa conhecida e pode provocar sequelas e levar à perda dos movimentos no corpo todo. Uma das maneiras de tratamento é a fisioterapia e a reabilitação, como mostrou a reportagem (veja no vídeo acima). Segundo o neurologista Leandro Caia, se tratada do jeito certo, a doença tem uma chance alta de cura.
Ainda no sistema nervoso periférico, pode ocorrer a esclerose lateral amiotrófica (E.L.A.), doença que leva à morte progressiva dos neurônios responsáveis por comandar músculos e movimentos voluntários. Nesse caso, não tem cura e a progressão pode ser rápida e levar de 3 a 5 anos, por exemplo. Seja qual for a doença, ao receber o diagnóstico, alguns pacientes acabam se isolando, o que é um caminho para a depressão, um problema que pode piorar ainda mais a qualidade de vida. O neurologista Tarso Adoni explica que o ideal é encarar o tratamento, com a ajuda e o aconchego dos outros (entenda no vídeo abaixo).

fonte: http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2014/10/medicos-falam-de-esclerose-multipla-e-esclerose-lateral-amiotrofica.html

Pesquisadores de SP desenvolvem 'viagra verde' com pimenta asiática


Farmacêutico da Unifran conseguiu patente para usar nova molécula.
Descoberta foi feita durante pesquisa para tratar o Mal de Chagas.

Felipe TurioniDo G1 Ribeirão e Franca
Pimenta-de-java possui substância que ajuda a evitar disfunção erétil (Foto: Márcio Luís Andrade e Silva)Pimenta-de-java possui substância que facilita
ereção (Foto: Márcio Luís Andrade e Silva)
Uma equipe de pesquisadores da Universidade de Franca (Unifran), no interior de São Paulo, descobriu a existência de uma molécula natural capaz de combater a disfunção erétil. A substância foi encontrada em uma pimenta indiana e patenteada em junho deste ano para ajudar no desenvolvimento de um ‘viagra verde’ - medicamento mais saudável, segundo os pesquisadores - e que auxilia na ereção.

A molécula foi descoberta durante uma pesquisa para o tratamento do Mal de Chagas, que começou há 10 anos. Durante os estudos, os pesquisadores isolaram diversas substâncias, incluindo a (-) cubebina (menos cubebina), encontrada na pimenta-de-java (Piper cubeba), importada da Índia. Ao testar a molécula em camundongos, os responsáveis pela pesquisa notaram ereção nos animais.
O farmacêutico Márcio Luís Andrade e Silva, um dos envolvidos no estudo, explica que, a princípio, a substância age bloqueando a PDE5, conhecida como fósforo-diestarase 5. “Ela bloqueando esta substância, ela aumenta ou provoca a ereção, já que a PDE5 é a causa da degradação de outra substância que, através do metabolismo, permite o enchimento de sangue no corpo cavernoso do pênis."
Segundo a pesquisa, o efeito da molécula se mostrou 50% mais potente quando comparado a outras substâncias, como o Viagra (citrato de sildenafila), por exemplo.
“Confirmamos o efeito e depositei a patente nos Estados Unidos, Europa, Japão e no Brasil, depois de várias análises técnicas deram o título de propriedade da patente, considerada de extrema inovação”, afirma o farmacêutico Márcio Luís Andrade e Silva, um dos envolvidos no estudo.
A pimenta em que a molécula foi encontrada é utilizada normalmente na Ásia como condimento ou para fins medicinais. Entretanto, não há informações sobre o potencial afrodisíaco das sementes. “Não adianta comer, a substância precisa estar isolada para surtir efeito”, ressalta o pesquisador.

'Bomba verde'
Para Silva, a descoberta é importante para a indústria farmacêutica. “É uma bomba dentro do tratamento verde da disfunção erétil.” Depois do registro da patente, os pesquisadores trabalham em testes complementares e aguardam outros estudos para ser liberada para o mercado. Segundo o estudioso, pelo menos uma empresa brasileira já demonstrou interesse em licenciar a substância, que pode chegar ao mercado em até quatro anos, depois de testes em humanos.
farmacêutico Márcio Luís Andrade e Silva (Foto: Divulgação/Unifran)Farmacêutico Márcio Luís Andrade e Silva
(Foto: Divulgação/Unifran)
Por ser natural, os pesquisadores afirmam que o medicamento pode ser mais saudável que os similares existentes no mercado, como o Viagra e o Cialis (tadalafil). “É difícil encontrar uma molécula natural nesses medicamentos, são sintéticos e usam moléculas de nitrogênio, que potencializam problemas cardíacos, por exemplo”, explica o farmacêutico.

Entre as vantagens do ‘viagra verde’ estariam a diminuição dos efeitos parelelos comuns aos remédios contra a disfunção erétil. “Se confirmarmos os testes, não teremos efeitos colaterais como ataque cardíaco, vermelidão, irritabilidade, boca seca, hiperatividade e outras mudanças comportamentais”, afirma Silva.


fonte: http://g1.globo.com/sp/ribeirao-preto-franca/noticia/2014/10/pesquisadores-de-sp-desenvolvem-viagra-verde-com-pimenta-asiatica.html